Mais um ano de shows se inicia aqui no palco do Galpão Ladeira das Artes! Estamos muito felizes de anunciar o nosso novo projeto de música na casa, o DOMINGUEIRA. Todo último domingo do mês vamos abrir a casa mais cedo para um domingão de muita musica boa, com curadoria da casa, cerveja gelada, drinks deliciosos e aquele lanche gostoso pro fim de tarde e inicio de noite da melhor maneira. E ainda da tempo de voltar pra casa e descansar pra próxima semana, viu?
Não conhece? então se liga. Se já conhece, já sei que não vai ficar de fora e vai espalhar a mensagem.
Marfa Kurakina (baixo elétrico), Flavia Belchior (bateria/voz) e Rapha Morret (percussão)
apresenta o show que celebra, a partir de uma interpretação própria, a música negra brasileira e mundial.A ideia de montar a banda aconteceu em 2019, quando Maíra foi convidada a participar do festival Jazzing, em Angola. "Foi a oportunidade de colocar em prática a ideia que eu já vinha falando há algum tempo, de que o mercado da música é muito masculino e isso tem muito a ver com as oportunidades que são dadas às mulheres. Certa vez eu ouvi de um empresário que por estar grávida eu ficaria uns dois anos sem trabalhar - e grávida eu fiz turnê com Gilberto Gil", pontua a multiartista.
Mais sobre Jazz das Minas“Um dia um amigo me falou que achava que jazz era coisa de branco, mas não é. Nem na origem, nem na atualidade, pois estamos aqui levando esse gênero de origem negra para lugares como Madureira, São João de Meriti, Sé, São Gonçalo, Ramos. Vamos fazer jazz com Alcione e Leci, improvisos e rearranjos com Jovelina e Luedji. Nossa música pega a essência do jazz e transmuta. Jazz no sentido mais amplo da palavra, jazz porque é livre. Uma roda de partido alto é jazz, os tambores de um terreiro fazem jazz, o hip hop e a cantiga de ninar também”, aposta Maíra, cujo repertório contém músicas autorais e releituras de clássicos nas vozes de Nina Simone, Elza Soares, Sandra de Sá, Gilberto Gil, Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Milton Nascimento, Mart ́nália e Caio Prado.
Do palco aos bastidores, a equipe é majoritariamente feminina e negra. “Esse show é sobre cura. Somos mulheres diversas se divertindo no palco. Começamos o show cantando ‘Mulher do Fim do Mundo’ porque o mundo acabou e a gente está aqui sobrevivendo à base de encantamento e resistência”, reforça Maíra.
"É muito louco pensar que a maioria dos grupos são formados por homens e que geralmente só cantam músicas de autores homens. Nós somos um grupo de mulheres que canta músicas majoritariamente de mulheres, mas também cantamos artistas homens que merecem nosso carinho. E que fique claro que não temos problemas com os homens, são eles que têm problemas com a gente, insegurança, sei lá", questiona Maíra, cujo show oferece meia-entrada social para mulheres e pessoas negras.
INSTAGRAM – @jazzdasminas e @mairaff
FICHA TÉCNICA:
Produção: Danada Produções
Direção Musical: Maíra Freitas
Piano e Voz: Maíra Freitas
Sax/Flauta e Voz: Monica Avila
Violão 7 Cordas: Samara Líbano
Bateria e Voz: Flavia Belchior
Percussão: Rapha Morret
Baixo: Marfa Kurakina
Técnicas de Som: Raquel Lázaro
Iluminadoras: Brisa Lima
Roadie: Ge Vasconcelos
Produção Executiva: Mario Rocha