De 15 de outubro de 2024, às 20h00; até 15 de outubro de 2024, às 21h00.
De 15 de outubro de 2024, às 20h00; até 15 de outubro de 2024, às 21h00.

Dança Monstro é o último espetáculo da trilogia iniciada com o espetáculo Dança Baixa e seguida por Dança Anfíbia. Constitui-se na continuidade do projeto poético da Cia dos Pés que toma por base as relações entre Dança, Ambiente e Cultura. Nessa trilogia aprofundamos algumas questões como a relação público/performer, a imbricação entre criação coreográfica e produção de trilha sonora e a nudez.
Perseguindo nosso projeto poético, Dança Monstro foca na relação entre ambiente e cultura expandido o olhar para a relação do homem com a natureza, buscando contactar aquilo o que de mais essencial há em nós enquanto seres da natureza, transitando entre o que é do humano, enquanto espécie e o que é da cultura. Do que é canônico e do que faz sentido, do que é negado e do que é legado como sabedorias ancestrais circunscritas em nossas memórias dançantes que circulam em nosso grupo cultural. Uma espiral que é umbilical e universal, que vai do umbigo ao cosmo, verticalizando a comunicação entre o céu e a terra onde constituímos o elo dessa conexão, horizontalizando o olhar para o infinito de possibilidades de conhecimento que o corpo pode abarcar quando temos a base fincada no chão que nos fez/faz humano: território alagoano, nordestino, brasileiro, américo-latino.
Como uma espécie de política do chão, encontramos nas danças tradicionais brasileiras o lugar de identidades e de identificação. Articulamos uma atitude política no sentido de buscar a afirmação de linhas de fuga à “reverência colonial” (Greiner, 2015) que apega ainda tão fortemente à dança cênica brasileira aos modelos técnicos e estéticos europeus e norte-americanos. Consideramos as resultantes desses estudos, configuradas nessa trilogia, bastante representativas de um momento de maior grau de complexidade da nossa pesquisa, ao tempo em que apontam para à necessidade de continuidade, aprofundamento e expansão. Como transformar tais ideias em dança? Esse é o caminho de descobertas. Nos pomos a dialogar com as danças tradicionais e populares (em especial o Tamborde Crioula e o Toré indígena) e os princípios do Tai Chi Chuan investigando a gerencia do peso do corpo nos deslocamentos circulares no espaço, na ação de girar e no embate/contato entre nossos corpos. Investigamos a retroalimentação entre a sonoridade e o movimento dos performers em suas relações no espaço/tempo para a elaboração da trilha sonora, cuja imbricação entre som e movimento vai estruturando a dramaturgia do espetáculo.
Tomamos a nudez como ponto de partida para a instauração de uma natureza desnudada e essencial do ser humano da qual busca-se o estado inicial de empatia com o público. Desnudar-se para existir sendo natureza, lançar-se nos redemoinhos de nossas memórias ancestrais para sermos devolvidos no aqui e agora de nossas experiências sociais num fluxo contínuo entre passado, presente e futuro que é sempre circular e interdependentes. Propor uma perspectiva circular da existência, em que polos opostos se anulam na medida em que as descontinuidades se dissolvem e as oposições transformam-se em complementos. Os pés fincados no chão, a cabeça conectada com o céu e a pélvis modulando o fluxo entre controle e descontrole, expansão e recolhimento, individual e coletivo, não como categorias opostas, binarias mas como possibilidades de trânsitos, moções diluidoras de contenções. Girar centrifugamente, girar centripetamente numa espiral que pulsa a diluição das barreiras entre o dentro e o fora, o individual e o coletivo.
Classificação: 18 anos
Local: Galeria Clube dos Diários
Data do espetáculo: 15 de outubro
Horário: 20h
Ingresso solidário: 1kg de alimento não perecível
FICHA TÉCNICA
Concepção e Direção Geral: Telma César
Coreografia: Cia dos Pés
Performers: Joelma Ferreira, Magnun Angelo e Reginaldo Oliveira
Trilha sonora: Telma César, Ari Colares (Tambores) e Léo Bulhões (Edição)
Preparação técnica/corporal: Telma César e Nanna Buarque
Produção e fotografia: Benita Rodrigues
Criação, Composição e operação de luz: Moab Oliveira
Sonoplastia: Crystian Castro
O #JUNTAX é realizado por meio da Lei de Incentivo à
Cultura, com patrocínio do @institutoculturalvale , Secretaria de Estado da
Cultura do Piauí - Secult (@cultura.pi ) e do Governo do Estado do Piauí
(@governodopiaui ).
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Saiba como editar participantesRua Álvaro Mendes Centro (Sul)
Teresina, PI
JUNTA - Festival Internacional de Dança
Dança e Contemporaneidade JUNTA X | 15 a 20 OUT | TERESINA [PI]
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