22 jan - 2025 • 19:00 > 24 jan - 2025 • 19:00
22 jan - 2025 • 19:00 > 24 jan - 2025 • 19:00
Visualidade, patriarcado e uma politicidade em chave feminina
Rita Segato
22 e 24 de janeiro
quarta e sexta, das 19h às 21h
2 encontros
R$ 60
45 vagas
IMS Paulista
Sala de aula
SINOPSE Em duas aulas, Rita Segato resumirá a trajetória de seu pensamento, para aprofundar sua proposta de politicidade em chave feminina e discutir a relação entre pulsão da desobediência e criação artística. O curso ainda interrogará a arte como possibilidade de trânsito para outro projeto histórico mais acolhedor e incerto – “o lugar da vida”, segundo a autora.
Evento com interpretação em Libras de acordo com a necessidade dos participantes
PROFESSORAS Escritora, antropóloga e ativista feminista, Rita Laura Segato nasceu em Buenos Aires en 1951. Desde a década de 1970 residiu também na Venezuela, Irlanda do Norte, Estados Unidos e Brasil. As pesquisas de Segato se propagam por temas diversos, como raça, etnicidade, religiões e nação; gênero, violência e femigenocídio; pluralismo jurídico e pluralismo bioético; antropologia e direitos humanos. É atualmente uma das principais referências internacionais no pensamento crítico sobre as relações entre gênero, racismo, patriarcado e colonialidade.
Mestra em Artes e doutora em Antropologia Social e Etnomusicologia pelo Departamento de Antropologia Social da Queen’s University of Belfast, Irlanda do Norte, Rita é professora emérita da Universidade de Brasília, onde lecionou no Departamento de Antropologia de 1985 a 2010 e nos Programas de Pós Graduação em Bioética e Direitos Humanos, entre 2011 e 2017. Atualmente é titular da Cátedra Rita Segato de Pensamento Incômodo da Universidad Nacional de San Martín, Argentina e da Cátedra Aníbal Quijano do Museo Reina Sofía de Madrid, Espanha. Dirige ainda o mestrado interuniversitário Género e Direitos Humanos da Universidad Autónoma de Entre Ríos–UADER, Argentina.
No campo dos Direitos Humanos, destacam-se a co-autoria da primeira proposta de ação afirmativa para o ingresso de estudantes negros e indígenas na educação superior do Brasil, em 1999. Em 2002, com 41 mulheres indígenas de todas as regiões do Brasil, foi co-autora da primeira proposta de ações afirmativas e políticas públicas para mulheres indígenas ante o estado brasileiro.
Desde 2003 colabora com organizações sociais diversas em Cidade do México, Ciudad Juárez, El Salvador, Guatemala, Nicarágua e Honduras em seminários e oficinas sobre violência contra a mulher e promoção da igualdade. Possui ainda vasta experiência na elaboração de peritagens e diagnósticos sobre crimes contra a mulher, para entidades governamentais e sociais, tendo participado entre outros do Tribunal Ético Viena+20 de Direitos das Mulheres, em Bilbao, 2013; como juíza, do Tribunal Permanente de los Pueblos–TPP para o capítulo México, 2014 e no Tribunal de Justicia y Defensa de los Derechos de las Mujeres, durante o Fórum Social Panamazônico, na Amazônia Peruana, 2017. Na Guatemala, de 2021 a 2023, foi perita pelo Ministério Público sobre os crimes sexuais praticados nos anos 1980 por agentes da repressão vinculados ao estado. Entre 2023 e 2024, realizou peritagem para a Jurisdicción Especial para la Paz – JEP sobre Violência de Gênero no conflito armado colombiano.
Entre as distinções recebidas em 2024 estão o Prêmio Internacional de Ensayo 'Gesto de Ayer, Pensamiento de Hoy', da Fundação Antoni Tàpies, Barcelona; o Prêmio Konex de Platino em Ensaio Antropológico, Argentina e o Prêmio LASA – OXFAM pela sua trajetória acadêmica e sua contribuição aos Direitos Humanos. Em 2022, foi agraciada com o Prêmio Daniel Cossio Villegas de Ciencias Sociales do Colegio de México – COLMEX e em 2021, por sua trajetória profissional, com o Prêmio Frantz Fanon da Asociación Caribeña de Filosofía.
Entre sua vasta bibliografia, com traduções ao inglês, francês, italiano, alemão, grego e turco (próxima aparição) destacam-se Las Estructuras Elementales de la Violencia (2003); La Nación y sus Otros (2007); Las Nuevas Formas de la Guerra y el Cuerpo de las Mujeres (2014); Contra-pedagogías de la Crueldad(2018); Expuesta a la Muerte. Textos sobre la Pandemia (2023) e Palabras Sueltas (2023).
Em português, até a data, tem apenas quatro livros publicados: Santos Daimones. O Politeísmo afro-brasileiro e a tradição arquetipal (EdUnB, 1995); A Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios e uma Antropologia por Demanda (Bazar do Tempo, 2021) e Cenas de um Pensamento Incômodo. (Bazar do Tempo, 2022), As estruturas elementares da violência (no prelo, 2025)
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O Instituto Moreira Salles está presente em Poços de Caldas, Rio de Janeiro e São Paulo. Seu importante acervo está distribuído em quatro áreas: Fotografia, Música, Iconografia e Literatura. O IMS organiza e recebe em seus centros culturais exposições, promove mostras de cinema e espetáculos musicais, publica catálogos de exposições, livros de fotografia, literatura e música e duas revistas, ZUM e serrote. O acesso aos centros culturais e a várias de suas atividades é gratuito.
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