Partindo da premissa de que ver não é reconhecer, este curso propõe uma investigação sobre diferentes formas de percepção e convida os participantes a uma prática de observação que vai além do registro visual imediato, buscando compreender e construir significados a partir do reconhecimento da própria experiência.
O Parque Ibirapuera, com suas camadas sobrepostas de histórias, paisagens, sons, texturas e movimentos, será nosso espaço de investigação ao longo dos encontros. Trabalharemos com o conceito de observação expandida, que extrapola o olhar e abrange os cinco sentidos do corpo e o momento presente. Através desta abordagem sensorial mais ampla, investigaremos como o desenho e a escrita podem estimular traduções do que nos atravessa.
Datas: 14, 21, 28 de março e 11 de abril de 2026
Sábados
Horário: das 10h às 13h
Duração: 04 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 320,00 + taxas
Curso presencial
Contempla certificado no final
Programação
Aula 1
Reconhecimento e histórias pessoais
Investigação no parque
Através de exercícios práticos no parque, investigaremos como nossas histórias pessoais influenciam nossa percepção e reconhecimento do espaço ao nosso redor
Aula 2
Percepção através dos cinco sentidos
Entrelaçamentos de desenho e escrita
Aprofundaremos a percepção sensorial através de exercícios que ativam os cinco sentidos, descobrindo novas camadas de significado no ambiente do parque. Experimentaremos como desenho e escrita podem se entrelaçar como ferramentas complementares de tradução e expressão da experiência vivida
Aula 3
Construção de repertório a partir de múltiplas perspectivas
Construção de narrativas coletivas
Trabalharemos com múltiplas perspectivas para construir um repertório mais rico de observações e interpretações do espaço. A partir das experiências individuais, desenvolveremos narrativas coletivas que revelam diferentes camadas de significado presentes no Parque Ibirapuera
Aula 4
Desenvolvimento de biblioteca de exercícios
Consolidaremos o aprendizado através da criação de uma biblioteca pessoal de exercícios de observação, desenho e escrita. Este encontro focará no desenvolvimento de ferramentas práticas que os participantes poderão aproveitar para continuar investigando outros espaços e experiências
Sobre a professora
Helena Obersteiner é artista visual e tem o desenho como campo de investigação. Através da prática de observação, interage, de maneira empírica, com materiais e máquinas que afetam e constroem superfícies. Em seus trabalhos, dialoga com tecido, gesso, látex e papel, assim como com máquinas de tatuagem, costura e tapeçaria. Em 2019, criou o curso Desenhos Feios, realizado em parceria com o Espaço.CC, que contou com mais de dez turmas, entre formatos on-line e presenciais. Ao longo dos anos, ministrou diversas aulas e palestras em instituições parceiras, como IED-SP, EBAC e Faculdade Santa Marcelina, entre outras. Atualmente, também realiza cursos regulares em seu ateliê.
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Dúvidas:
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