O curso pretende investigar, de forma teórica e prática, questões centrais para a discussão contemporânea sobre arte da performance. Veremos temas, procedimentos e formas centrais para a linguagem, assim como testaremos e discutiremos impasses, possibilidades e questões que fazem dessa prática contestadora e limítrofe. O curso, inclusive sua parte prática, não requer nenhum preparo prévio, e é pensado para qualquer pessoa que tenha desejo de pensar seu corpo como meio expressivo.
Datas: 03, 10, 17, 24 e 31 de agosto
Quintas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 05 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00
Curso presencial
Contempla certificado no final
Conteúdo programático
Aula 01 - Introdução ao curso
O que é performance? O que é preciso para ver e para fazer? Quais as historiografias oficiais e como elas estão sendo reescritas em um momento de revisão histórica?
Laboratório de investigação do movimento: de olhos fechados, perceber os movimentos das partes em isolamento e em conjunto: movimentos sequenciais e em oposição. Imaginar uma parte do corpo como ausente e movimentar-se “sem” essa parte.
Aula 02 - Tempo e corpo
Tempo e corpo como concepções culturais de tempo afetam modos de estar no mundo. Performances artísticas que questionam a passagem do tempo e a ideia de movimento como progressão e continuidade.
Corpo e movimento: a sensação do tempo como culturalmente condicionada. Transformar a sensação do tempo ao agir muito lentamente, perceber os tempos impostos pelos equipamentos do dia-a-dia (elevadores, torneiras, portas automáticas, etc.). Efetuar a mesma ação da forma mais lenta possível.
Aula 03 - Novas mídias e outros corpos
O corpo do artista como elemento central nos anos 1970 e sua transição gradual para outros corpos e mídias. Performances delegadas, artistas contratados, terceirização e uberização na performance. Novas mídias nos anos 1980 e as redes sociais pós anos 2000. Que corpos se constroem entre as mídias?
Corpo, movimento e vídeo: conceito de “performances invisíveis”, de Janaina Tschäpe. Pesquisar artistas que trabalham o vídeo e a performance combinados (Steve Mcqueen, Matthew Barney, Janaina Tschäpe, Ana Mendieta, Marina Abramovic, etc.) e experimentar mediações mecânicas e virtuais na performance.
Aula 04 - Roteiros
Objetos e roteiros: elementos extras como dispositivos de criação de performance. Proposições para outros corpos, tipos de dispositivos (roteiro, score, partitura, programa). Quem propõe e quem executa? Casos históricos e recentes de artistas que trabalham com roteiros como elemento central.
Laboratório de criação em performance: O espaço arquitetônico e os trajetos condicionados. Como propor transformações exequíveis para todos os corpos? Estudos e releituras de Fluxus, Yoko Ono e DO IT!
Aula 05 - Fechamento
Discussão e prática de fechamento
Sobre o professor
Renan Marcondes é artista e pesquisador representado pela OMA Galeria. Doutor em Artes Cênicas pela USP, com passagem pela Justus Liebig Universität Giessen. Pesquisa sobre procedimentos de desaparecimento do corpo na arte contemporânea. Com seu trabalho artístico entre as artes vivas e as artes visuais, já foi contemplado com premiações e comissões diversas, das quais se destacam: Festival Cultura Inglesa (2020), Prêmio de criação em residência para jovens coreógrafos no MIS-SP (2018), Temporada de Projetos do Paço das Artes (2017) e Prêmio do setor de performance da sp-arte (2015). Já realizou residências na Pivô (2019), CAAA (Portugal, 2017) e no Instituto Sacatar (2017). Possui obras em diversos acervos, como os do Museu de Arte do Rio e Museu de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto.
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Dúvidas:
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