Brad, que vivia um momento desafiador em sua carreira, imaginou um novo formato para trabalhar, onde ele poderia ter o melhor dos dois mundos: a liberdade para desenvolver seus próprios projetos, com estrutura. E sem o isolamento da vida de autônomo.
Para acomodar essa comunidade, Brad pediu à uma amiga empreendedora, dona do The Spiral Muse (coletivo feminista, que também abrigava serviços de bem estar) para usar seu espaço duas vezes por semana.
Esse movimento foi a segunda tentativa de Brad. Em 2003 ele testou um projeto chamado de “Nine to Five Group”, convidando cinco pessoas desconhecidas para trabalharem juntas em cafeterias. A ideia não deu certo. Dois anos depois, e dessa vez, com um espaço fixo dentro do The Spiral Muse, nasceu o San Francisco Coworking Space.
Por conta disso, surge também oficialmente o termo “coworking”, sendo usado pela primeira vez em 2005. Apesar disso, o termo “work club” já havia sido usado anteriormente no Gate 3 WorkClub, que durou apenas um ano fechando as portas em fevereiro de 2005.
Antes disso, em 2002 uma fábrica antiga em Viena, na Áustria, foi convertida em espaço de trabalho compartilhado, ainda sem usar a palavra coworking.
A Schraubenfabrik foi apelidada carinhosamente de “mãe dos coworkings” e definida como “um espaço social e criativo que possibilita sinergias e libera inspiração”. Depois de um ano usando os espaços do The Spiral Muse, Brad Neuberg e um grupo de voluntários se reunem para construir um espaço dedicado em tempo integral à atividade de coworking. Assim, em 2006, nasce o The Hat Factory, que permaneceu aberto até 2010.
Era essa a vibe do The Hat Club: mesas compartilhadas, um certo caos visual e um grande espírito de comunidade. Em 2006 foram catalogados 30 espaços de coworking no mundo. Em 2007 esse número mais que dobrou, alcançando 75 espaços.
Foi em 2007 também que o Brasil entrou no mapa do segmento de coworkings através do The Hub (atual The Impact Hub) e do Ponto de Contato, nomes que começaram a aparecer em fóruns de discussão. Em 2008 ambos projetos se materializaram em solo brasileiro.
Ou seja, trabalhar em ambientes compartilhados é algo relativamente recente no Brasil.
É um movimento que exige questionar a velha economia e oferecer liberdade, autonomia e flexibilidade para colaboradores e empreendedores.
Por isso, se você se identifica com o espírito livre mencionado na postagem de de Brad, com o senso de coletividade e com uma visão de mundo que acredita mais no acesso do que na posse, receba nossos parabéns.
9 de agosto é dia celebrar tudo isso no Coworking Day!
Celebrar a liberdade dos que acreditam em comunidades e vivem menos a solidão.
Comunidades tornam as cidades melhores, mais colaborativas, mais pujantes, mais democráticas.
Compartilhar ambientes e jornadas é multiplicar nosso capital social e econômico. E isso, para nós, é puro sinônimo de inovação.
Vem participar!