09 abr - 2026 • 18:30 > 11 abr - 2026 • 21:00
ATENÇÃO: teremos uma cota de entrada para quem estiver sem ingressos. A partir das 19h, pessoas em ingressos poderão entrar na quinta e na sexta-feira até que a lotação do espaço seja alcançada.
CORRENTE é o primeiro simpósio de jornalismo musical do Brasil e realiza sua segunda edição entre os dias 9 e 11 de abril de 2026 em BH. Ao longo de 3 dias, serão realizados debates e apresentações de pesquisas acerca de temas que envolvem o jornalismo musical e suas possibilidades. As atividades têm entrada franca e serão realizadas na quente, no hipercentro de BH, e no Usina de Cultura, no bairro Ipiranga. O simpósio é uma realização da associação sem fins lucrativos reverbera em parceria com a quente, com idealização de Marcelo Santiago.
Trata-se de um momento de troca entre pessoas que pesquisam a cultura do país por meio de diferentes abordagens e que contribuem na definição dos rumos do jornalismo musical em meio à dependência dos algoritmos, do crescimento da automação e da inteligência artificial, junto ao declínio dos veículos de comunicação tradicionais.

9 de abril, quinta-feira, 18h30
local: quente (Av. Afonso Pena 941, sala 601, Centro)
- Lançamento dos livros Planet Hemp: Mantenha o Respeito e Mundo Livre S/A 4.0 - do mangue ao punk, de Pedro de Luna, com mediação de Terence Machado
> Pedro de Luna é escritor, jornalista e quadrinista. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense, com MBA em Gestão Cultural pela Universidade Cândido Mendes, já escreveu e publicou 19 livros, entre eles a biografia das bandas Mundo Livre S/A e Planet Hemp, dos músicos Speedfreaks e Champignon (do Charlie Brown Jr), do festival Porão do Rock (DF) e do professor e escritor Chico Alencar.
> dj set / NINA ARROCHA
10 de abril, sexta-feira, 18h30
local: quente (Av. Afonso Pena 941, sala 601, Centro)
- O femi do feminejo: ambiguidades e contradições na presença da mulher na música sertaneja, com Damy Coelho
Damy Coelho é jornalista cultural, bacharel em letras e Mestre em Comunicação Social. Já passou pelas redações do Cifra Club, Programa Alto-Falante, Estadão, integrou o projeto Entre LP e hoje é editora-assistente da Revista Noize. Na palestra, vai abordar a pesquisa de mestrado "O femi do feminejo: ambiguidades e contradições na presença da mulher na música sertaneja", concluída pela PUC MG em 2019. Nela, reflete sobre a presença e apagamento de mulheres como intérpretes e compositoras no gênero musical. Analisando letras do período mais romântico do gênero, nos anos 1990 até o chamado "feminejo", protagonizado por figuras como Marília Mendonça, tensiona imaginários e estereótipos sobre a mulher e busca estabelecer uma linha do tempo da música sertaneja na qual a presença delas é protagonista.
- Jornalismo musical em BH: as experiências atuais da revista Wanda e Phono, com Clara Bicho e Bruno Lisboa, mediada por Bruna Vilela
Clara Campos, ou clara bicho, é musicista, artista visual e jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Como jornalista, trabalha com crítica e cobertura de música brasileira na Popload, sobretudo na coluna “Cena”, além de escrever sobre arte e cultura na Revista Wanda, da qual é co-fundadora. A Revista Wanda é uma publicação quinzenal, nascida em 2024 na cidade de Belo Horizonte e criada por um grupo de três amigas jornalistas: Clara Campos, Gabriela Matina e Júlia Ennes. Na época, o veículo surgiu como uma forma de reivindicar um espaço próprio para se fazer jornalismo. Composta atualmente também pelas redatoras Bruna Batista, Júlia Rhaine, Laís Fidelis e Maria Fernanda Marques, todas jornalistas de formação, a Wanda mantém como principais compromissos a discussão, a crítica e a informação sobre arte e cultura. O nome da revista é uma homenagem à artista visual Wanda Pimentel (1943-2019), que na década de 1970 abordava em suas obras questões de gênero e feminismo, além de críticas à ditadura militar.
Bruno Lisboa é professor, graduado em Letras e pós-graduado em Produção e Crítica Cultural, ambos pela PUC-MG. Atuou como colaborador de publicações como Whiplash, Urge! e Revista Zero. Atualmente, escreve para os sites Scream & Yell — onde colabora há mais de uma década — e Phono, projeto dedicado a registrar e discutir a cena musical de BH por meio de resenhas, coberturas de shows e notícias.
- 300 Noise: música para além do streaming, com Felipe Alves
Felipe Alves é comunicador, difusor cultural e diretor de projetos da 300Noise. É pós-graduado pelo Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação (ECA-USP) e há 10 anos trabalha na indústria da música.
> dj set / ZONA CINZA
11 de abril, sábado, 17h
local: Usina de Cultura (Rua Dom Cabral 765, Ipiranga)
- Jogo de escalas: jazz brasileiro, migrações e circuitos nos Estados Unidos (1965-1980)
Paula Carvalho é jornalista e socióloga, com passagens pelo Estadão e pela Revista Bravo!. Integra o Núcleo de Sociologia da Cultura da USP, onde desenvolve pesquisas sobre música popular e colabora na curadoria e produção de eventos. No doutorado em Sociologia na USP, com período sanduíche na University of Illinois, pesquisa o jazz brasileiro e as trajetórias de músicos brasileiros nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970. Seu trabalho de mestrado analisou as origens do rap em São Paulo e sua inserção na indústria fonográfica. Como freelancer, atua também no desenvolvimento de estratégias de comunicação para instituições como a Fábrica-Escola de Humanidades (da Escola da Cidade), Instituto Jataí, entre outras iniciativas de educação, cultura e impacto social.
Resumo da tese: Justo no momento de consolidação e grande expansão da indústria fonográfica no Brasil, nos anos 1960, uma série de músicos parte em temporadas (mais ou menos longas) para os Estados Unidos. A partir da identificação de mais de uma centena de nomes que fizeram este tipo de migração nos anos 1960 e 1970, esta tese mapeou circuitos pelos quais músicos de jazz brasileiro atuaram no exterior, concentrados nas regiões de Nova York, Los Angeles e Boston, e suas reverberações no cenário nacional. São nomes como Marcos Valle, Moacir Santos, Rosinha de Valença, Carmen Costa, Dom Salvador, Eumir Deodato, Luiz Henrique, Chico Batera, Sergio Mendes, Sivuca, Wanda Sá, Oscar Castro Neves, Victor Assis Brasil, Dom Um Romão, Paulinho da Costa, Airto Moreira, Flora Purim, Célia Vaz, entre inúmeros outros e outras. Restrições na cadeia produtiva musical durante a ditadura, somadas a um menor interesse comercial em trabalhos instrumentais, ajudam a explicar parte dessas migrações, além das oportunidades de trabalho surgidas com o boom da bossa nova no mercado estadunidense. O estudo investiga a trajetória de alguns desses agentes entre 1965 e 1980, orientados pela cultura diaspórica do jazz, e sua inserção no exterior lançando álbuns solo, participando de discos de nomes consagrados, tocando na noite, estudando e dando aulas. A pesquisa chama a atenção para como diferentes escalas de análise na perspectiva transnacional contribuem para complexificar a compreensão do campo musical no Brasil, destacando alguns pontos cegos na longa tradição de afirmação da cultura nacional pelos modernismos brasileiros. O resultado expõe um caleidoscópio de formas de representação da “brasilidade” musical fora do país, seja a partir da associação ao maior representante do jazz brasileiro – a bossa nova; pela ligação discreta a músicos que faziam parte de movimentos de luta por direitos civis e pan-africanistas como Miriam Makeba e Harry Belafonte, com pouca repercussão interna, ou por uma virada de chave percussiva e afro-diaspórica a partir da percussão nos anos 1970, destacando nomes como Airto Moreira, Dom Um Romão, Guilherme Franco, Paulinho da Costa e Naná Vasconcelos. Também fica evidente a busca pela afirmação da profissão de músico por parte desses agentes, em sua maioria oriundos de classes médias, a partir da cultura do jazz e suas formas de educação.
- Chumbo & Soul, uma conversa com Gilberto Porcidonio sobre a resistência da população negra durante a ditadura, tendo a música como elemento condutor
Gilberto Porcidonio é um jornalista, roteirista e escritor carioca. Formado em Jornalismo e em Ciências Sociais pela PUC-Rio, é repórter e checador da revista Piauí, e narrador da audiossérie Chumbo & Soul, da rádio Novelo.
> dj set / MATA PISTA
show de encerramento:
CRIZIN DA Z.O
Crizin da Z.O é um projeto musical brasileiro formado em 2019, composto por Cris Onofre, Danilo Machado e Marcelo Fiedler. A banda se destaca por sua sonoridade futurista que reflete o presente, mesclando elementos do funk carioca, samba, punk e música eletrônica. Suas letras são descomplicadas, bem-humoradas e apresentam rimas criativas, abordando temas como distopia, caos urbano e reflexões sociais.
Em 2023, o Crizin da Z.O. lançou o álbum "Acelero" pelo selo QTV. Este trabalho conecta a urgência do funk carioca com o ethos punk, capturando a tensão permanente e ambígua de nosso tempo. As letras abordam temas como saturação, cansaço e a luta fantasiosa de anunciar o fim do mundo enquanto ele acontece. O álbum é descrito como um banquete de carne em um mundo colapsado, onde a festa continua apesar do caos.
Crizin da ZO segue o sincretismo de ritmos e experimentações dentro do funk, do samba, do punk, do rap e diversos outros batuques dando forma a atmosfera de Acelero: um eterno retorno às veias do subúrbio carioca e do underground nacional.
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesAvenida Afonso Pena, 941, 601, Centro
Belo Horizonte, MG

reverbera
reverbera é uma associação sem fins lucrativos que trabalha com educação, cultura e meio ambiente.
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