17 jul - 2025 • 19:00 > 17 jul - 2025 • 21:30
17 jul - 2025 • 19:00 > 17 jul - 2025 • 21:30
Objetivo:
Explorar o pensamento de Beatriz Nascimento por meio da noção de corpo-memória-território, destacando a experiência negra como fundamento histórico, os quilombos como espaços de liberdade e as resistências afro-atlânticas.
SOBRE:
Este encontro é um mergulho na obra e no pensamento da historiadora, poeta e militante negra Maria Beatriz Nascimento, cuja produção intelectual se inscreve como um gesto radical de reexistência diante da supremacia branca e do apagamento sistemático das vozes negras na história oficial. Beatriz nos legou uma concepção potente de corpo como território da memória, lugar onde se inscrevem as marcas da violência colonial, mas também onde germinam estratégias de sobrevivência, reinvenção e liberdade.
Partindo da ideia de corpo-memória-território, propomos uma travessia pelo pensamento beatriziano, em que o corpo negro aparece como arquivo vivo da experiência afro-diaspórica e os quilombos são compreendidos não como resquícios do passado, mas como formas contemporâneas e enraizadas de existência coletiva e construção de mundo. Nas palavras de Beatriz, "a Terra é o meu quilombo", e é nessa terra-corpo-imaginário que pulsamos reflexões sobre identidade, deslocamento, ancestralidade, cultura e resistência.
A proposta busca desvelar o racismo epistêmico por meio do estudo crítico de seus textos, entrevistas, imagens e da própria narrativa construída no documentário Orí (1989). A aula visa reativar os fios de uma história feita por mãos negras, deslocando a centralidade dos discursos hegemônicos e abrindo espaço para um pensamento que emerge da experiência vivida.
Mais do que apresentar conteúdos, a aula é uma vivência reflexiva e coletiva sobre o que significa se reconhecer como corpo negro na diáspora, como se mobilizam saberes enraizados na memória e na ancestralidade, e como se constroem epistemologias tecidas na memória e na mobilização política.
Percurso em dois momentos:
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Marjorie Chaves é oxunista, afrodiaspórica e contracolonial. Benzedeira cerratense, é guardiã da sabedoria do ventre e da saúde integrativa em uma perspectiva afropindorâmica. Atua nos campos do pensamento negro radical, da história social das mulheres negras e dos estudos de gênero, com ênfase em direitos sexuais e justiça reprodutiva. Seu engajamento abrange educação popular em saúde, saúde da população negra e políticas de equidade em saúde, promovendo ações de educação permanente. Coordena o Observatório da Saúde da População Negra, vinculado ao Núcleo de Estudos de Saúde Pública (Nesp/UnB).
INFORMAÇÕES:
Datas: 17/07, das 19h às 21h30
INSCRIÇÕES GRATUITAS, com opção de contribuição voluntária.
Opção 01 - Inscrição gratuita
Opção 02 - Colaboração voluntária: R$10
Opção 03 - Colaboração voluntária: R$20
Opção 04 - Colaboração voluntária: R$30
Opção 05 - Colaboração voluntária: R$40
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Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Aula gravada e disponibilizada para quem estiver inscrite (vídeo disponível por um mês após a realização do curso, o envio acontece por e-mail e também fica acessivel pela própria área das pessoas inscritas no sympla - site de inscrição)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
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