O Instituto Ling apresenta Campo e Construção, mostra individual de Fábio Miguez, com curadoria de Pollyana Quintella.
A exposição Campo e Construção articula, pela primeira vez, dois eixos da obra de Fábio Miguez: suas pinturas recentes de arquiteturas vernaculares brasileiras e suas composições inspiradas nos mestres pré-renascentistas italianos. Ao aproximar esses universos, o artista investiga formas de representação do espaço e revela como luz, tempo e uso se inscrevem nas superfícies construídas. A mostra inclui ainda obras realizadas diretamente nas paredes do Instituto Ling, em que pintura e arquitetura se fundem.
A abertura acontece no dia 23 de junho, terça-feira, às 19h, com uma conversa aberta ao público entre o artista Fábio Miguez e a curadora Pollyana Quintella. Inscreva-se gratuitamente e garanta sua participação!
Duração: 60 min.
Ocupação: 80 lugares disponíveis.
Acessibilidade: O Instituto Ling está empenhado em proporcionar uma experiência acessível e inclusiva a todos os seus visitantes. Esta programação oferece a possibilidade de contratação de intérprete de Libras Caso necessite do serviço, por favor, sinalize no formulário de inscrição.
Sobre o artista
Fábio Miguez (São Paulo, 1962) é um dos principais nomes da pintura contemporânea brasileira e integrante fundador da Casa 7, grupo que renovou a pintura nos anos 1980. Sua produção inicial, influenciada pelo neoexpressionismo alemão, explorava paisagens densas, com acúmulo de matéria e tons escuros. A partir dos anos 1990, sua pesquisa voltou-se à luz e à abstração, incorporando transparências, cores claras e estruturas geométricas. Nos anos 2000, expandiu a pintura para o campo tridimensional, criando instalações com a sobreposição intervalada de placas de vidro pintadas, assim como suas valises, que comportam objetos que permitem a interação do espectador e a recombinação de diversos elementos. Desenvolve, desde 2010, a série Atalhos, em que reelabora fragmentos de obras de mestres da pintura, e a série Volpi, inspirada em detalhes da obra de Alfredo Volpi. Fabio Miguez vive e trabalha em São Paulo. Suas obras integram coleções de instituições como o Centro Cultural São Paulo (CCSP); Instituto Figueiredo Ferraz (IFF); Museu de Arte de São Paulo (MASP); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio); Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP); e Pinacoteca do Estado de São Paulo.
Sobre a curadora
Pollyana Quintella (Rio de Janeiro,1992) é curadora da Pinacoteca de São Paulo e pesquisadora-coordenadora da linha de pesquisa Arte e Política: o Brasil em disputa, da FGV Arte São Paulo. Na Pinacoteca, organizou exposições como Lenora de Barros: Minha Língua (2022–23), Lygia Clark: Projeto para um planeta (2024) e Renata Lucas: Domingo no Parque (2024), vencedora do Prêmio APCA 2025. É doutoranda e mestra em História da Arte pela UERJ, com pesquisa dedicada à crise da crítica e ao pensamento de Mário Pedrosa. Foi contemplada com uma bolsa da Getty Foundation para integrar o Art and Power School, realizado na Bibliotheca Hertziana – Max Planck Institute for Art History, em Roma, em 2023. Foi curadora do 9º Bolsa Pampulha em 2024. Atuou como curadora assistente no Museu de Arte do Rio (2018–21) e desenvolveu projetos em instituições como MALBA, Sesc Pompeia, MuPA e Paço Imperial. Publica regularmente ensaios sobre arte contemporânea, cultura visual e política.
Esta programação é uma realização do Instituto Ling e Ministério da Cultura/Governo Federal, com patrocínio da Crown Embalagens.
PRONAC 254634