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Contação de Histórias MCI | O Sopro e o Canto da Gente Verdadeira

24 out - 2026 • 11:00 > 24 out - 2026 • 12:00

Contação de Histórias MCI | O Sopro e o Canto da Gente Verdadeira

24 out - 2026 • 11:00 > 24 out - 2026 • 12:00

Descrição do evento

As inscrições serão realizadas de 17 a 24 de outubro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro). No dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer.

Para o povo Huni Kuī, a palavra não existe no vazio. Contar uma história é um ato que convoca o corpo, o território e o espírito. Na edição de outubro do Programa de Contação de Histórias do Museu das Culturas Indígenas (MCI), a literatura originária transcende a audição e se transforma em prática de cura por meio do estudo do Rume Reske Yuxibu (Rapé Tradicional) e Kuī Rume Teneni (O Dono do Rapé).

A atividade será conduzida por Txana Paê Inu Bake, mensageiro da Aldeia Maê Yurayá, nas margens do Rio Purus, no Acre. O encontro coloca o público no centro de uma roda viva de histórias e trocas. O roteiro cruza a narrativa sobre a origem tradicional da medicina do Rume Reske Yuxibu com cantos na língua Hãtxa Kuī (Língua Verdadeira), abrindo espaço para a escuta atenta e para o diálogo direto sobre a cosmologia amazônica. O ritmo começa ancorado no maracá ancestral e avança para o tempo de transformação do Xina Bena (Novo Pensamento), somando o violão e a percussão livre de quem estiver presente.

Sobre Txana Paê Inu Bake
Do Povo Huni Kuī (“povo” ou “gente verdadeira”) e falante fluente de sua língua mãe, o Hãtxa Kuī, Txana Paê pertence à Aldeia Maê Yurayá (Nova Família), no Hēnē Hubeyá (Rio Purus), na Floresta Amazônica acreana, fronteira entre o Brasil e o Peru. Como Txana (“cantador”), músico, artista e mensageiro, ele atua na formação e inspiração das novas gerações, estudando e praticando a espiritualidade milenar do seu povo. Paê leva esses conhecimentos originários do território para as cidades, conduzindo cerimônias de consagração das medicinas curandeiras da floresta, rodas de conversa, palestras em escolas e universidades, além de oficinas musicais e linguísticas. Suas jornadas buscam a cura da matéria, do espírito e do pensamento, perpetuando a força ancestral e garantindo que esse saber alcance o futuro. Sua caminhada fortalece as necessidades da sua comunidade, incentiva o reflorestamento e a preservação ambiental, e promove o intercâmbio cultural para unir os povos em prol da cura do planeta.

Sobre o Povo Huni Kuī
Conhecidos nos antigos registros coloniais pelo termo Kaxinawá — um apelido pejorativo imposto por outros grupos —, eles se autodenominam Huni Kuī, a “gente verdadeira”. Maior população indígena do Acre, pertencente à família linguística Pano, habitam a fronteira entre Brasil e Peru. São conhecedores profundos da botânica florestal e guardiões de um sistema estético e espiritual onde os Kene (Desenho Verdadeiro - geométricos sagrados ensinados por Yube, a jiboia) não apenas enfeitam, mas protegem. Para eles, a música não é espetáculo; é a cadência do trabalho, da colheita, da chegada e do ritual.

Sobre o Programa de Contação de Histórias MCI
Lançado em 2024, é um encontro mensal voltado a crianças e famílias, dedicado aos saberes e cosmologias dos povos originários. Mais do que ouvir narrativas, o programa propõe uma imersão em diferentes modos de viver, estar e cuidar do mundo. É um espaço de escuta ativa que celebra a pluralidade de vozes indígenas, promovendo o diálogo intercultural e o respeito à diferença desde a infância.

Ao longo dessa trajetória, o programa recebeu narradores que compartilharam a força de suas ancestralidades e suas vozes ecoaram:

2024: Lilly Baniwa (Baniwa); Luã Apyká (Tupi-Guarani); Naktamanãã Kuparaka (Pataxó); Dario Machado, Gerolino Cézar e Ranulfo Camilo (Terena); Kuenan Tikuna (Tikuna/Magüta); Djagwa Ka’agwy Kara’i Tukumbó (Guarani Mbya); Cristino Wapichana (Wapichana); Énh xym Akroá Gamella (Akroá Gamella); Coletivo Kanewí, com Júlia Maynã (Xukuru-Kariri) e Awassury Fulkaxó (Fulkaxó); Sônia Ara Mirim (Xukuru-Kariri) e Natalício Karaí de Souza (Guarani Mbya); Tserenhõ’õ Tseredzawê (Xavante); e Xipu Puri (Puri) e Abi Poty (Potyguara).

2025: Wera Xuru (Guarani Mbya); Elzeni Kaimbé (Kaimbé); Siriani Huni Kuin (Huni Kuin/Kaxinawá); Ediele Pankararu (Pankararu) e Ynaiê Máximo (Wassu-Cocal); Cristine Takuá (Maxakali), Maria Ara Poty (Guarani Mbya), Sônia Ara Mirim (Xukuru-Kariri) e Tamikuã Txihi (Pataxó); Lucia Benite (Guarani Mbya); Mulheres das Aldeias Piulewene e Ulupuwene (Waurá); Dani Mara (Borun e Pataxó); Tsinaki Ashaninka (Ashaninka); Maria Lídia e José Pankararu (Pankararu); Olivio Jekupé (Guarani Mbya); e Yndyan Fulkaxó (Fulkaxó), Laís Santos, Michele Saints, Simone Pankararu e Upya Pankararu (Pankararu), Txayane Fulni-ô (Fulni-ô) e Júlia Maynã (Xukuru-Kariri).

2026: Jhennifer Willys (afro-indígena, Tikuna e Kokama); Kawakani Mehinako (Mehinako); Maiara Astarte (Guajajara); Pedro Pankararé (Pankararé); Reinaldo Karai Tukumbo (Avá-Guarani); e Awassury Fulkaxó (Fulkaxó) e Silvia Nogueira; Mew Yawanawa (Yawanawa); Emerson Baré (Baré), Fitsaká (Pankararu), Xipu Puri (Puri) e Yriwana Teluira Karajá (Iny Mahãdu); e Kena Marubo (Yura ou Yora).

Data: 24/10/2026, sábado
Local: Museu das Culturas Indígenas | 7º Andar
Horário: das 11h às 12h
Vagas: 40 (quarenta)
Entrada: gratuita, mediante inscrição
Classificação: Livre
Informações: (11) 3873-1541

Observações:
- 40 (quarenta) vagas;
- as inscrições serão realizadas de 174 a 24 de outubro ou esgotamento das vagas (o que acontecer primeiro);
- ao adquirir mais de um ingresso, no campo “Informação do participante”, preencha com nome e e-mail correspondentes à pessoa que utilizará o ingresso;
- apenas crianças de colo, com até 24 meses incompletos, não necessitam de inscrição, respeitando a quantidade de vagas disponíveis;
- caso seja necessário intérprete de libras para acompanhar a atividade, enviar solicitação por e-mail para [email protected], com pelo menos 72 horas de antecedência;
- no dia de realização da atividade, serão disponibilizados ingressos presenciais na bilheteria, a fim de preencher eventuais vagas de quem se inscrever previamente e não comparecer;
- a entrada/participação de crianças menores de 12 anos só é permitida se acompanhada de um responsável maior 18 anos de idade;
- para maior comodidade, aconselhamos chegar com 30 minutos de antecedência do horário da atividade;
- para conforto e segurança de todos os participantes, não é permitida a entrada com malas, mochilas, dentre outros tipos de bolsas grandes. Pedimos a gentileza de consultar a disponibilidade e utilizar nosso guarda-volumes, localizado no Térreo/Recepção. Bolsas de amamentação ou com medicação são as únicas exceções permitidas;
- ao participar das atividades presenciais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), registros fotográficos e em vídeo podem ser feitos pela equipe. O seu uso será exclusivamente para fins de divulgação institucional e promocional do MCI. Caso tenha alguma objeção a essas finalidades, informe nossa equipe.

Política do evento

Cancelamento de pedidos pagos

Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.

Saiba mais sobre o cancelamento

Edição de participantes

Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.

Saiba como editar participantes

Local

Museu das Culturas Indígenas (MCI)

Rua Dona Germaine Burchard, 451, 7º Andar, Água Branca

São Paulo, SP

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