De 17 de novembro de 2026, às 19h00; até 17 de novembro de 2026, às 22h00.
De 17 de novembro de 2026, às 19h00; até 17 de novembro de 2026, às 22h00.
O evento “Consciência Negra: Memória e Resistência”, promovido pelo Ânima Plurais, propõe um espaço de diálogo, reflexão e valorização das experiências históricas e contemporâneas da população negra no Brasil, tendo como eixos centrais a memória, a ancestralidade, a resistência cultural e a produção de conhecimentos. A iniciativa busca ampliar o debate sobre as relações étnico-raciais no contexto universitário, reconhecendo as manifestações artísticas e culturais afro-brasileiras como expressões fundamentais de preservação da memória coletiva, afirmação identitária, transmissão de saberes e transformação social.
A proposta parte do reconhecimento de que a história e a cultura da população negra foram historicamente atravessadas por processos de silenciamento, invisibilização e deslegitimação de seus conhecimentos e modos de vida. Nesse sentido, valorizar as experiências, as tradições e as produções culturais negras constitui também uma forma de questionar as hierarquias sociais e raciais que estruturam a sociedade brasileira, reafirmando a importância do protagonismo negro na construção de alternativas de resistência e enfrentamento ao racismo.
A realização do evento está alinhada à função social da universidade como espaço de formação crítica, produção plural de conhecimento, promoção dos Direitos Humanos e valorização da diversidade. Ao aproximar a comunidade acadêmica de coletivos culturais que desenvolvem trabalhos comprometidos com a memória, a ancestralidade e a resistência negra, a atividade pretende ampliar as possibilidades de diálogo entre os saberes acadêmicos e os conhecimentos construídos nas práticas artísticas, comunitárias e territoriais.
A participação do Bloco Afro Magia Negra, do Grupo Tambor Mineiro e do Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos confere ao evento uma perspectiva plural e integrada, articulando diferentes linguagens artísticas, tradições afro-brasileiras e experiências de organização cultural. As trajetórias desses coletivos permitem compreender a arte não apenas como manifestação estética, mas também como prática educativa, política e coletiva, capaz de preservar memórias, fortalecer pertencimentos, transmitir conhecimentos entre gerações e construir formas de resistência às desigualdades raciais.
Nesse contexto, o evento pretende promover uma reflexão sobre como a música, a dança, a percussão, o teatro e outras expressões artísticas contribuem para a valorização das identidades negras e para a construção de uma sociedade mais justa, plural e antirracista. A proposta também busca estimular a comunidade acadêmica a reconhecer os saberes afro-brasileiros como conhecimentos legítimos e indispensáveis à formação universitária, incentivando o diálogo entre universidade, cultura e sociedade.
O Bloco Afro Magia Negra é um coletivo artístico e cultural de Belo Horizonte (MG), criado em 2013 pelo artista mineiro Camilo Gan. Sua atuação articula música, dança, percussão, ancestralidade africana e educação antirracista, utilizando a cultura negra como instrumento de resistência, valorização identitária e enfrentamento ao racismo.
Sua participação dialoga diretamente com os objetivos do evento ao evidenciar o papel das manifestações culturais afro-brasileiras na afirmação das identidades negras, na ocupação dos espaços públicos e na construção de narrativas que confrontam o racismo e os processos históricos de invisibilização da população negra. A experiência do coletivo possibilita refletir sobre a potência política e educativa da arte, compreendendo o corpo, o ritmo e a expressão coletiva como formas de memória, pertencimento e resistência.
O Grupo Tambor Mineiro é um grupo artístico e cultural de Belo Horizonte, criado a partir da iniciativa do músico, ator, compositor e capitão de Congado Maurício Tizumba. Sua trajetória está profundamente ligada à valorização da cultura afro-mineira, especialmente às tradições do Congado e do Reinado de Nossa Senhora do Rosário.
A presença do grupo contribui para o aprofundamento das discussões sobre ancestralidade, memória coletiva e transmissão intergeracional de conhecimentos. Por meio das tradições afro-mineiras, torna-se possível reconhecer a importância das práticas culturais e religiosas de matriz africana na preservação de histórias, valores, vínculos comunitários e formas próprias de compreender o mundo. Sua trajetória também favorece a reflexão sobre a resistência histórica das comunidades negras e sobre a necessidade de reconhecimento e valorização de seus patrimônios culturais e saberes tradicionais.
O Coletivo Erês – Mensageiras dos Ventos surgiu em 2018, reunindo artistas negros e jovens de periferias de Belo Horizonte e da região metropolitana. O grupo articula diferentes linguagens artísticas, como teatro, canto, dança, circo e música, utilizando a arte como espaço de expressão, formação, pertencimento étnico-racial e resistência cultural.
Sua participação fortalece a dimensão contemporânea do evento ao destacar o protagonismo de artistas negros e jovens periféricos na produção cultural e na construção de outras possibilidades de representação e existência. A experiência do coletivo permite discutir a arte como instrumento de expressão política, fortalecimento de vínculos comunitários, valorização das identidades negras e ampliação das vozes historicamente marginalizadas. Além disso, evidencia a importância de reconhecer as periferias como territórios de criação, produção de conhecimento e transformação social.
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesAvenida Professor Mário Werneck, 1685 Buritis
Belo Horizonte, MG
Anima Plurais
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