I Colóquio Políticas da Dor
A dor não se reduz a um fato do corpo. Ela é atravessada por regimes de verdade que a legitimam ou a desqualificam, por práticas clínicas que a escutam ou a silenciam, por lutas que a convertem em matéria de dissidência e por linguagens artísticas que lhe dão forma. Tomar a dor como questão política — e não apenas como experiência privada ou objeto de gestão — é o ponto de partida deste encontro.
Nesta primeira edição, convidamos pesquisadoras/es, estudantes, artistas, profissionais e todas as pessoas interessadas no tema para um espaço de encontro, diálogo e reflexão sobre as múltiplas formas pelas quais a dor atravessa a experiência humana, a partir das perspectivas da arte, da psicanálise, da educação e das dissidências contemporâneas.
O I Colóquio Políticas da Dor reúne pesquisadores/as da Pedagogia, da Filosofia, da Psicanálise, das Artes e das Ciências Humanas em dois dias de debates, organizados em quatro eixos temáticos:
Dor e regimes de verdade: os saberes e as instituições que definem o que conta como dor legítima;
Dor e clínica: os impasses e as invenções da escuta clínica diante do sofrimento;
Dor e dissidência: a dor como matéria de insurgência política e de invenção de modos de vida;
Dor e arte: as elaborações estéticas da dor no teatro, na literatura e nas artes do corpo.
Data: 3 e 4 de setembro de 2026
Local: Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG).
Certificado: para participantes inscritos.
Organização: Rafael Leopoldo, Ana Paula Andrade, Fernanda de Andrade, Daniel de Luca e Fernando Zanetti
Instagram: @coloquiopoliticasdador