Como o cinema brasileiro chegou ao seu estágio atual de reconhecimento, recompensas e atenção por parte do público? Em paralelo aos tradicionais eventos musicais e literários, em 2025 a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano se dedica igualmente à reflexão sobre o cinema.
A série acompanha o perfil historiográfico da FMLOA, retornando às origens da produção cinematográfica do país. Por isso, é fundamental entender como as primeiras obras de nossa cinematografia são preservadas e restauradas, em debate com Débora Butruce, uma das maiores especialistas neste tema em todo o país (dia 18 de maio).
DÉBORA BUTRUCE é preservadora audiovisual, restauradora de filmes e curadora independente. Doutora em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP, possui experiência de 24 anos na área de preservação audiovisual e trabalhou em instituições como o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), Arquivo Nacional, Cinemateca do MAM-Rio e em projetos com a Cinemateca Brasileira. Atualmente atua de forma independente através de sua empresa, a Mnemosine, fundada em 2009, prestando serviços para instituições públicas e privadas de todo o Brasil. Coordenou digitalizações e restaurações de filmes como A Rainha Diaba (Antonio Carlos da Fontoura, 1974), e Iracema (Jorge Bodanzky e Orlando Senna, 1974), ambos exibidos no Festival Internacional de Cinema de Berlim, sendo que A Rainha Diaba foi eleito uma das dez melhores digitalizações de 2023 pela revista norte-americana Film Comment. Seus trabalhos recentes incluem obras de cineastas como Geraldo Sarno, outros títulos de Jorge Bodanzky, Rogério Sganzerla, Suzana Amaral e seu clássico A Hora da Estrela (1985), relançado em circuito comercial em versão restaurada digitalmente através da Sessão Vitrine Petrobras, tendo sido uma das maiores bilheterias do projeto. Membra fundadora da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), faz parte da atual diretoria para o biênio 2024-2026.
Através deste olhar panorâmico, a Fundação Maria Luísa e Oscar Americano demonstra seu interesse pelo cinema enquanto cultura, memória, e representação da nossa realidade. O rápido percurso panorâmico, em quatro conversas com o público, serve como porta de entrada para estreitar relações com a sétima arte e plantar sementes visando cruzamentos futuros com as manifestações artísticas tradicionalmente contempladas pela instituição.
Data 18 de maio às 14h30.
Valete no local.