28 jun - 2026 • 20:00 > 28 jun - 2026 • 21:30
28 jun - 2026 • 20:00 > 28 jun - 2026 • 21:30
Brasilidades é um espetáculo coreográfico que investiga a construção da identidade brasileira a partir de um percurso histórico e sensorial. Inspirado pelo conceito de antropofagia cultural, a obra propõe uma travessia que vai das raízes ancestrais afro-brasileiras até as manifestações contemporâneas das periferias urbanas.
Por meio da dança e de uma trilha sonora que articula o erudito e o popular, o espetáculo revisita momentos marcantes da arte brasileira — como o impacto da ruptura modernista de 1917, a consolidação de uma estética nacional com Heitor Villa-Lobos, as transformações sociais refletidas na obra de Pixinguinha e a explosão criativa da Tropicália.
A cena revela um Brasil que absorve influências externas, ressignifica tradições e transforma diversidade em potência criativa. Entre o sagrado e o urbano, o espetáculo culmina na celebração de um país plural, em constante reinvenção, onde a cultura periférica emerge como força protagonista.
Da ruptura estética de 1917 à explosão da Antropofagia: um mergulho coreográfico pela identidade brasileira.
O espetáculo propõe uma grande deglutição em uma experiência sensorial e reflexiva sobre a construção da alma brasileira. Inspirada pelo conceito de Antropofagia e pela estética revolucionária que começou a borbulhar na década de 1910, a montagem utiliza a dança para devorar influências, tradições e rupturas, transformando-as em um movimento híbrido e vibrante.
O Conceito: Do Escândalo à Criação
O roteiro do espetáculo resgata o espírito transgressor da Exposição de 1917. Aquele momento de choque — que desafiou os padrões acadêmicos da época, é transposto para o palco como o despertar de uma nova consciência artística. O espetáculo percorre o caminho entre a crítica e a afirmação, desde o "Prólogo da Terra" até a efervescência da Tropicália. É um convite para ver o Brasil não como uma cópia do exterior, mas como um criador que absorve, digere e celebra sua própria pluralidade.
Destaques Coreográficos e Sonoros
A cena é embalada por uma trilha sonora que estabelece um diálogo profundo entre o erudito e o popular. A sofisticação de Heitor Villa-Lobos encontra o balanço visceral de Os Tincoãs, a poesia de Cartola. A movimentação do corpo de baile transita entre o lirismo e o vigor, utilizando referências da dança contemporânea e de matrizes brasileiras para traduzir visualmente as cores e as formas que Anita Malfatti e outros modernistas trouxeram para as telas.
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INSTITUTO ARTE EM MOVIMENTO ANA ZUCCHI
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