15 nov - 2026 • 20:00 > 15 nov - 2026 • 22:00
15 nov - 2026 • 20:00 > 15 nov - 2026 • 22:00
Baal - O
Mito da Carne tem sessões extras
dias 5/10 e 14 e 15/11 no Teatro do Incêndio
Primeira
montagem da Companhia, em 1996, faz releitura dialética para os dias correntes
com direção de Marcelo Marcus Fonseca.
<!--[if gte vml 1]>
Em cartaz no Teatro do
Incêndio até o dia 4 de outubro, aos sábados e domingos, o espetáculo Baal
- O Mito da Carne, texto de Bertolt Brecht,
terá três sessões extras, após final
da temporada: nos dias 5/10,
segunda, e 14 e 15/11, quarta e quinta, às 20h. Com direção de Marcelo
Marcus Fonseca, a peça foi a primeira montagem da companhia. A atual
releitura comemora os 30 anos do Teatro do Incêndio, sendo produzida com apoio
da sociedade civil, sem verba institucional, e apoiada em sua bilheteria.
A primeira produção foi um
dos maiores sucessos do grupo, permanecendo por dois anos em cartaz com
temporadas no Teatro Oficina e apresentações em 10 unidades do Sesc São Paulo -
interior e Vila Mariana. A montagem atual se deu pela recusa do Teatro do Incêndio
em fechar suas portas para o público diante da falta de subsídio. “Não
aceitamos a paralização, essa situação imposta pela precariedade das políticas
públicas para a Cultura em São Paulo”, diz Marcelo Marcus Fonseca, 55, diretor
artístico do grupo. “É uma questão urgente, que precisa ser enfrentada, e a
montagem tem como objetivo manter o Teatro do Incêndio em atividade, reabri-lo
exercendo sua vocação: fazer Teatro, Anarquia e Repertório”, conclui.
Baal é inspirado no deus fenício da
fertilidade e fecundação. Na peça, ele representa o retorno do homem à sua
essência mais primitiva e selvagem. Rejeitando as regras da sociedade, Baal
explora seus desejos sem culpa, cruzando limites entre o encantamento e a
destruição, amoral, mas em um mundo amoral. Baal - O Mito da Carne conta
a história do amor dilacerado entre Baal (Fonseca) e Ekart (Daniel Ortega), com
referências ao tórrido romance vivido entre Rimbaud e Verlaine. Juntos, eles
caminham pelo mundo deixando corpos e poesias por onde passam, ao mesmo tempo em
que são consumidos por esse mundo. Formando um triângulo amoroso com Sophie
(Stella Rocha), estendem ao público uma conturbada discussão dialética sobre
empatia. “Baal e Ekart não se encaixam em nenhuma definição de gênero e para
eles pouco importa. Isso quer dizer que não é possível rotula-los, defini-los”,
comenta o diretor. O espetáculo sugere que, numa sociedade controlada pelo
capital, onde as atitudes se tornam mecânicas e insossas, só uma força
transgressora pode despertar as pessoas para a vida.
A montagem coloca em
discussão temas como a misoginia, falsa moralidade, a imposição religiosa, a
castração sexual e a valorização do dinheiro acima da vida. Encenada com toques
surrealistas, característica do Teatro do Incêndio, em cena pode-se ver uma
fusão de linguagens diversas de outras vanguardas históricas como
expressionismo e realismo. Dessa obra primeira de Brecht, escrita pelo autor em
sua juventude, e reescrita mais tarde, cinco vezes, o Incêndio cria uma
dramaturgia composta entre todas as versões, sem perder a espinha dorsal
proposta pelo autor.
Em cena, 12 artistas com
música ao vivo traduzem o humor cínico e niilista de Brecht (em consonância com
os dias atuais) em clima de cabaret ou em cenas grotescas também humoradas,
perante o horror.
Esquenta
Baal - Aos domingos
acontece o Esquenta Baal, a partir das 18h, para quem tiver ingresso comprado.
Esse público é convidado a entrar antes no teatro, levar seu vinho e beber em
convívio com o elenco na preparação para a sessão.
FICHA TÉCNICA - Texto:
Bertolt Brecht. Dramaturgia e direção
geral: Marcelo Marcus Fonseca. Direção
musical: Dedéco. Elenco: Daniel Ortega, Marcelo Marcus Fonseca,
Josemir Kowalick, Anna Bia Viana, Stella Rocha, Cristiano Sales, Isabella
Imparato, Lucas Costa, Rafaella Thomé e Leonardo Chagas. Assistência de direção: Stella Rocha. Iluminação: Rodrigo Sawl e Isabella Imparato. Música ao vivo: Dedéco e Xantilee Jesus. Trilha mecânica: Marcelo Marcus Fonseca e Dedéco (edições). Versão das músicas: Wanderley Martins. Versão das canções “A Moça Afogada” e
“Canção da Privada”: Marcelo Marcus Fonseca. Figurinos e adereços: Olivia Albergaria e Stella Rocha. Costureira: Tereza Valério. Fotos:
Kym Kobayashi. Assessoria de imprensa:
Eliane Verbena. Produção: Vanda
Dantas e Marcelo Marcus Fonseca. Realização:
Teatro do Incêndio.
Serviço
Espetáculo: Baal - O
Mito da Carne
Temporada: 29 de agosto a 4
de outubro - Sábados e domingos, às 20h
Sessões
extras: 5 de outubro (segunda)
e 14 e 14 de novembro (quarta e
quinta), às 20h
Ingressos: R$ 60,00 e R$ 30,00
(meia-entrada).
Vendas online: www.sympla.com.br/produtor/teatrodoincendioteatroaostragos
Bilheteria: 1h antes das
sessões.
Esquenta
Baal: Somente para quem
adquirir ingressos antecipados pela plataforma.
Acessibilidade: sim. Ar
condicionado: sim
Local: Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 -
Bela Vista/Bixiga. São Paulo/SP.
Contato: (11) 97592-4743 (Vanda Dantas)
Instagram: @teatrodoincendiooficial
Estacionamento conveniado
com desconto: Rua Treze de Maio, 113.
FOTOS – Baal O Mito
da Carne:
https://drive.google.com/drive/folders/1q4pV-9G0GjxHTt2BfY75hfK-TlkUKvre
Teatro
do Incêndio – Espetáculos / Cronologia
Baal - O Mito da Carne, por Zé Celso (programa da estreia, em 1996)
“Baal deus adorado pelos seminatas como a deusa
do dia de hoje: Iansã, deusa do furacão. Os profetas judeus que anunciavam o
deus Mona, de concepção “elevada”, detestavam este deus que renascia
incessantemente sagrando a vida orgânica, as forças elementares do sangue, da
sexualidade e da fecundidade. Baal é a tendência de toda civilização que se
torna rígida, ao eterno transtorno de tornar a exaltar as forças instintivas
incorretas, mas responsáveis pela continuidade da vida.
No início do século foi xamado pelo poeta
cantor de 21 anos, vindo com Lulu, do espírito da terra, do ventre das
florestas negras para Munich, capital de capitais que fabricam a linha mecânica
da civilização industrial do nosso século. Baal morreu só, na lama, olhando as
estrelas e fazendo descaso. Brecht renasceu de novo & real na luta contra o
capital. Mas, o cogumelo de Baal ficou na bosta fundamental de toda a sua
dramaturgia, até na gula de Galileu. Deu vida de carne a todas as criaturas que
mesmo no distanciamento estavam sempre como Baal cagando, olhando as estrelas e
debochando.
Mas B.B. não queria a solidão. Buscou a cia, a
ágora, o todo mundo em companhia de muitos baals, buscando e fracassando na
conquista na condição de todos os poderes aos gulosos da vida. Seus
personagens, comida e comidos, heróis comi-trágicos das altas curvas de subida
e descida do capital redentora do Deus único inatingível. Bertolt Brecht não
matou Baal, o que morreu olhando as estrelas, ficou no ventre de B.B. e como um
guia, para que não se perdesse o seu poeta, e a carne viva de suas entidades.
Até o comunismo de BB. tinha graça orgástica de Baal, a do primeiro fruto do
pecado, que é de onde vem toda a árvore da vida.
Hoje, em São Pã, fim de século e milênio,
Marcelo, o Fonseca xama Baal. No elevado mundo dos juros altos, das sublimações
messiânicas, das florestas de arrasadas, em que até atores viram censores das
elevações consensuais, compassivas dos que estão editando o globo politicamente
correto, monoteísta, seco, asséptico.
Dos oasys respiração da terra, num teatro, esse
Baal retorna no Brasil como o cogumelo, como muda, plantação de outra floresta
e desta vez não vai morrer de solidão, nem vai ter que se esconder nos poucos
vícios de seus personagens. Vai ter o luxo de todos.
Este Exu que fez nascer, Brecht, como poeta pro
mundo, é invocado hoje, no domínio total da economia, da buro e tecnocratia das
altas esferas que em nome do Deus único, seu Jeová $real, jogam a multidão
cortada na lama. Mas da lama vem o espírito da terra, do seu inferno renascem
seus exus, Baal, Dionizios, Lulus, suas fomes e suas comidas. Há um
renascimento, mais que político, social, religioso, de classe ou econômico, há
um renascimento vital, erótico, das forças bárbaras, guerreiras, humanas que
vão montar sobre estes cavalos da tecnologia de ponta e tomarem o phoder.
No eterno transtorno das forças do espírito da
terra estão de volta anunciando a humanidade ligada a sua bestialidade à sua
origem vegetal, lembrando que não tem somente 2000 anos e que não nasceu para
amar um só Jesus. Jesus tomou cogumelo com os Tahahumaras como conta Artaud que
vem revindo com seu centenário.
Jesus é um exu como Baal que não mais vai ser
crucificado, mas explodido dos quatro cantos da cruz para ser comido por toda a
humanidade na lama que ressuscita neo arcaica e tecnizada, nos primeiros sinais
de suas primeiras plantinhas replantadas, nos canteiros quase invisíveis dos
teatros. Seus heróis renegados pelas religiões cifilizadoras chegam. Rito do
Deus humano ao vivo do poeta traz Baal.
Que seja bem comido por Marcelo Fonseca para se
dar de comer em banquete como um grande acontecimento social desta obra
primeira, desta primeira comunhão de Bertolt Brecht, que, mesmo que morra Baal
renasça com Bertolt Brecht, Marcelo Fonseca e nós todos.
(José
Celso Martinez Corrêa | Paraíso, 4 de Dezembro de 1995)
Informações
à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - [email protected]<!--[if gte vml 1]>
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua Treze de Maio, 48 Bixiga
São Paulo, SP

Teatro do Incêndio
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

Acessa a nossa Central de Ajuda Sympla ou Fale com o produtor.