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ARQUIVOS NEGROS E A INVENÇÃO DA CULTURA*

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ARQUIVOS NEGROS E A INVENÇÃO DA CULTURA*

22 ago - 2026 • 14:00 > 22 ago - 2026 • 17:30

Evento encerrado

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22 ago - 2026 • 14:00 > 22 ago - 2026 • 17:30

Evento encerrado

Descrição do evento

ARQUIVOS NEGROS E A INVENÇÃO DA CULTURA

Aula+Oficina


Prof.: Rodrigo Rosm

Sábado, 14h às 17h30 (3h30min)

Local: Av. Rio Branco, 81, 19 andar, Sala 03, Centro, Rio de Janeiro. 



Metodologia

> Aula com exposição teórica

> Oficina prática de criação e improviso

> Pesquisa orientada em acervo de referências 

> Zine como desenvolvimento de projeto autoral

 


Principais Objetivos

> Desnaturalizar narrativas hegemônicas do design

> Mapear epistemologias africanas na cultura material

> Desenvolver metodologias de pesquisa decoloniais

> Produzir conhecimento por meio da prática editorial



Competências 

> Pensamento crítico decolonial

> Pesquisa em arquivos não-canônicos

> Produção autoral em design

> Articulação teórico-prática


+



PLANO DE AULA


[ roteiro de atividades ]


Dinâmica - Todos os alunos deverão criar um Caderno de processo com objetivo de documentar os insights promovidos ao longo da aula. A ideia é produzir uma Zine (16 páginas) como registro da experiência de aprendizado em forma de cartografia dos saberes a partir dos conceitos-chave da disciplina: Arquivos Negros, Invenção da Cultura e Design além do Cânone. Ao final da aula, os alunos deverão apresentar uma publicação como resultado da experiência.  

aula teórica (1h30m)

<Apresentação>

Arquivos Negros e a Invenção da Cultura* é uma aula-oficina que propõe uma revisão crítica da história do design através da desconstrução do cânone eurocêntrico. Examina a cultura material africana e diaspórica como sistemas de pensamento projetual, explorando conceitos de arquivo, agência e invenção cultural. E organiza informações para desenvolver práticas decoloniais de pesquisa e criação através da autopublicação como ato político-afetivo. Uma crítica direta ao Eurocentrismo na história do design e desmistificação da Bauhaus como mito fundador do campo do design. 


Dinâmica: Cartografia dos saberes prévios + Conceitos-chave: Arquivos Negros e a Invenção da Cultura + Atividade prática: Zine como projeto e Caderno de processo + Sugestão de Leitura: Quijano (colonialidade do poder)


oficina prática (2h)

<A zine como projeto> 

A partir da técnica de colagem e do desenho à mão livre, os alunos devem preencher uma zine de 16 páginas de forma livre e expressiva, aceitando o improviso como parte do processo de criação. O foco principal é explorar os fundamentos da Comunicação Visual e a Metodologia de Ideias com diálogo direto ao tema principal. 

<Mão na Massa + A Missa do Brasil>

Os alunos aplicarão a metodologia e os fundamentos na escala mínima de 16 páginas. Nesta etapa, será detalhado como os fundamentos da comunicação visual foram o "elo" que uniu as 48 zines do livro "A Missa do Brasil". Assim, reconhecendo valores como a Página (Unidade Primeira); o Quadro (espaçotópico); Tipografia e Mancha Gráfica; Cor e Contraste; Ritmo e Movimento; Forma e Conteúdo. Com a aplicação sistemática desses fundamentos garante-se que, ao percorrer as etapas da Metodologia de Ideias, a entrega final não seja um simples amontoado de páginas e sim, um corpo editorial coeso e essencialmente narrativo. 

<Finalização + Entrega Final>  

Todos enfrentaram o desafio de criar uma sequência narrativa onde com o foco não é apenas o desenho ou escrita, mas sim o fluxo de leitura entre as páginas com intenção narrativa. A ideia é utilizar a página como Exposição, um espaço reservado para expor os resultados da aula+oficina. Cada aluno apresenta sua zine, comenta como planeja desdobrar esse projeto editorial e responde se faria exercício mais vezes, 3, 5, 10, 16, 48 ou 100 zines para formar um livro.



[ resumo da dinâmica criativa ]


. apresentação da proposta

. exposição de conteúdo teórico

. produção de ideias - brainstorm

. mão na massa: análise do material de consulta

. mão na massa: recortar/colar/compor

. mão na massa: edição + fotocópia

. mão na massa: tipos de encadernação

. análise e apresentação da narrativa desenvolvida

. registro fotográfico da produção

. troca de ideias e desdobramentos 


[ material de trabalho ]


. revistas e jornais 

. papel sulfite

. papel vegetal

. papel de seda

. estilete+cola+tesoura

. grampeador

. marcadores

. lápis de cor

. agulha + linha 


[ espaço de trabalho


. mesão + cadeiras

. projeção de slides  

. água + banheiro


ZINE É AUTOPUBLICAÇÃO = AUTOPUBLICAÇÃO É UM ATO POLÍTICO


=


Rodrigo Rosm,

Rio de Janeiro, Julho de 2026. 



/


*Arquivos Negros e a Invenção da Cultura é resultado do cruzamentos de pesquisas sobre cultura material, antropologia e design. Encontra como principal objetivo oferecer ferramentas metodológicas para pesquisa científica no campo das artes e design, sendo em si, uma estratégia de valorização dos conhecimentos oriundos do continente africano, das suas diásporas e outros centros de saber para além da perspectiva européia. Configurando-se, como um estudo crítico e histórico dos três aspectos que instauraram a dominação do norte sobre os territórios do sul global, sendo: o eurocentrismo, como matriz cultural; o colonialismo, como matriz institucional; e o capitalismo, como matriz econômica em Aníbal Quijano com apoio de autores como Roy Wagner, Alfred Gell, Jacques Derrida, Cheik Anta Diop e outros.  


/


BIBLIOGRAFIA BÁSICA


GELL, Alfred. Arte e agência.

GILROY, Paul. O Atlântico Negro.

DERRIDA, Jacques. Mal de Arquivo.

DIOP, Cheikh Anta. Nações negras e cultura.

MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra

WAGNER, Roy. A invenção da cultura.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder.

MILLER, William R. A definição de design.

Corte-Real, Eduardo. Designologia


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Local

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Avenida Rio Branco, 81

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Termos e políticas

Sobre o produtor

organizer

Rodrigo Rosm / Casa27

Rodrigo Rosm é artista, designer e editor de livros. Tem mais de 10 anos de experiência com feiras de arte impressa como expositor, é co-fundador da editora independente Casa27 onde experimenta e pesquisa sobre cultura visual, livros e processos de impressão voltados para artes gráficas em geral. Também desenha desde criança, faz pinturas na rua e ainda é autor de livros como ‘segue o baile’, ‘aterro e adjacências’ e ‘a missa do brasil’.

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