16 mar - 2026 • 18:30 > 16 mar - 2026 • 20:00
16 mar - 2026 • 18:30 > 16 mar - 2026 • 20:00
SERVIÇO
Data: 16, 23 e 30/março e 06/abril
Horário: 18h30 às 20h
Local: encontros on-line (Via Zoom)
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O curso se propõe a apresentar - em quatro encontros - as documentações fotográficas realizadas por Milton Guran sobre os Yanomami (RR e AM em 1990-1991), Marubo e Matis (Vale do Javari, AM, 1986) e Arara de Cachoeira Seca (PA,1987 e 2018). Serão também apresentados e debatidos os diversos contextos operacionais e os diferentes propósitos de cada caso e as respectivas linguagens.
Programa:
Primeiro encontro – Considerações sobre a documentação fotográfica com gênero e as especificidades de se trabalhar com povos indígenas. Em debate as questões éticas, a logística e as práticas de trabalho de campo e a relação com os povos documentados.
Segundo encontro – Fruto do projeto “Conflito e resistência dos povos indígenas na Amazônia”, ganhador da bolsa Vitae de 1988, a documentação enfoca principalmente a grande invasão de garimpeiros no território Yanomami ocorrida no final dos anos 1980 em Roraima e no Amazonas.
Terceiro encontro – Com objetivo e coletar peças e de produzir uma documentação fotográfica visando a uma grande exposição sobre os Marubo, com curadoria da antropóloga Delvair Montagner, esta missão percorreu, durante 80 dias, as comunidades Marubo e Matis do Vale do Javari, na tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru. Na ocasião, eu era fotógrafo do então Museu do Índio no Rio de Janeiro, atual Museu Nacional dos Povos Indígenas.
Quarto encontro – Esta documentação compreende dois momentos na trajetória de um grupo de isolados Arara do Rio Iriri, tributário do Rio Xingu, no sul do Pará. O primeiro momento é quando esse grupo, depois de cerca de oito anos de “namoro”, resolve se apresentar à equipe da Coordenadoria de Índio Isolados da Funai em 1987. Na qualidade de fotógrafo do Museu do Índio, registrei esse encontro e realizei uma exposição no Museu. Depois de mais de 30 anos, voltei na área para restituir as fotos aos indígenas, o que levou à realização de uma oficina de formação em história oral e documentação fotográfica para jovens.
Professor
Milton Guran é fotógrafo, curador e antropólogo, doutor em Antropologia (EHESS, França, 1996), com pós-doutorado na USP (2004-2004), e mestre em Comunicação Social (UnB, 1991). Foi professor da Universidade de Brasília, da Universidade Gama Filha e da Univerisdade Candido Mendes, onde criou o curso de pós-graduação Lato Sensu Fotografia como instrumento de pesquisa na Ciências Sociais. É pesquisador do LABHOI – Laboratório de História Oral e Imagem da UFF e curador independente na área da fotografia, com exposições realizadas em inúmeros museus e galerias no Brasil e no Exterior.
Dentre suas publicações autorais, destacam-se Encontro na Bahia 1979 (1979), Linguagem fotográfcia e informação (1992) Agudás – Os Brasileiros do Benin (2000), Agoudas – les Brésilen du Bénin (2010), Architecture Agouda au Bénin et au Togo (com Roberto Conduru, em 2016), Gente não é lixo (com Ana Sallas, 2020), e o site www.acervoaguda.com.br, projeto ganhador do Prêmio Rumos Itaú, dentre outras obras e artigos no campo da fotografia e da antropologia.
Como editor, coordenou o livro “Brasilia ano 20 – Depoimento de 35 fotógrafos” (AGIL, 1980); “Perfil do Poder”, de Orlando Brito (AGIL, 1981); a coleção Antologia Fotográfica – Walter Firmo, Juca Martins e Fotógrafos Pioneiros do Rio de Janeiro, organização de Pedro Vanquez (AGIL/Dazibao, 1989 – 1990); O Processo Constituinte (AGIL, 1988), além de inúmeros catalogos de exposições fotográficas no Brasil e no exterior.
Foi um dos fundadores da AGIL Fotojornalismo (Braasília, 1980) e fotógrafo do Museu do Indio (Rio de Janeiro, 1986-89). Desde 1978 tem produzido uma vasta documentação sobre os povos originários no Brasil e sobre questões identitárias na África Ocidental. Em 2003, criou o FotoRio – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, inicialmente bienal depois anual, que este ano realiza a sua décima-quarta edição.
Ganhador por duas vezes do Prêmio Marc Ferrez da Funarte, da Bolsa Vitae, do Rumos Itaú - Patrimônio e dos prêmios ORI, da Prefeitura do Rio, e Orilaxé do Afroreggae, foi agraciado com a Ordem do Rio Branco e com a Ordem do Mérito Cultural do Governo Federal.
OBSERVAÇÃO: Link para participação da aula
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Ateliê Oriente
Possui como missão estimular e promover a troca de conhecimentos práticos e teóricos voltados para a criação fotográfica através de cursos, palestras, workshops, imersões, debates e residências artísticas, além de expor trabalhos que tenham a fotografia como seu principal pilar.
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