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Transmasculinofobia: uma análise transfeminista das violências contra pessoas transmasculinas

20 jun - 2026 • 10:00 > 21 jun - 2026 • 12:00

Evento Online via Zoom
Parcele em até 12x

Transmasculinofobia: uma análise transfeminista das violências contra pessoas transmasculinas

20 jun - 2026 • 10:00 > 21 jun - 2026 • 12:00

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Descrição do evento

SOBRE:

Desde o surgimento do movimento transfeminista em diferentes partes do mundo, até suas repercussões no Brasil atual, observamos como as transmasculinidades são, em muitos momentos, desconsideradas de debates que nos concernem. Em discussões sobre direito ao aborto, saúde sexual e (não) reprodutiva (Ale Mujica), masculinidades negras (Leonardo Peçanha, Bruno Santana, Vércio Gonçalves), pessoas trans nos esportes (Leonardo Peçanha), saúde mental, feminismo e transfeminismo, entre outros tópicos, é comum encontrarmos um foco na "mulher" - como se houvesse apenas uma -, acompanhado da exclusão de experiências transmasculinas, não-binárias e intersexo.


Em círculos (cis)feministas, assim como transfeministas, onde tais questões são trazidas à tona, as transmasculinidades são comumente alocadas em um estereótipo de cismasculinidade branca, heterossexual e normativa.


No Brasil, o transfeminismo se propõe a repensar e criticar o (cis)feminismo, especialmente o feminismo branco, liberal e burguês. Essa crítica pontua fortemente a importância de nomear as violências que acometem pessoas trans e travestis. Assim, questionamos: É possível pensar em transfeminismo sem considerar as transmasculinidades? Se é necessário nomear a transfobia, a cisnormatividade, o sexismo e tantas outras violências, por que não fazemos o mesmo em relação às violências que acometem as transmasculinidades?


Neste curso, faremos uma revisão histórica de contribuições transmasculinas ao transfeminismo, de modo a demonstrar que não estamos batendo na porta do transfeminismo para que alguém nos deixe entrar, tampouco que ocupamos espaços que nos são cedidos, mas sim que as transmasculinidades também construíram o movimento desde suas bases. Sempre estivemos presentes na construção coletiva de movimentos sociais LGBTs e feministas contra violências cistemáticas patriarcais.


Nomear as violências é uma importante etapa para combatê-las. Portanto, sugerimos "transmasculinofobia" como um termo que nos auxilia a localizar as transfobias direcionadas contra pessoas transmasculinas em diferentes eixos.


Longe de assumir uma postura determinista, esse aulão é um convite para pensarmos juntes sobre aquilo que nos afeta. A nomeação de experiências e violências deve ser um exercício coletivo de construção e mobilização, e não um ponto final.


Desse modo, para além de uma exposições de fatos históricos e acontecimentos pertinentes às comunidades transmasculinas no Brasil, desejamos evocar diferentes narrativas e fazer uma análise transfeminista da transmasculinofobia.



IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:

Cello Pfeil

Psicanalista, membro da Escola Práxis Psicanalítica. Doutorando em Filosofia (UFRJ). Co-fundador da Revista Estudos Transviades e pesquisador do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades.


Bruno Pfeil

Psicólogo (USU), mestre em Filosofia (UFRJ) e doutorando em Filosofia (UFRJ). Especialista em Psicanálise e Relações de Gênero (FAUSP). Membro da equipe editorial da Revista Estudos Transviades.


Leonardo Peçanha

Doutorando em Saúde Coletiva (IFF/FIOCRUZ), especialista em Gênero e Sexualidade (IMS/UERJ). Pesquisador no GENSEX - Núcleo de estudos sobre gênero, sexualidade e saúde (FIOCRUZ/CNPq). Profissional de Educação Física no Ambulatório Identidade na Policlínica Piquet Carneiro (PPC/UERJ). Tem experiência na área sociocultural da Educação Física com os temas: gênero, sexualidade, raça e violência. Atuando principalmente em estudos como: bullying homofóbico, transmasculinidades negras, saúde transmasculina, pessoas trans nos esportes e corporeidades. É um dos organizadores e autor do livro: Transmasculinidades Negras - Narrativas plurais em primeira pessoa (2021) e organizador do livro Transgeneridade e Esporte - para além do cissexismo (2024).


Cauê Assis

Psicólogo, pesquisador e poeta, mestre em Psicologia pelo PPGP/UFAL e autor do livro de poesia "TRANSE...". É um dos coordenadores da Revista Estudos Transviades e atua em diferentes movimentos sociais, compondo a diretoria executiva do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (FONATRANS) e da Associação Cultural de Travestis e Transexuais de Alagoas (ACTRANS). Em 2025, fez parte da Comissão de Ações Afirmativas e Heteroidentificação (CAAH) do Conselho Federal de Psicologia (CFP)


fabian kassabian

não binario, sapatransmasculine, de ascendência árabe, pai da Irê. fundador da Brava, atua como comunicador e produtor, além de pesquisar de forma independente o habitar no agora de outros mundos e o estar junto a partir da construção de comunidades. Compõe rede no campo da educação, elaborando esta, enquanto uma ferramenta de libertação e enfrentamento para corpos que habitam as margens dos sistemas hegemônicos de raça, gênero, classe e sexualidade.



INFORMAÇÕES:

Data e horário: 20/06 + 21/06 das 10h às 12h


Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!

Opção 01 - Mínimo: R$50

Opção 02 - Intermediario: R$80

Opção 03 - Ideal: R$110


BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9


Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom

Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)

Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.

Classificação indicativa: 18 anos


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Sobre o produtor

organizer

BRAVA

Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.

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