13 abr - 2024 • 11:00 > 14 abr - 2024 • 13:30
13 abr - 2024 • 11:00 > 14 abr - 2024 • 13:30
SOBRE:
Em uma parceria entre Brava e Revista Estudos Transviades, as autorias do dossiê "Transmasculinidades e Não-binariedades em Perspectivas Originárias" se reúnem para apresentar suas produções, pesquisas, artes e projetos. Com a publicação desse dossiê, buscamos promover a preservação e reconhecimento da memória originária indígena no Brasil, especialmente por meio de concepções trazidas por transmasculinidades e não-binariedades. A edição, publicada em dezembro de 2023, conta com materiais em forma de texto, com artigos, ensaios, poesias, letra de música, roteiros teatrais, e artísticos, com fotografias e ilustrações, de 15 autores que gentilmente compartilham conosco aquilo que têm produzido, pensado e vivido em suas buscas pelo resgate ancestral.
O curso promovido pela Brava contará com a presença des autories, que compartilharão sobre seus processos criativos e intelectuais:
TRANCESTRALIDADE INDÌGENA
Okara Yby (elu/ela)
É psicólogue (UFF) e nasceu e cresceu em Niterói - RJ. Vive o processo de reconexão com seu povo potyguara (PB). Devido a essa experiência desenvolve sua pesquisa sobre retomadas étnicas em Abya Yala e sobre transcestralidade originária. Atua com atendimentos clínicos, como educadore e como terapeuta integrative. Administra o perfil @raizdomato
TRANSCESTRALIDADES INDÍGENAS COMO FERRAMENTA DE RESISTÊNCIA CONTRA O GENOCÍDIO DE IDENTIDADES NÃOBINÁRIAS NA AMÉRICA LATINA
Vic Nehnencayolotzin Gualito (elu/ele)
Vic Nehnencayolotzin Gualito (elu/ele), 27 anos, migrante mexicane transmasc, descendente náhua, autista. Morei 3 anos no Brasil para fazer mestrado e tive acesso à terapia hormonal pelo SUS. Formade em Pedagogia pela UNAM, Mestre em Integração Latinoamericana pelo PROLAM/USP. Pesquiso racismo, colonialidade de gênero, transcestralidade e deficiência.
Corpo-território: referências não-binárias transcestrais
Kayê Anu Ozorio (elu/delu)
Nesses processos-rituais de cura, através da guiança y relação metabólica entre es ancestrais terra y água, adentro as matas fechadas das diásporas des seres, para sentir, retomar y manifestar uma não-binariedade transcestral, cunhada na diversidade originária pulsante da natureza – subvertendo, assim, a binariedade entre feminino y masculino, bem como a suposta cisão entre humanidade-natureza, animal humane-animal não humane, parte-todo.
O trabalho apresentado registra parte desses rituais de cura das disforia de gênero, da retomada des territórios, da comunhão consigo y com a natureza, da reconexão com parentes de outras etnias. Os registros fotográficos foram realizados ao longo dos anos de 2021 a 2023, passando por territórios como Minas Gerais, Maranhão y Ilha do Marajó-PA.
Kayê Anu Ozorio (elu/delu)
Transcestral não-binárie, afroindígena, amanhece num corpo-território que atravessa tecnologias-ancestrais de comunhão cósmica. Natural de Resende-RJ.
Artiste, professore y pesquisadore multidisciplinar, doutorande em Teoria e Filosofia do Direito pelo PPGD/UERJ. Mestrie y bacharele em direito pela UERJ. Graduande em ciências sociais pela UFRJ.
Pesquisa temas relacionados a decolonialidade, transgeneridade, gênero, sexualidade, raça, diáspora y capitalismo. Integra o Laboratório de Estudos Interdisciplinares Crítica e Capitalismo da Faculdade de Direito da UERJ (LEICC/UERJ) y o Núcleo de Estudos de Teoria Social e América Latina (NETSAL).
PROCESSO DE CRIAÇÃO DA SÉRIE "CAMINHOS DO NORTE"
Dayo do Nascimento
Apresentação da série e partilha do processo criativo e escrevivência envolvida na criação da série.
Dayo do Nascimento é transmasculino em retomada indígena, artista, educomunicador e produtor cultural. Nascido na periferia de Manaus/AM tem graduação em Fotografia e integra o projeto de extensão e coletivo artístico Campo Experimental da Imagem, UERJ. Sua pesquisa artística tem abordagem nas relações dissidentes de raça, gênero, territórios e tem interesse em experimentações artísticas a partir das relações de memória, temporalidade, onde utiliza como suporte os álbuns de família, memórias orais e ficções decolonias. Destaque recentes para as participações na residência artística Pemba - Dos Brasis, 2022; Programa de Orientação em Artes Visuais - POPAV, SESC SP, 2022 e concepção da exposição coletiva Transe Manaus, 2023 que dialoga sobre as transgeneridades e as relações ambientais na cidade e teve apoio do Minigrants Megafone.
NÃO RESPEITA NEM A TERRA VAI RESPEITAR O MEU PRONOME?
Pyxuá
É cria da vila, articulador territorial, pessoa periferica e deficiênte (autista - TEA), produtor cultural cerratense e cabloca migrante. Compõe o Coletivo de Arte Educação Olho da Serpente @olhodaserpente e a Casa de Pina Kadela @pina.kadela, ritma sua ancestralidade na batida do coco-rap, dança, desenvolve trabalhos na moda com seus irmãos na Menino Feminino, trabalho que traz a perspectiva coletiva de sua família sobre gênero e geografia através do artesanato e no selo diaspórico e nômade Mama Cadela @mamaacadela com outras duas pessoas diasporicas do seu povo. É escritor, pesquisador sobre as diásporas originárias em Abya Yala há oito anos (IFG-UFG-UEG), atualmente é residente do Fazendo a Maloka da produtora nativa onde aprofunda sua pesquisa no audiovisual e na música e é professor na arte educação histórica na Casa 01.
QUAL O SENTIDO DO GÊNERO?
ENSAIO ARTÍSTICO DO COLETIVO 'OLHO DA SERPENTE
Paprep mywayj vulgo Mlk de Saia
É cerrantense, pessoa cabloca nômade que perpassa vários territórios
multi-artista das áreas de escrita, artes visuais, audiovisual
É artesão em buritizinho do cerrado artesanatos e compõe o coletivo de arte educação olho da serpente
Faz sua pesquisa autônoma independente de instituição/faculdade sobre a vivência de pessoas com deficiência, sendo também uma pessoa autista e sobre a diáspora originária na visão do dia a dia da cidade e fora de espaços como a universidade ou coisas formais, fazendo da oralidade sua ferramenta na contra narrativa da escrita acadêmica e seu campo de pesquisa a margem, onde estão há maior parte das pessoas originárias atingidas pelo espistemicidio. Atualmente dirigindo e roteirizando “Cerrado já foi mar” o artista faz da arte coletiva de rua e da migração entre territórios seu território de pertença e aprendizado cotidiano.
Ré Cyborg
Maré Gonçalves Sarinho, tenho 24 anos, sou karaxuwanassu, juremeiro e em retomada indígena. Caboclo urbano de Pernambuco. Finalizando o curso de pedagogia e estudando educação popular e transgeneridade no processo da minha formação. Artista, recreador infantil e bartender.
ECONOMIA CRIATIVA E A INDÚSTRIA CRIATIVA LGBTQIAPN+ NO BRASIL
Ravi Veiga
O módulo tem por objetivo fazer com que a pessoa compreenda aspectos elementares da Economia Criativa, princípios da Economia Criativa, Economia Criativa no Brasil, Indústria Criativa, setores da Indústria Criativa. A fundamentação que estrutura o módulo baseia-se em estudos voltados à Economia Criativa, pesquisa e construção da Indústria Criativa no Amazonas segmento LGBTQIAPN+
Ravi Veiga a.k.a Ravi Music on, é DJ/Producer desde 2010 na cidade de Manaus-AM. Pós-graduado em Gestão e Produção Cultural pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA, é pós-graduando em Gestão Cultural Contemporânea pela Escola Itaú Cultural – EIC. Desde 2011, cria sons e músicas eletrônicas para espetáculos de dança, teatro e audiovisual. É produtor cultural desde 2012 na cidade de Manaus-AM, lançando o primeiro guia de bolso de Música Eletrônica impresso e produzindo o Workshop de Discotecagem Digital com Ilan Kriger, sócio na época da Academia Internacional de Música Eletrônica de Curitiba - AIMEC /PR. Além de gestor, é idealizador e produtor cultural no programa DUDA ( Antigo projeto Miga Sua Lôca ), desde 2017.
Em 2020, pré-lançou o livro ‘’Amznia On Stage: Palco da Música LGBTQIAPN+ de Manaus’’. Em 2021, idealizou e realizou a primeira feira de Economia Criativa LGBTQIAPN+,Indígena e de Povos de Terreiro, no Centro de Medicina Indígena BAHSERIKOWI.
É pesquisador em Economia Criativa e mapeador de Indústrias Criativas desde 2019. Em 2023, apresentou seu artigo sobre Economia Criativa LGBTQIAPN+ e Políticas Culturais para o Estado do Amazonas, no XII Seminário Internacional de Políticas Culturais, evento realizado no Rio de Janeiro, na Casa de Rui Barbosa, pelo Ministério da Cultura e a Unesco. Pesquisador cultural para construção de políticas culturais , mapeador de projetos de lei inconstitucionais voltados à população LGBTQIAPN+.
Também está como coordenador núcleo Amazonas desde Outubro de 2023 do IBRAT – Instituto Brasileiro de Transmasculinidades.
SOBRE A REVISTA ESTUDOS TRANSVIADES:
A Revista Estudos Transviades surge em 2020, no Rio de Janeiro, como uma iniciativa para criar um espaço de acolhimento e divulgação de produções de pessoas transmasculinas. Pensamos um espaço que abarque os diversos atravessamentos das transmasculinidades. Por isso, repudiamos qualquer manifestação de racismo, LGBTQIfobia, machismo, xenofobia, capacitismo, gordofobia, classismo. Esta revista se destina a todes que desejarem conhecer a amplitude das transmasculinidades fora de uma lente cisnormativa e patologizante. Recebemos produções acadêmicas, literárias e artísticas de pessoas que se identificam como transmasculinas, em sua diversidade de sexualidade, expressão, religiosidade. Propomos um espaço de trocas e produção de conhecimento, livre de demandas academicistas. Ademais, desde 2021 realizamos, em parceria com outras organizações, tais como o Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT), relatórios e mapeamentos sobre a população transmasculina no Brasil.
Dossiê Especial “Transmasculinidades e Não-binariedades em Perspectivas Originárias”
INFORMAÇÕES:
Data e horário: 13/04 + 14/04 - 11H às 13H30
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$50
Opção 02 - Intermediario: R$65
Opção 03 - Ideal: R$80
Opção 04 - Fortaleceu demais: R$95
Social: R$35 (opção disponível para pessoas negras, indígenas, trans e pcds)
BOLSA INTEGRAL OU PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros, mande um e-mail para [email protected] contando um pouquinho de você, como esse conteúdo pode ser importante e se deseja uma bolsa integral ou parcial, indicando com o quanto pode contribuir no momento <3
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesSelecione o evento desejado e toque no botão acessar evento
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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