21 jun - 2025 • 11:00 > 22 jun - 2025 • 13:00
21 jun - 2025 • 11:00 > 22 jun - 2025 • 13:00
SOBRE:
Neste (per)curso iremos investigar as origens da estrutura cisgênera ocidental, mundialmente difundida na atualidade. Passaremos pela criação das categorias de raça e de sexo biológico e pelo o avanço da colonização, do cristianismo e do capitalismo, forças que produziram (e ainda produzem) apagamentos de modos de vida e cosmopercepções originárias, as quais eram (e são) desviantes da norma colonial em diversos sentido, inclusive, no que diz respeito a gênero.
O conceito de "transcestral", primeiro registrado pelo transmasculino Sereno Repolês a partir de suas vivências no ativismo trans e "transcentralidade" difundido pela travesti Renata Carvalho, é um caminho que recorre aos antepassados para elaborar futuros possíveis. A diversidade de gênero é memória ancestral. Quais os ensinamentos de Tybyra, ancestral tupinambá "no exterior mais mulher do que homem, porque tem a face e a voz de mulher, cabelos finos, flexíveis e compridos, e contudo casou-se e teve filhos", que tinha práticas sexuais envolvendo o ânus (tibira ou tivira, deriva de tevi, expressão que indígenas do grupo linguístico tupi-guarani usam para se referir ao ânus ou às nádegas)? Da mulher trans Majur, atual cacica da aldeia Apido Paru? Com as muxes zapotecas? A população dois-espíritos nos Estados Unidos e Canadá?
Neste (per)curso iremos nos aprofundar na colonialidade do gênero (Maria Lugones e Oyeronke Oyewumi) e na ciscolonialidade (Viviane Vergueiro), que produziram (e ainda produzem) apagamentos de modos de vida e cosmopercepções originárias, assim como abordaremos nas complexidades e histórias de resistência contracolonial na diversidade de gênero originária de Abya Yala.
Este é um tema que não deveria interessar apenas às pessoas indígenas e ao movimento indígena, mas também para pessoas e movimentos trans e gênero-dissidentes que desejam práticas menos coloniais.
Parte 1.Introdução à ciscolonialidade do gênero
Parte 2.Transcestralidade indígena e resistência contracolonial
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO
Okara Yby, psicóloga (UFF) e mestrande em relações étnico-raciais. 1nd1gen4 em diáspora e retomada para o povo potyguara, pessoa kontrabynarya e com deficiência (fibromialgia). Planta o bem-viver por meio da contracolonização e do anticapitalismo.
Vic Nehnencayolotzin Gualito (elu/ele), migrante mexicane transmasc, descendente da etnia náhua, autista. Mestre em Integração Latinoamericana pelo PROLAM/USP. Pesquiso racismo, colonialidade de gênero, transcestralidade e deficiência.
INFORMAÇÕES:
Data e horário: 21/06 + 22/06 das 11h às 13h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$50
Opção 02 - Intermediario: R$75
Opção 03 - Ideal: R$100
BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
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