23 jul - 2026 • 19:00 > 23 jul - 2026 • 22:00
23 jul - 2026 • 19:00 > 23 jul - 2026 • 22:00
SOBRE:
Em "Querida ciência e outras histórias", Katherine McKittrick apresenta um estudo criativo e rigoroso das metodologias negras e anticoloniais. Apoiada nos estudos negros, nos estudos raciais, na geografia cultural e no feminismo negro — assim como em uma mistura de métodos, práticas de citação e referenciais teóricos —, a autora posiciona tanto as narrativas, quanto as histórias negras como estratégias de invenção e colaboração.
McKittrick analisa diversos textos de intelectuais e artistas que vão de Sylvia Wynter à dupla de música eletrônica Drexciya, explorando como narrativas de imprecisão e relacionalidade interrompem sistemas de conhecimento que buscam observar, indexar, conhecer e disciplinar a negridade.
"Querida ciência e outras histórias" mobiliza curiosidade, maravilhamento, citações, números, playlists, amizade, poesia, investigação, canções, grooves e cronologias anticoloniais como códigos interdisciplinares que se entrelaçam à forma acadêmica.
Ao sugerir que a vida negra e a vivacidade negra são, em si mesmas, metodologias rebeldes, McKittrick imagina — sem nunca revelar por completo — as maneiras pelas quais intelectuais negros inventam formas de viver fora dos sistemas de conhecimento dominantes.
A chegada de "Querida ciência..." ao Brasil, em coedição entre a editora Raíz Imaginária (CE) e sobinfluencia (SP), acontece num momento mais que oportuno. Isso porque, nas últimas décadas o “fazer ciência” tem sido cada vez mais discutido, refeito e transformado por estudiosos, intelectuais e criativo negros e indígenas do país. O livro se junta, então, a uma longa tradição de estudos locais que contribuem para pensar negridade, conhecimento e anticolonialismo aqui e no resto do mundo.
No dia 02 de julho, a Brava recebe Caio Silva do Carmo, um dos tradutores da obra para um bate-papo com mediação de viniciux da silva sobre metodologias negras, pensamento anticolonial, produção de conhecimento, práticas de pesquisa e os diálogos que Querida ciência estabelece com debates contemporâneos no Brasil.
A inscrição poderá ser realizada de forma avulsa ou em modalidade combinada com exemplar do livro.
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Caio Silva
Artista multidisciplinar, pesquisador e tradutor nascido e criado em Teresina-PI. Tem doutorado em Antropologia na Victoria University of Wellington - Te Herenga Waka, na Nova Zelândia, pesquisando as implicações políticas, ontológicas e espirituais da vida e arte negra no Brasil do século 21 Nos últimos dez anos, se dedicou à cultura, arte e educação para pessoas negras no coletivo Baile Afrosamurai na sua cidade natal. Dirigiu também em Teresina o Bang! Festival d’Artes Negras. Participou de exposições no Brasil, Argentina e Nova Zelândia e traduziu os livros Abalar a cidade: Música e capitalismo, espaço e tempo e Querida Ciência e Outras Histórias. Atualmente faz parte da comunicação da KUYA, Centro de Design do Ceará e é diretor de pesquisa da plataforma afrodiaspórica Outernational Vibration.
Maria Luiza de Barros
Arquiteta urbanista e seletora musical, em constante busca por abordagens interdisciplinares sobre a cidade. Doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAU-USP), tendo conduzido a pesquisa intitulada “vi.bra.ção: modos de ser e de fazer a cidade a partir de sonoridades afrodiaspóricas”, e mestre em Geografia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). É idealizadora e diretora de projetos da Outernational Vibration, plataforma independente de pesquisa e práticas culturais. É professora na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Escola da Cidade. Cofundadora do laboratório noturno, grupo independente de pesquisa, experimentações e políticas sobre a noite.
viniciux da silva
viníciux da silva é artista, escritora e tradutora, trabalha com arte contemporânea, pensamento negro-trans/travesti radical, epistemologias feministas negras, anarquismos transviados e cinema negro experimental. Autora de "Fragmentos do Porvir" (2022) e "BALAIO" (2025). Coordena o Laboratório de Estudos Anticoloniais (Leac) e faz a redação de conteúdo da Brava.
INFORMAÇÕES:
Datas e horários: 23/07, das 19h às 21h
INSCRIÇÕES GRATUITAS, com opção de contribuição voluntária.
Opção 01 - Inscrição gratuita
Opção 02 - Colaboração voluntária: R$10
Opção 03 - Colaboração voluntária: R$20
Opção 04 - Colaboração voluntária: R$30
Opção 05 - Colaboração voluntária: R$40
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
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