30 mar - 2021 • 20:00 > 30 mar - 2021 • 22:00
30 mar - 2021 • 20:00 > 30 mar - 2021 • 22:00
Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de
Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir
Blanc apresentam
“Que mundo deixaremos para Keith?”
Com Leonardo Corajo e Sergio Medeiros
Dramaturgia de Eduardo Nunes, Leonardo Corajo e Sergio Medeiros
Direção de Denise Stutz
A peça conta a
história de dois homens que visitam a escola em que estudaram há mais de três
décadas, hoje um prédio abandonado e prestes a ser demolido. Diante da iminente
destruição daquele símbolo de livre pensamento e ação, e a partir desse
encontro, os dois entram num processo de resgate e revisão de suas memórias e
experiências, olhando para o futuro.
Um dos
principais objetivos deste trabalho, apresentado on-line, é “atravessar a tela”
e tocar a sensibilidade do espectador. Para que isso possa acontecer, o grupo
mergulhou na investigação de uma linguagem desenvolvida especialmente para as
plataformas digitais.
Numa era em que humanidade e empatia vem sendo deixadas de lado, e a
ciência e o conhecimento descredibilizados como há muito já não se via, os
atores Leonardo Corajo e Sergio Medeiros se
uniram à diretora Denise Stutz (coreógrafa e diretora de
movimento, uma das fundadoras do Grupo Corpo) para levar à cena um
projeto gestado desde antes da pandemia: a peça “Que mundo deixaremos para
Keith”.
A dramaturgia é dos dois atores em parceria com Eduardo Nunes (diretor
do longa “Unicórnio, com Patricia Pillar e ZéCarlos Machado, e autor da recente
peça “O Astronauta”, com Eriberto Leão). A produção é da Íntima Cia de
Teatro, criada em 1996 em Curitiba, pelo ator Sérgio Medeiros.
O espetáculo, que será apresentado on-line em
versão pré-filmada, reflete sobre a humanidade e a empatia, valores
ameaçados na sociedade desigual e intolerante em que hoje vivemos. Quando
nossas semelhanças são desprezadas, está aberto o caminho para a incompreensão,
o fundamentalismo e a violência.
“Que mundo deixaremos para Keith”, título da peça, tem origem na piada sobre a suposta imortalidade de
Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, longevo para além de todos os
abusos cometidos ao longo da vida. É um título que aponta para os
tempos que virão, em um trabalho que se vale da memória como
ferramenta para entender o presente e assim poder olhar para o futuro.
Através do entrelaçamento de fatos
históricos e lembranças pessoais dos atores, o espetáculo mergulha na
memória (sem nostalgia) para tentar compreender a razão de repetirmos movimentos que já se mostraram falhos e danosos à
sociedade.
Esta peça é um convite ao espectador a decifrar o
novelo de suas lembranças através das referências e vivências pessoais e, ao
mesmo tempo, comuns a todos. Trazer para o presente aquilo que esquecemos e nos
projetar como futuro.
“A escola é um lugar de encontro e de desencontro,
e é também um espaço que cada um de nós carrega pela vida como experiência
única. Esse é um projeto que me leva há tantos lugares do passado e ao mesmo
tempo tem me obrigado a refletir sobre o futuro. Os ensaios têm acontecido à
distância, eu fico longe olhando pela tela. Sinto falta dos encontros e
desencontros dos corpos em um espaço comum, mas agora, nesse tempo presente tão
frágil em que a gente está vivendo, é como dá para fazer e estou aprendendo.
Tenho certeza de que vou carregar essa experiência pela vida.”, afirma Denise Stutz, diretora do espetáculo.
SINOPSE
Dois homens visitam a escola em que estudaram há
mais de três décadas. O local está abandonado. O prédio está prestes a ser
demolido. Diante da iminente destruição daquele símbolo de livre pensamento e
ação, e a partir desse encontro, os dois homens, hoje maduros, iniciam um
processo de resgate de suas memórias e experiências, reinventando tijolo a
tijolo, lembrança a lembrança, as suas existências. A velha escola está
desabando sobre suas mentes e corpos, sua história e construções sociais. Todos
esses elementos, calcados no passado e ruindo no presente, apontam ansiosos
para o futuro.
A MONTAGEM
Um dos principais objetivos deste trabalho é “atravessar
a tela” e tocar a sensibilidade do espectador. Para isso, o grupo
mergulhou na investigação de uma linguagem desenvolvida especialmente
para as plataformas digitais. Rostos, corpos, objetos pessoais, sons e
locações se oferecem ao espectador através interação com as diferentes câmeras,
numa dança harmoniosa em que todos os elementos estão a serviço deste encontro
entre as humanidades de quem faz e de quem assiste.
A Íntima Cia de Teatro reúne um coletivo de
artistas de diferentes áreas. Denise Stutz na direção
artística, uma das fundadoras do Grupo Corpo, cria a dança desses corpos que
vão sendo afetados pelas lembranças. Eduardo Nunes é o
cineasta que vai materializar nas projeções, as memórias dos personagens,
sobrepondo passado e presente. Os figurinos de Joana Bueno dialogam
com o cenário de Tainá Xavier na sobreposição de objetos. A
iluminação de Felipe
Antello se apresenta com neutralidade, recriando a aridez de um
ambiente em ruínas. A peça conta ainda com trilha original composta por Gui
Stutz.
AS REFERÊNCIAS
O grupo bebeu nas fontes do educador e
filósofo Paulo Freire (“Pedagogia do oprimido” e “Pedagogia da
indignação”); do escritor marroquino Daniel Pennac (“Diário de
escola”); do diretor teatral, coreógrafo e artista visual grego Dimitris
Papaioannou; do diretor teatral polonês Radoslaw Rychik; do
guitarrista, cantor, compositor, pintor e produtor musical
norte-americano John Frusciante; da banda americana de rock The
Rentals; e dos imortais Beatles.
FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Sergio Medeiros, Leonardo Corajo e
Eduardo Nunes
Direção: Denise Stutz
Elenco: Sergio Medeiros e Leonardo Corajo
Vídeos: Eduardo Nunes
Direção De Arte e Cenário: Tainá Xavier
Trilha Sonora: Gui Stutz
Figurinos: Joana Bueno
Iluminação: Felipe Antello
Direção Produção: Martha Avelar
Produção Executiva e Design: Fernando Alax
Realização: Íntima Cia De Teatro
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João
Pontes e Stella Stephany
ESTREIA: dia 14 de
março (domingo), às 20h
DURAÇÃO: 50 min
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: livre
GÊNERO: drama
TEMPORADA: até 31 de março
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