19 mai - 2026 • 19:30 > 19 mai - 2026 • 21:30
19 mai - 2026 • 19:30 > 19 mai - 2026 • 21:30
SOBRE:
O curso propõe uma análise crítica da exclusão social como um efeito direto do projeto colonial branco, eurocêntrico e patriarcal, investigando seus desdobramentos históricos e contemporâneos no campo da saúde mental.
A partir de uma prática situada, discutiremos como o higienismo e a eugenia no Brasil forjaram a ideia de "anormalidade" para isolar e controlar corpos negros, pobres e dissidentes. O curso busca resgatar essa trajetória histórica para desconstruir as desigualdades instauradas por um projeto civilizatório excludente, apostando em estratégias de cuidado em liberdade e em uma ética de vida libertária, digna e justa.
Os objetivos do curso são: Compreender a colonialidade como projeto de modernidade e sua influência na gestão e controle dos corpos; Analisar a invenção da raça e do gênero como mecanismos de hierarquização e desumanização; Debater a manicomialização da vida sob a ótica da interseccionalidade; Fomentar o desenvolvimento de um pensamento crítico voltado para a justiça social e práticas contra coloniais na saúde mental.
Programação:
Movimento I: A Invenção do Outro e a Maquinaria Colonial
- O "Desnortear" como Método: Descentrar o Norte global como centro da razão
A Invenção da Raça e do Gênero: Como a categoria "humano" foi restrita ao homem branco europeu
- Do Monstro ao Doente Mental: A transição historiográfica onde as diferenças foram redefinidas pela ciência burguesa como degeneração e doença
Movimento II: Higiene, Eugenia e o Projeto de Branqueamento
- Psicologia e Medicina a Serviço da Nação: O papel das ciências na "limpeza" urbana e no controle de corpos negros, pobres e dissidentes no Brasil pós-abolição
- A Liga Brasileira de Higiene Mental: Discussão sobre como a psiquiatria serviu para mapear e excluir quem não se aproximava do ideal de branquitude
- O Racismo como Neurose Cultural Brasileira: Aprofundamento no mito da democracia racial e no retorno do recalque colonial através da exclusão social
Movimento III: Gênero, Patologização e Violência
- A "Hysteria" e o Controle do Útero: A patologização da autonomia e o uso da ciência para confinar mulheres brancas ao lar e mulheres negras ao trabalho subalterno
- A Espetacularização do Sofrimento e Da dor do outro: A análise de como o sofrimento das pessoas consideradas loucas foi transformado em espetáculo fotográfico e clínico
- Interseccionalidade na Dor: Como raça, classe, gênero e sexualidade se fundem para produzir formas específicas de enclausuramento e violência
Movimento IV: Cuidado em Liberdade
Estratégias Contra-coloniais de Cuidado: O cuidado como responsabilidade social e coletiva, inspirado na Reforma Psiquiátrica e na ética do bem-viver.
Publico alvo: Pessoas interessadas em aprender e debater sobre as intersecções e confluências entre projeto colonial, exclusão social e loucura.
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Ana Carolina Dias
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Psicóloga antimanicomial com sólida experiência em liderança de projetos sociais, culturais e intersetoriais com foco no impacto comunitário através da justiça social, equidade racial e de gênero. Atuação em articulação institucional, políticas públicas, gestão de equipe e cuidado interseccional. Mestra em Psicologia Social, professora, pesquisadora e artista com produções voltadas à justiça social e marcadores sociais da diferença. Colabora em projetos interdisciplinares que promovem o cuidado integral e a transformação social. Amplo percurso na rede de saúde mental pública, hoje atua no acompanhamento e fortalecimento de organizações de pessoas atingidas por crimes socioambientais.
INFORMAÇÕES:
Datas e horários: 19/04, das 19h30 às 21h30
INSCRIÇÕES GRATUITAS, com opção de contribuição voluntária.
Opção 01 - Inscrição gratuita
Opção 02 - Colaboração voluntária: R$10
Opção 03 - Colaboração voluntária: R$20
Opção 04 - Colaboração voluntária: R$30
Opção 05 - Colaboração voluntária: R$40
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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