Depois de celebrar 10 anos de trajetória em 2025, o espetáculo “Quando o coração transborda”, monólogo de Maíra Oliveira, volta a Salvador para uma nova temporada no Teatro Gamboa. As apresentações acontecem todas as sextas-feiras de março de 2026 — dias 06, 13, 20 e 27 — sempre às 19h.
A montagem mistura teatro, música ao vivo e poesia em uma experiência intimista que aproxima atriz e plateia por meio de memórias, cartas, canções e reflexões sobre arte, herança e resistência cultural.
Criado em 2015, o espetáculo nasceu de um mergulho afetivo na história do Esquadrão da Vida, grupo de teatro de rua fundado em Brasília em 1979 por Ary Pára-Raios, pai e mestre de Maíra. Pioneiro ao unir acrobacia, música, dança e crítica social, o grupo tornou-se referência nacional por sua linguagem ligada ao imaginário popular brasileiro e ao engajamento socioambiental.
A ligação com Salvador é também biográfica: antes de fundar o Esquadrão, Ary viveu no Largo dos Aflitos, vizinho ao Teatro Gamboa. Mais de quatro décadas depois, a trajetória retorna simbolicamente ao mesmo território. Desde 2003, Maíra dirige o grupo e mantém viva a pesquisa artística da trupe. A artista é mestre em Artes Cênicas pela UFBA, onde desenvolveu pesquisa sobre o Esquadrão da Vida e o processo de criação do espetáculo, sob orientação de Denise Coutinho e Hebe Alves, referência do teatro soteropolitano.
Em cena, Maíra canta, toca viola caipira e violão, transformando lembranças pessoais em poesia coletiva. A montagem foi concebida para pequenos teatros, onde a proximidade potencializa a experiência sensorial e emocional. A codireção é de João Antonio de Lima Esteves, ator, diretor e professor emérito da Universidade de Brasília, nome fundamental do teatro brasiliense. A direção musical é de Roberto Corrêa, uma das maiores referências da viola caipira no Brasil e pesquisador da música popular brasileira.
Sinopse
Entre poemas, músicas e recordações, Maíra Oliveira constrói um relato poético sobre memória, arte e afeto, revisitando a história do Esquadrão da Vida e sua relação com o pai e mestre Ary Pára-Raios. Um encontro intimista que transforma histórias pessoais em experiência coletiva.
Sobre o Esquadrão da Vida
Fundado em 1979, o grupo é referência histórica do teatro de rua brasileiro, unindo circo, acrobacia, música e cultura popular à crítica social. Sua trajetória é marcada pela pesquisa estética, militância socioambiental e atuação contínua na cena cultural do país há mais de quatro décadas.
Ficha Técnica
Direção: Maíra Oliveira e João Antonio de Lima Esteves
Direção Musical: Roberto Corrêa
Roteiro e Atuação: Maíra Oliveira
Preparação Corporal: Daniel Lacourt
Produção: Esquadrão da Vida
Figurino: Maria Carmen
Iluminação: Marcelo Augusto
Programação Visual: Ico Oliveira
Classificação indicativa: 14 anos