13 mar - 2021 • 11:00 > 13 mar - 2021 • 12:30
13 mar - 2021 • 11:00 > 13 mar - 2021 • 12:30
SOBRE
Para além dos ditos manicômios e dos conventos, eu defino esse convite um encontro que possa fazer construir pontes e levantar pontos. Da série de palestras sobre a psicose e o Coletivo, esta marca o momento que separa os seres que se entendem livres dos que já não podem usufruir do direito de ir e vir.
<!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph -->Ecos para além de manicômios é a proposta de aula que possa dar vida, que possa dar destaque ao que usualmente não é visto. Podemos nos deter por um momento e encarar os “santos, os poetas, os doidos e os perigosos”. Avançar na discussão sobre a “loucura”, agora dando um destaque a quem nos cerca e pouco são escutados.
<!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph -->Se nos organizamos pela linguagem, do que diz um sujeito que se encontra as margens de tal organização social? Do que diz um sujeito que sim está vagando pelas ruas, mas que ninguém lhe escuta? Do que diz um sujeito com o qual as vozes são sua única companhia? O que isso diz sobre nós e o laço social no qual nos encontramos?
Ecos da loucura são entre muitas coisas essas experiências humanas, que embora cheias de potenciais são segregadas, por si e pelo mundo. Aqui estabelecendo um espaço para discutir porque alguns artistas só foram reconhecidos como artistas por carregarem isso que versa sobre a loucura?
Para que então possamos falar sobre os limites da exclusão, não mais o que está vagando pelas ruas e são diariamente ignorados, mas aqueles que foram trancados para se perder de vista com as areias do tempo. Um local para colocar em questão a responsabilidade de cada um com a loucura de si e no Coletivo, afinal qual seria essa? Um instante para se debruçar sobre manicômios e presídios, que ao contrário dos conventos ali, não gozam da possibilidade de deixarem quando quiserem puderem. O que isso diz sobre o laço social vigente?
<!-- /wp:paragraph --> <!-- wp:paragraph -->É no Coletivo que a pessoa se (de)forma, (des)envolve, mistura, se esconde, disfarçam seus sofrimentos e se perdem em suas nomeações. O caminho que possibilita qualquer tipo de tratamento é aquele que encontra na escuta a pessoa que se disfarça e sofre das palavras no Coletivo. É o caminho que convida esse sujeito a falar sobre si, a partir de sua posição discursiva, de sua singularidade.
Por: Mirella D'Angelo Viviani
•Pedagoga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
•Pedagoga Clínica pela Escuela Psicopedagogica de Buenos Aires
•Professora convidada anualmente no Núcleo de estudos de Psicoses do CEP – Centro De Estudos Psicanalíticos
•Estagio residente no campo da pesquisa em Pedagogia Terapeutica na Comunidade de tratamento Camphill in Aberdeen Escocia
•Coordenadora clínica do Instituto casa do todos
INDICAÇÕES DE LEITURA:
● Jean oury em O Coletivo – Hucitec; 1ª edição (1 janeiro 2009)
● Nise da Silveira – Imagens do Inconsciente – Editora Vozes; 1ª edição (1 janeiro
2015)
● Drauzio Varela- Por um Fio – Companhia das Letras, 1ª edição (29 julho 2004)
● Alicia Fernandez- Psicopedagogia em Psicodrama – Vozes; 3ª edição (1 janeiro
2001)
● Michel Foucault -História da loucura – Perspectiva; 11ª edição (16 julho 2019)
● Michel Foucault -Vigiar e punir – Perspectiva; 42ª edição (1 janeiro 2014)
● Jacques Lacan – O Seminário, livro 3: As psicoses
ORGANIZADO POR:
ESPAÇO DO PSICÓLOGO
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