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Por que Crioulizar? - Parditude, mestiçagem y colonialidade a partir de Édouard Glissant

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Por que Crioulizar? - Parditude, mestiçagem y colonialidade a partir de Édouard Glissant

01 jul - 2025 • 19:00 > 01 jul - 2025 • 22:00

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Por que Crioulizar? - Parditude, mestiçagem y colonialidade a partir de Édouard Glissant

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Descrição do evento

Por que Crioulizar?" - Parditude, mestiçagem y colonialidade a partir de Édouard Glissant

Por Haroldo Saboia y zeca carú de paula


Este é um Laboratório efêmero de conversações e leituras acerca obra do poeta, ensaísta e martinicano Edouard Glissant. Ele tem por objetivo um convite para que fiquemos junto aos tremores desse conjurador de outros mundos possíveis. E assim, destinar para nós outras narrativas, ainda ynymagynáveys, a respeito do que pode vir a ser a vida para além das linguagens, artimanhas e anseios coloniais. Glissant faz uma cartografia da colonialidade, ao passo que o faz em fuga, como quem fica com o muro para atravessá-lo. Como quem reconhece que é preciso se perceber em relação com o que se quer ir além para, enfim, fazê-lo.


Logo, neste encontro de um dia, navegaremos as proposições de Glissant a respeito do que o autor convoca por Crioulização, tecendo a importância deste conceito para ficarmos com as questões e problemas advindos do projeto colonial no contexto brasileiro, no qual a ideia de mestiçagem é pedra fundamental para pensarmos as noções de raça e a ideia de brasilidade. Considerando também a proposição de ''Parditude'' como um sintoma do racismo e da colonialidade, uma tentativa de resposta a altura e desde os modos de avaliação colonial do problema que o racismo produz na experiência relacional e da própria existência. Deste modo, não apostamos na ausência de uma questão nas experiências tidas por mestiças, mas indagamos os modos de resposta e elaboração do problema desde os referenciais baseados na angústia do eu. Saídas criadas a partir das construções de identidades que exigem um ''mito fundador'', como aponta Glissant, característica de ''povos esparsos e inseguros’’. Especialmente as experiências mestiças - que são uma realidade racial e relacional no contexto brasileiro, sobretudo entre populações pretas, indígenas e brancas - a insegurança e a angústia frente a experiência do não pertencimento é própria do racismo que é uma operação, uma percepção, um modo de (não) relação que não prevê um tipo de consciência para se manifestar, mas justamente é um modo de ficar com a vida e a diferença.


Edouard Glissat '' Um racista é aquele que recusa o que ele não compreende''


Deste modo, perguntamos: porque interessa a Crioulização enquanto chave de leitura conceitual e proposição poética, e não parditude ou a mestiçagem?


Glissant afirma:


(...) Ao contrário da mestiçagem, a crioulização rege a imprevisibilidade; ela cria nas Américas microclimas culturais e linguísticos absolutamente inesperados, lugares nos quais as repercussões das línguas umas sobre as outras, ou das culturas uma sobre as outras, são abruptas. p. 20 - 21; Introdução a uma poética da diversidade


Sonhar, escrever e especular saídas dignas, fugas y recusas das promessas dessa política de aniquilação da diferença, que a ‘’mestiçagem à brasileira’’ se empenha em viabilizar. E, em nosso momento histórico, tambem visibilizar. Se somos um país de pessoas negras, mestiças, o que queremos dar nome, compor e produzir? Assim como James Baldwin, não nos interessa o pertencimento como fim, mas seu atravessamento. Baldwin afirma “Será que quero mesmo ser integrado a uma casa que já está pegando fogo?”


Este é um convite para adentrarmos as propostas poética de Glissant em ato, junto delas, sem a pretensão de dizer delas, sendo essa a maneira mais ética de ficar com a sua obra. O laboratório é destinado a todas as pessoas interessadas em conhecer parte da obra do autor e também se interessa pelos efeitos das subalternizações e reduções que uma política de destruição da alteridade como a Mestiçagem e a Parditude nos convoca.



IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:


zeca carú de paula navega pela exystêncya como feytyceyro, multi-artista, poeta, conjurador de ynymagynáveys e promovedor de saúde. É Mestre e Doutorando em Psicologia clínica pela PUC - SP, compondo o núcleo de subjetividades, pesquisando a construção de espaços clínicos e de cura que se fazem além do tempo colonial, a partir da anunciação de memórias do território-cidade-corpo, como as águas, os ventos, as madeiras, a terra. Compôs o coletivo Slam Marginália entre 2018 e 2021, que com o  apoio do Programa Vai (SMS/SP 2020), e em parceria com o selo de publicação Mori Zines, conjurou o  “Ateliê de Futuridades Trans”, programa de residências literárias para poetas racializados residentes nas periferias de SP. É autor do livro ‘’Ynundação (um conjuro) de 2022. 


Haroldo Saboia é pesquisador, psicanalista, artista visual, cineasta e fotógrafo profissional. Vive e trabalha entre São Paulo e Fortaleza. Cearense, natural de Fortaleza, sua pesquisa artística se concentra nas ideias de relação, alteridade e memória.


Realiza projetos interdisciplinares entre cinema, música, artes visuais e dança, elaborando questões entre a oralidade, o canto e suas implicações na memória. Já apresentou obras em galerias privadas e instituições públicas no Brasil e em vários países.


É mestre em Psicologia Clínica onde pesquisou estratégias ficcionais da memória para pensar a relação entre o embranquecimento e as noções de mestiçagem. Atualmente, doutorando também em Psicologia Clínica no Centro de Estudos da Subjetividade, sob supervisão da professora Suely Rolnik, onde pesquisa o samba, musicalidade afrodiaspórica e suas perspectivas clínicas na construção dos processos subjetivos.


INFORMAÇÕES:

Datas e horários: 01/07, das 19h às 22h


Opção 01 - Mínimo: R$30

Opção 02 - Intermediario: R$50

Opção 03 - Ideal: R$70


BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://docs.google.com/forms/d/1PgC3ZiV1l3Xba7KJ_0z8rSakIdkPLdLT5E2AMDs0Ksg/preview


Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom

Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)

Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.


Classificação indicativa: 18 anos

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BRAVA

Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.

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