01 jul - 2024 • 19:30 > 08 jul - 2024 • 21:30
01 jul - 2024 • 19:30 > 08 jul - 2024 • 21:30
SOBRE:
E se pudéssemos rever os portões do mundo?
E se o fim do mundo cishetero branco capitalista colonial abrisse brechas para confabularmos novos mundos através da palavra em fluxo?
Esta oficina, realizada em parceria com o Arquivo Lésbico Brasileiro, se propõe um ensaio coletivo de alternativas não-hegemônicas a partir da escrita em fluxo enquanto ferramenta de construção de mundos outros.
Mundos forjados nos cadinhos das dissidências de gênero e da desistência da espécie. Mundos que se estruturam e fortalecem através de alianças selvagens. Mundos sapatões, transinclusivos, ancestrais e contracoloniais, gotejando mares inteiros em poucos minutos, instigados por leituras sáficas e preparações e provocações corporais.
Mundos que, após três dias de oficina, prática e teórica, em todos os seus dias, se materializarão coletivamente em um zine a ser lançado em agosto, presencialmente em São Paulo, para a celebração do dia da visibilidade lésbica.
Através do processo de rastreamento corporal e experimentando, ainda que em pílulas, o Trabalho Energético (Jerzy Grotowski), ou Exaustão, proporemos exercícios de fluxo de escrita livre em diferentes formatos, a partir de um corpo mais poroso, ativo, atento, potente.
A Exaustão é uma espécie de aquecimento intenso, em que provocamos exercícios de criação (em qualquer linguagem artística) partindo já de um corpo fisicamente cansado, não descartando o cansar como processo de criação também.
Trabalharemos a palavra em fluxo, com olhares e ouvidos íntimos, ao próprio corpo e ao coletivo, com a possibilidade de trocar referências, produções e inquietudes entre es oficineires e participantes.
Ao fim da oficina, es participantes poderão enviar suas produções para compor o zine, cuja curadoria será feita por Mar e Cella, e a edição pela Elle/Elu. Uma vez finalizado, todes receberão o arquivo para impressão e poderão imprimir, montar e vender o zine quando quiserem.
Programação:
Dia 1
- introduções
- fim de qual mundo?
- apresentações em fluxo
- leitura de referências
- mini-exaustão
- fluxo do dia
- compartilhamento
Dia 2
- muito mais-que-humana
- desistência da espécie
- alianças selvagens
- confabulação de mundos outros
- leitura de referências
- fluxo do dia
- compartilhamento
Dia 3
- explicações e preparação
- leitura de referências
- rastreamento corporal
- alongamento e ativação de corpo
- mini-exaustão
- fluxos do dia
- compartilhamento
- edição
- fechamento
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Mar Revolta (@mar.revolta) é travesti sapatão não-binária, desistente da espécie, tatuadora, educadora ambiental e idealizadora do podcast Revolta Climática. Militante ecossocialista pelo Subverta (@subvertamos) e antiespecista pelo C.A.V.A.L.O. (@coletivocavalo). Graduada em Engenharia Mecatrônica pela Escola Politécnica da USP e mestra em Engenharia Mecânica pela TU-München. Também concluiu os cursos de extensão em Emergência Climática (52h) e Limites Planetários, Colapso Ambiental e Antropoceno (60h) pela Universidade Estadual do Ceará. E-mail: [email protected]
Cella Azevedo, 27, paulistane, sapatão trans não-binárie, é atriz e pesquisadore (bacharel em artes cênicas pelo Célia Helena), pianista, produtore musical, compositore e escritore. Incompletudes é o nome de seu primeiro livro, lançado em 2022, pela Editora Caseira. Cella compõe o duo Marujos (2013-2020) junto com Mavi, trazendo de bagagem um disco (Marambaia) e 5 singles (2019-2020), completamente auto-produzidos, com exceção de “Eu te amo mas não gosto de você”, produzido por Maria Beraldo no estudio do Spotify. Passou pelos palcos do SESC, Sonora Festival, João Rock, Circo Voador, SoFar Sounds, Vento Festival, Festival GRLS, SESI, Blue Note, entre outros. Na pandemia, co-fundou a web rádio comunitária Radiola Livre, onde trabalhou como locutore, curadore e produtore, produziu duas áudio-peças, veiculadas na rádio (Woyzeck, com o Teatro dos 4) e no Sesc Itaquera ("Mãe ou eu também não gozei", de Letícia Bassit). Em 2020, temporada de Distopia Brasil (por Pedro Granato) em CEUs de São Paulo e temporada virtual em 2021 - Em 2023, elu volta para os palcos (Oswald de Andrade e Pequeno Ato) como atriz em "A Festa de Ridley, dirigido por Mateus Bruza. Este ano, Cella mergulha em produções de trilha sonora para curtas, peças, produções para artistas independentes e o lançamento de seu primeiro disco solo (produzido minuciosamente desde 2017).
INFORMAÇÕES:
Datas e horários: 01/07 + 03/07 + 08/07, das 19h30 às 21h30
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$60
Opção 02 - Intermediario: R$75
Opção 03 - Ideal: R$90
Opção 04 - Fortaleceu demais: R$105
Social - R$45,00 disponíveis para mulheres negras, indígenas, pessoas trans e pcds.
BOLSA INTEGRAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande um e-mail para [email protected] contando um pouquinho de você e como esse conteúdo pode ser importante <3
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesSelecione o evento desejado e toque no botão acessar evento
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
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