06 out - 2021 • 19:30 > 27 out - 2021 • 21:00
06 out - 2021 • 19:30 > 27 out - 2021 • 21:00
OS CLÁSSICOS CURAM: A LITERATURA COMO MOVIMENTO INTERIOR com Leo Lama
De 6 a 27 de outubro, 19h30
Encontros online pelo Zoom às quartas-feiras
Sobre o que vamos falar?
A partir de uma experiência pessoal com a Covid-19, Leo Lama, após ser acometido por profunda depressão ocasionada pela enfermidade, se curou da parte psicológica que a doença causa por meio da leitura de obras-primas da literatura e assim pode recordar: os clássicos curam. Não só pela beleza da arte que propõem, mas também pela técnica empregada.
As estruturas das grandes obras permitem operações de movimentação interior, imaginação, percepção de sentimentos e emoções, e, quando nos entregarmos a tal travessia, nos levam a uma visão mais significativa do mundo e da vida.
Estrutura do curso
Encontro 1 - As Mil e Uma Noites
Sherazade, a personagem principal do livro “As Mil e Uma Noites" é uma argumentadora analógica. O pensamento analógico pode nos tirar, tecnicamente, das grades de nossa mente cartesiana. Os contos tradicionais têm uma estrutura geométrica. Sherazade, enchendo o coração do Sultão de contos, produz um processo orgânico de organização interna nele. Ela cura o Sultão com histórias. E é de todos nós que essas histórias falam. Falaremos da técnica curativa de ler contos tradicionais.
Encontro 2 - Shakespeare e as tragédias gregas
O teatro também é literatura, poucos sabem. Os maiores escritores de todos os tempos foram dramaturgos. As tragédias tinham a primordial função de curar – foram, de fato, criadas para isso. Falaremos da técnica que compõe as estruturas do trágico e de seus efeitos curativos.
Encontro 3 - Literatura fantástica
Nossa imaginação cotidiana acaba apequenada quando circunspecta a afazeres domésticos, compromissos de trabalho e rotina sem espaço. Uma mente repetitiva é uma mente doente. Lemos romances inventivos justamente para ampliarmos e mudarmos nossa visão de mundo. A imaginação criativa pode curar.
Encontro 4 - A literatura da linhagem
“Todas as famílias felizes são parecidas, cada família infeliz é infeliz a seu modo”. Assim começa o clássico Anna Kariênina de Tolstói. O núcleo familiar talvez seja a principal fonte das doenças psicológicas que nos acometem. Certos romances devassam tal intimidade e podem nos trazer outras formas de enxergar tais possessões. No Brasil, temos pelo menos duas obras-primas para trabalhar o tema: “Crônica de Uma Casa Assassinada”, de Lúcio Cardodo, e “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar.
Quem é Leo Lama
Dramaturgo, diretor e compositor, Leo Lama tem 56 anos e nasceu em São Paulo. Estreou como autor de teatro em 1989, aos 23 anos, com “Dores de Amores”, interpretada por Malu Mader e Taumaturgo Ferreira e dirigida por Roberto Lage. Recebeu o prêmio Mambembe de Revelação do Ano e também o Prêmio Molière de Melhor Autor. Também em 1989, Leo Lama dirigiu a estreia de “A Mancha Roxa”, escrita por seu pai, Plínio Marcos.
Com o título “Dolor de Amor” a peça "Dores de Amores" foi encenada no Teatro de Comédia de Buenos Aires, na Argentina (1998). Em 2009, a obra completou 20 anos e foi remontada com direção de Naum Alves de Souza. Com roteiro do próprio autor, foi adaptada para o cinema sob a direção de Raphael Vieira, tendo como protagonistas Milhem Cortaz e Fabíula Nascimento. O filme estreou na Mostra de Cinema de São Paulo em 2013.
De 1999 a 2002 Leo Lama foi ombudsman da agência de publicidade Loducca, cuidando também de várias atividades culturais da empresa. Dirigiu o recital de poemas Fideli d`Amore com Paulo Autran, Luiz Melo e Lú Grimaldi e show de Luiz Melodia, na inauguração da agência Loducca de Curitiba.
Em 2002, dirigiu e roteirizou o programa para jovens “Domínio Público” com Otaviano Costa na TV Record. Em 2014, Leo Lama ganhou o prêmio de melhor diretor pela Companhia Paulista de Teatro por sua direção de “Quando as Máquinas Param”, de Plínio Marcos. Em 2015, ministrou o curso “O Amor Prático” na Casa do Saber. Em 2017, sua peça “Madalena Bêbada de Blues” estreou no Teatro Sérgio Cardoso – sucesso de público e crítica, entre tantos outros trabalhos do autor. Em 2018 e 2019 sua peça “Crânio Partido por Mente Diabólica” foi encenada em uma cozinha do bairro de Vila Mariana, para pagantes selecionados. Em 2021, sua peça teatral “Jerusalém de Nós” foi publicada pela editora É Realizações que também editará uma coleção de peças do autor.
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