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OPINIÃO PÚBLICA E JUSTIÇA EM DOIS ATOS: DA LEI AOS DESEJOS

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OPINIÃO PÚBLICA E JUSTIÇA EM DOIS ATOS: DA LEI AOS DESEJOS

13 ago - 2022 • 10:00 > 20 ago - 2022 • 12:00

 
Videoconferência via Sympla Streaming
Evento encerrado

OPINIÃO PÚBLICA E JUSTIÇA EM DOIS ATOS: DA LEI AOS DESEJOS

13 ago - 2022 • 10:00 > 20 ago - 2022 • 12:00

 
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Descrição do evento

                Opinião pública e Justiça em dois atos: da lei aos desejos


    Professora Grazielle Albuquerque


    Sinopse

    Entender como a Justiça virou uma pauta das ruas, aos berros que remontam mais a expressão de desejos do que a aplicação da lei é o percurso que faremos nesse curso. Em um 1º ato, vamos abordar a Justiça e a Lei: como o Supremo Tribunal Federal (STF) foi se colocando na agenda pública entre 1998 e 2013, em um período de institucionalização do Brasil e do próprio Tribunal; e em um 2º ato, como a Justiça se atrelou aos Desejos, de 2013 a 2022, quando surgiram a Lava Jato, a ideia do juiz-herói e a explosão da exposição dos ministros do STF nas redes sociais.


    Formato e Carga horária; Datas e Horários

    2 encontros online, conformando 2  horas-aula, das 10h às 12h, nos dias: 13 de agosto (1º ato: a Justiça e a Lei) e 20 de agosto (2º ato: a Justiça e os Desejos)



    Apresentação geral

    Entender como a Justiça virou uma pauta das ruas, aos berros que remontam mais a expressão de desejos do que a aplicação da lei é o percurso que faremos nesse curso. Com esse objetivo, dividimos nosso curso em duas aulas ou dois atos. Em um 1º ato, vamos abordar a Justiça e a Lei: como o Supremo Tribunal Federal (STF) foi se colocando na agenda pública entre 1988 e 2013, em um período de institucionalização do Brasil e do próprio Tribunal. Para isso, vamos tocar no redesenho do Supremo Tribunal Federal (STF) e na criação do modelo de Sistema de Justiça. A aposta nas funções essenciais à Justiça para se antepor ao autoritarismo da ditadura cívico-militar. Com isso, a partir do STF faremos um panorama de como o Judiciário se torna um ator político de relevância crescente e de como isso se reflete no aumento da sua cobertura e na necessidade de ocupar a agenda pública. Focaremos nos turning-points das pautas históricas do Judiciário e no processo de institucionalização do Tribunal, inclusive de sua comunicação, com a criação do Comitê de Imprensa, da TV Justiça etc. Processo que tem uma mudança de ato com o julgamento da Ação Penal 470, o mensalão. O conceito de "agendamento estratégico" explica esse processo. Em um 2º ato, nosso percurso segue para entender como a Justiça se atrelou aos Desejos, de 2013 a 2022, quando surgiram a Lava Jato e a ideia do juiz-herói. Há uma ampliação dos papéis individuais dos ministros e uma decomposição de um centro institucional. Os indivíduos crescem em relevância em relação a uma ideia de unidade. É quando o desejo brota, nas ruas e nas redes sociais, abrindo mão, inclusive, das imagens e símbolos de julgamentos, para se ancorar nas manifestações populares, nos bonecos infláveis, na ideia de super-heróis que podem prescindir dos ritos e dos filtros estatais para angariar o apoio da opinião pública. 


                  Plano de aulas

    AULA 1 - 1º ato: a Justiça e a Lei

    - A aposta no Sistema de Justiça contra o autoritarismo

    - Constituição de 1988 e o Supremo / A supremocracia

    - Os turning-points de cobertura do Supremo

    - Conceito de agendamento-estratégico


    AULA 2 - 2º ato: a Justiça e os Desejos

    - Jornadas de junho de 2013

    - Lava Jato e impeachment de Dilma Rousseff

    - O juiz-herói no Twitter

    - A Justiça dos Desejos


    Bibliografia sugerida



    • Material extra: podcast Guilhotina do Le Monde Diplomatique Brasil  - https://open.spotify.com/episode/4COy3MKO5YWkw2iebBxs8g?si=4fd900f8ef08408b


      Público-alvo

    O curso se destina a pesquisadores da área de Comunicação, Ciências Socias e Direito, mas também a profissionais dessas áreas que estudem e trabalhem com o tema da relação entre mídia e sistema de justiça, em especial aqueles que trabalham nas Assessorias de Comunicação do Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia e jornalistas que cobrem essas instituições.



    Grazielle Albuquerque é Jornalista e cientista política. Pesquisa política e sistema de justiça, em especial na sua interface com a mídia, há mais de uma década. Sua tese de doutorado (Unicamp) aborda a comunicação do STF e lança o conceito de “agendamento estratégico”. Instrumental que segue sendo aperfeiçoado no pós-doutorado que realiza junto ao Programa de Pós Graduação em Comunicação (PPGCom) da Universidade Federal do Ceará (UFC).  Grazielle também coordena o Núcleo de Estudos e Pesquisas da Defensoria Pública do Ceará (Nuesp) e o GT de Comunicação e Justiça da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (Compolitica). É colunista do Le Monde Diplomatique Brasil e, em 2017, foi visiting doctoral researcher no German Institute of Global and Area Studies – GIGA.

    -   Lattes: http://lattes.cnpq.br/6806264809085356

    -   Coluna Mídia e Justiça (Le Monde Diplomatique): https://diplomatique.org.br/midia-e-justica


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    Sobre o produtor

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    Rama Plataforma

    Rama Plataforma é um ponto de partida para a reflexão e o pensamento crítico, a produção de conhecimento e o diálogo. Do encontro e da amizade entre Carol Soares e Diego Matos, surge um projeto de ensino. Dois profissionais que consolidaram suas trajetórias no campo das artes visuais propõem um novo lugar de encontro: uma arena da política da arte em consonância com o mundo ao redor dedicada a uma rede social de pessoas amigas, parcerias profissionais e estudantes em geral.

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