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O que fizeram de nós? Gênero e Raça como alicerces do ocidente e as saídas anticoloniais.

06 jul - 2026 • 19:30 > 15 jul - 2026 • 21:30

Evento Online via Zoom
Parcele em até 12x

O que fizeram de nós? Gênero e Raça como alicerces do ocidente e as saídas anticoloniais.

06 jul - 2026 • 19:30 > 15 jul - 2026 • 21:30

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O que fizeram de nós? Gênero e Raça como alicerces do ocidente e as saídas anticoloniais.

Descrição do evento

SOBRE:

Por que a civilização ocidental se sustenta sobre a fragmentação dos corpos e a hierarquização da vida? Este curso propõe um mergulho crítico nas estruturas de poder que utilizam gênero e raça não apenas como simples “rótulos”, mas como tecnologias de dominação fundamentais para o projeto colonial, que assume sempre novas atualizações. 

A partir das obras seminais “Yurugu”, de Marimba Ani, e “A Origem das Civilizações”, de Cheikh Anta Diop, investigaremos como a visão de mundo europeia, de base greco-romana-judaico-cristã-cartesiana, forjou uma identidade universal excludente. Para além do diagnóstico, buscaremos o “re-encante” e a cura política através de contra-propostas que desafiam a lógica linear e patriarcal do Norte Global. 


O que vamos discutir:


A crítica ao pensamento “Yurugu” ( a incompletude e o desequilíbrio como base para a criação dos marcadores de poder de gênero e raça) - Marimba Ani

A África como berço da civilização com base na xenofilia versus a xenofobia do berço civilizacional europeu (Cheikh Anta Diop)

Gênero e raça como invenções coloniais: diálogos com afroepistemologias. (Oyèrónké Oyěwùmí, Sobonfu Somé, Bunseki Fu-Kiau).

urgências contracoloniais: tecnologias ancestrais, conhecimentos da terra e quilombismo, uma confluência entre os pensamentos de Nego Bispo e Ailton Krenak. O que gênero e raça tem haver com a luta pela justiça climática e ambiental?

Ancestralidade como ferramenta de poder político e subjetivo no enfrentamento dos marcadores de poder de raça e gênero. 

Apreciação e estudo do Manifesto Afrotrans-terrorista do Apocalypse Cuier. 


Navegaremos pelas álibis e insurgências de vozes fundamentais como Marimba Ani, Cheikh Anta Diop, Oyèrónké Oyěwùmí, Sobonfu Somé, Bunseki Fu-Kiau, Nego Bispo, Ailton Krenak, Jayro Pereira de Jesus e do manifesto afrotransterrorista do Apocalypse Cuier. 


Este curso é um movimento de confluência: ao mesmo tempo em que alimentamos o espírito com a afrofilosofia, exercemos o cuidado prático com nosso aquilombamento. Toda a renda arrecadada será revertida para a campanha da “Frente Permanente de Combate à fome e à insegurança alimentar de pessoas trans”, focada em apoiar, inicialmente, ativistas trans históricos que hoje enfrentam a vulnerabilidade alimentar. Estudar o que fizeram de nós é, também, garantir que ninguém fique para trás.



Aula 01 (06/07/2026): 

O diagnóstico: A invenção do outro e a máquina yurugu

Objetivo: Apresentar como a visão de mundo ocidental fragmentou e materializou uma “realidade” para dominar. 


Conteúdo :

- Apresentação do curso e revisão do conceito “yurugu” (Marimba Ani): A incompletude e o desequilíbrio;

- O berço civilizacional: A xenofobia (europa) em detrimento à xenofilia (África), em Cheikh Anta Diop;

- Como a base greco-romana-judaico-cristã-cartesiana criou os marcadores de poder de gênero e raça como tecnologias de exclusão. 

- A fundação das categorias de poder de gênero e raça e a parceria eclesiástica. (Jayro Pereira de Jesus).


Leitura sugerida: Introdução de Yurugu (Marimba Ani)


Aula 02 (08/07/2026): 

Descolonizando o Olhar sobre o Corpo e o Ser


Objetivo: Entender como gênero e raça se fundam como constructos coloniais e iniciar com a ideia de contra-propostas civilizatórias anticoloniais, de Matriz Africana.


Conteúdo:

Oyèrónké Oyěwùmí: A invenção das mulheres e a crítica ao bio-logicismo ocidental (o mundo sem gênero pré-colonial).

Sobonfu Somé e Fu-Kiau: A visão cosmológica do ser, da comunidade e do propósito (Dagara e Congo), atravessamentos de gênero e raça.

Discussão sobre como a categoria "mulher" e "homem" foi imposta para hierarquizar a produção e a reprodução.

Leitura sugerida: A Invenção das Mulheres (Oyěwùmí).


Publico alvo: Pessoas que buscam uma reintegração de si mesmas fora da lógica ocidental. Pessoas negras, indígenas, trans ou aliadas, que sentem o esgotamento das teorias eurocentrismo e buscam nas afroepistemologias e na terra uma forma de não apenas entender o mundo, mas de habitar a própria existência com dignidade e poder.


Aula 03 (13/07):


Contracolonialidade do gênero e da raça e a luta pela terra.


Objetivo: conectar o que gênero e raça tem haver com as resistências históricas dos quilombos e com a crise planetária atual. 


Conteúdo:


A relação intrínseca entre os marcadores de raça/gênero e a exploração da natureza (Justiça Ambiental).

Nego Bispo: Confluência, contra-colonização e a biointeração vs. a exploração e a relação entre gênero e raça nas comunidades matrilineares.

Ailton Krenak: Ideias para adiar o fim do mundo e a vida como celebração, não como mercadoria, renascimento das cosmologias antigas para a cura do mundo.


Leitura sugerida: A Terra dá, a Terra quer (Nego Bispo).


Aula 04:


A reontologização, cura política e re-encantamento do mundo.


Objetivo: Sintetizar as contra-propostas através da ancestralidade e da dissidência.


Conteúdo (15/07):


Ancestralidade como poder político: O uso da memória e do espírito como escudo e espada na contemporaneidade. Muntu como noção de existência, que não é atravessada por gênero e raça. 

Jayro Pereira de Jesus: Pensamento afrocêntrico e a reconstrução da subjetividade.

Manifesto Afrotrans-terrorista (Apocalypse Cuier): A radicalidade do corpo dissidente que explode as normas coloniais de gênero e raça.

Encerramento: Como aplicar essas tecnologias ancestrais no nosso cotidiano político?


Leitura sugerida: Manifesto Afrotrans-terrorista do Apocalypse Cuier.


IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:

Luck Yemonja Banke, recifense, 42 anos, é um dos articuladores e fundadores do movimento político das transmasculinidades no Brasil, desde a Associação Brasileira de Homens Trans (ABHT), à fundação do IBRAT - Instituto Brasileiro de Transmasculinidades, sendo seu primeiro articulador e coordenador nacional. Realizou o I Encontro Nordeste de Homens trans, na UFPB e o primeiro Encontro Nacional de Transmasculinidades (ENAT), que se tornou a data referência para o dia nacional de visibilidade das transmasculinidades no Brasil. É músico, afrofilósofo, tradutor, roteirista e produtor artístico. Vocalista e percussionista do grupo afrotranspercussivo Ilu Oju Inu e diretor de produção da Apocalypse Cuier Produções. Atua à uma década, desde 2016, com afrofilosofia através da Escola Livre Ubuntu, sob a orientação do mestre Jayro Pereira de Jesus, graduando em filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É membro fundador da ATRAI (Associação de pessoas teólogas da Matriz Africana, Afro-umbadista e Indígena), e olutoju (agente bioafroancestrálico) da Casa da Xenofilia Ubuntu,em Mata de São João - BA, também coordenada pelo mestre Jayro Pereira de Jesus.



INFORMAÇÕES: 
08/06 + 10/06 das 19h30 às 21h30


Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!

Opção 01 - Mínimo: R$50

Opção 02 - Intermediario: R$75

Opção 03 - Ideal: R$100


BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9


Serão disponibilizadas bolsas para todes que solicitarem, até que o limite de vagas do aulão seja atingido


Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom

Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)

Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.

Classificação indicativa: 18 anos

Política do evento

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Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.

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Sobre o produtor

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BRAVA

Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.

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