01 jun - 2026 • 19:00 > 01 jun - 2026 • 21:00
01 jun - 2026 • 19:00 > 01 jun - 2026 • 21:00
SOBRE:
Por que a civilização ocidental se sustenta sobre a fragmentação dos corpos e a hierarquização da vida? Este curso propõe um mergulho crítico nas estruturas de poder que utilizam gênero e raça não apenas como simples “rótulos”, mas como tecnologias de dominação fundamentais para o projeto colonial, que assume sempre novas atualizações.
A partir das obras seminais “Yurugu”, de Marimba Ani, e “A Origem das Civilizações”, de Cheikh Anta Diop, investigaremos como a visão de mundo europeia, de base greco-romana-judaico-cristã-cartesiana, forjou uma identidade universal excludente. Para além do diagnóstico, buscaremos o “re-encante” e a cura política através de contra-propostas que desafiam a lógica linear e patriarcal do Norte Global.
O que vamos discutir:
A crítica ao pensamento “Yurugu” ( a incompletude e o desequilíbrio como base para a criação dos marcadores de poder de gênero e raça) - Marimba Ani
A África como berço da civilização com base na xenofilia versus a xenofobia do berço civilizacional europeu (Cheikh Anta Diop)
Gênero e raça como invenções coloniais: diálogos com afroepistemologias. (Oyèrónké Oyěwùmí, Sobonfu Somé, Bunseki Fu-Kiau).
urgências contracoloniais: tecnologias ancestrais, conhecimentos da terra e quilombismo, uma confluência entre os pensamentos de Nego Bispo e Ailton Krenak. O que gênero e raça tem haver com a luta pela justiça climática e ambiental?
Ancestralidade como ferramenta de poder político e subjetivo no enfrentamento dos marcadores de poder de raça e gênero.
Apreciação e estudo do Manifesto Afrotrans-terrorista do Apocalypse Cuier.
Navegaremos pelas álibis e insurgências de vozes fundamentais como Marimba Ani, Cheikh Anta Diop, Oyèrónké Oyěwùmí, Sobonfu Somé, Bunseki Fu-Kiau, Nego Bispo, Ailton Krenak, Jayro Pereira de Jesus e do manifesto afrotransterrorista do Apocalypse Cuier.
Este curso é um movimento de confluência: ao mesmo tempo em que alimentamos o espírito com a afrofilosofia, exercemos o cuidado prático com nosso aquilombamento. Toda a renda arrecadada será revertida para a campanha da “Frente Permanente de Combate à fome e à insegurança alimentar de pessoas trans”, focada em apoiar, inicialmente, ativistas trans históricos que hoje enfrentam a vulnerabilidade alimentar. Estudar o que fizeram de nós é, também, garantir que ninguém fique para trás.
Encontro 1: Aula Inaugural gratuita e introdutória (Maio)
90 min de exposição + 30 min de dialogias (debate)
Uma apresentação geral sobre o tema com os tópicos já mencionados, com o objetivo de “abrir a ferida” e instigar a continuação dos estudos sobre o tema.
Publico alvo: Pessoas que buscam uma reintegração de si mesmas fora da lógica ocidental. Pessoas negras, indígenas, trans ou aliadas, que sentem o esgotamento das teorias eurocentrismo e buscam nas afroepistemologias e na terra uma forma de não apenas entender o mundo, mas de habitar a própria existência com dignidade e poder.
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Luck Yemonja Banke, recifense, 42 anos, é um dos articuladores e fundadores do movimento político das transmasculinidades no Brasil, desde a Associação Brasileira de Homens Trans (ABHT), à fundação do IBRAT - Instituto Brasileiro de Transmasculinidades, sendo seu primeiro articulador e coordenador nacional. Realizou o I Encontro Nordeste de Homens trans, na UFPB e o primeiro Encontro Nacional de Transmasculinidades (ENAT), que se tornou a data referência para o dia nacional de visibilidade das transmasculinidades no Brasil. É músico, afrofilósofo, tradutor, roteirista e produtor artístico. Vocalista e percussionista do grupo afrotranspercussivo Ilu Oju Inu e diretor de produção da Apocalypse Cuier Produções. Atua à uma década, desde 2016, com afrofilosofia através da Escola Livre Ubuntu, sob a orientação do mestre Jayro Pereira de Jesus, graduando em filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É membro fundador da ATRAI (Associação de pessoas teólogas da Matriz Africana, Afro-umbadista e Indígena), e olutoju (agente bioafroancestrálico) da Casa da Xenofilia Ubuntu,em Mata de São João - BA, também coordenada pelo mestre Jayro Pereira de Jesus.
INFORMAÇÕES:
Data e horário: 01/06 das 19h às 21h
INSCRIÇÕES GRATUITAS, com opção de contribuição voluntária.
Opção 01 - Inscrição gratuita
Opção 02 - Colaboração voluntária: R$10
Opção 03 - Colaboração voluntária: R$20
Opção 04 - Colaboração voluntária: R$30
Opção 05 - Colaboração voluntária: R$40
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
A sua contribuição voluntária ajuda a sustentar a estrutura, remunerar colaboradories e garantir que o acesso continue gratuito para todes. Cada valor oferecido ajuda a cobrir custos de produção, remuneração justa para quem idealiza e facilita os cursos, além de permitir que continuemos oferecendo formações críticas, acessíveis e comprometidas com a transformação social.
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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