Objetivos:
- Debater e refletir sobre as mudanças climáticas e seus impactos sobre a biodiversidade do planeta e a ameaça de extinção em massa de espécies, inclusive da espécie humana;
- Desacomodar e instigar o olhar sobre a condição humana e sua sobrevivência no planeta: a eco-ansiedade.
Conteúdo a ser desenvolvido:
- Mudanças climáticas e sua relação com preservação de solo e água.
- Apresentação de dados ambientais relativos a conservação das águas-índices pluviométricos.
- A conservação de solo e água nas cidades.
As mudanças climáticas são reais. A grande emissão de gases de efeito estufa devido às ações humanas tem levado ao aumento da temperatura no planeta. A elevação da temperatura provoca alterações no sistema de clima da Terra, o que desencadeará, cada vez mais, eventos extremos que colocarão em risco a biodiversidade, a sobrevivência das espécies, inclusive da espécie humana. A partir dessa constatação e a exposição, cada vez maior, das pessoas a situações dramáticas no enfrentamento de eventos climáticos extremos tem gerado, nos últimos anos, um fenômeno denominado eco-ansiedade, ou seja, medo crônico e preocupação relacionados com as mudanças do clima. Com a finalidade de debater e refletir sobre as questões climáticas e os impactos sobre a vida cotidiana é que propomos a realização da atividade.
Abordar as mudanças climáticas e os efeitos da estiagem, na distribuição das chuvas, fontes, lagos e rios, na economia do país e as consequências para a natureza e para a sociedade.
Abordar ações envolvendo o uso racional e manejo dos recursos naturais do solo, da água, da biodiversidade e das bacias hidrográficas através de propostas de antigas práticas de agricultura conservacionista (conservação de solo e água) para mitigar os prejuízos das mudanças climáticas causados ao meio ambiente.
Correlacionar os danos com relação a conservação das aguas e solos nas cidades e na qualidade da vida urbana e rural.
Vivemos um momento de mudanças climáticas significativas, temos a pretensão de pensar essa questão através do olhar da psicologia.
A nossa contribuição se pautará por 3 questões:
1- Como reprimimos nosso padecimento ao mundo natural e danificamos a natureza?
2- Como isso impacta nosso cotidiano e nosso fazer profissional?
3- Como resgatar nosso pertencimento ao mundo sensível e colaborar para o enfrentamento da mudança climática e as consequências psíquicas as mesmas?
- Angela Maria Müller: arquiteta e urbanista (UNISINOS/RS), pós-graduada em Cidades: gestão estratégica do território urbano (UNISINOS). Experiência na área pública em atividades relacionadas à gestão e planejamento do território urbano, onde atuou na coordenação técnica e articulação de equipes multidisciplinares na implantação de projetos de habitação de interesse social, regularização fundiária e meio ambiente. Membro efetivo da Sociedade de Psicologia do RS – Núcleo São Leopoldo, onde integra o Comitê de Políticas Públicas e a Rede de Conversas Lúdicas. Conselheira suplente no CMS/SL.
- Karin Kepler Wondracek: psicanalista, membro pleno da Sigmund Freud Associação Psicanalítica, professora aposentada da Faculdades EST, pesquisadora da relação entre psicanálise, espiritualidade e natureza.
- Humberto Dauber: possui graduação em Agronomia pela UFRGS (1980). É especialista no Sistema Plantio Direto, na área de fertilidade do solo. Tem experiência na área de vendas, no gerenciamento e formação da equipe de vendas. Atualmente está voltado para o agronegócio, especialmente em marketing rural, horticultura e produções culturais.