22 jun - 2026 • 19:00 > 24 jun - 2026 • 21:00
22 jun - 2026 • 19:00 > 24 jun - 2026 • 21:00
SOBRE:
O feminismo radical transexcludente - que se reelabora como crítico de gênero - não é um fenômeno recente, mas ganhou novos contornos no contexto de uma ofensiva global contra os estudos de gênero e vem crescendo, principalmente no cenário virtual, onde as dinâmicas de engajamento e circulação de informações são particularmente favoráveis às suas estratégias.
Entre os principais aspectos da narrativa deste movimento está uma polarização entre o pensamento feminista e os estudos de gênero que ignora as continuidades e a interdependência desses campos de estudos. Trata-se de um processo de revisionismo histórico que permite às radicais contemporâneas reivindicar um feminismo "original" - e fantasioso - simplificado até a distorção como contraponto acadêmico aos estudos de gênero, campo que é tomado como monolítico, ideológico e masculinista, ecoando os ataques à "ideologia de gênero" organizados por setores conservadores.
Com o objetivo de qualificar os debates - oferecendo, inclusive, bases para críticas fundamentadas a algumas limitações dos estudos de gênero contemporâneos - esse curso propõe uma retomada do feminismo radical histórico, demonstrando aspectos de continuidade e descontinuidade em relação ao feminismo radical transexcludente contemporâneo, por um lado, e em relação aos estudos de gênero e à teoria queer, por outro.
No primeiro encontro, partiremos das discussões presentes nos artigos "A deriva transfóbica do feminismo radical dos anos 1970" - de Rafaela Cyrino -, "Um feminismo radical é sempre um feminismo materialista?" - de Cyrino, Santiago e Cipriano - e no livro "Trans feminist epistemologies in the US Second Wave" - de Emily Cousens, para debater a construção de narrativas políticas em diálogo com a sistematização histórica do pensamento feminista.
No segundo encontro, vamos retomar algumas posições defendidas pelas radicais contemporâneas, confrontando-as com o desenvolvimento histórico do campo feminista, para demonstrar suas limitações, distorções e falácias argumentativas.
O curso tem caráter introdutório e não exige conhecimento prévio acerca do tema, embora a leitura dos textos sugeridos possa facilitar a participação nos debates.
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Sald Coelho é sapatão não-binárie, educadora em sexualidade, pesquisadora de gênero com foco em lesbianidades e mestre em educação pela USP, onde desenvolveu pesquisa acerca da sociabilidade lésbica em contexto universitário. É mãe não gestante, autista, macumbeira e grande apreciadora dos cursos da Brava porque acredita no compartilhamento de saberes e no cruzamento de fronteiras.
INFORMAÇÕES:
Data e horário: 22/06 + 24/06 das 19h às 21h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$50
Opção 02 - Intermediario: R$75
Opção 03 - Ideal: R$100
BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesSelecione o evento desejado e toque no botão acessar evento
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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