18 mai - 2026 • 19:00 > 25 mai - 2026 • 21:00
18 mai - 2026 • 19:00 > 25 mai - 2026 • 21:00
SOBRE:
Este curso convida todes a um mergulho teórico-poético nas ruínas do capitalismo, explorando como a vida persiste e se reorganiza através de alianças selvagens e resistências mais-que-humanas
A partir de uma perspectiva anarquista, antiespecista e decolonial, questionaremos o ideal normativo do "Humano" — branco, eurocêntrico e especista — para dar visibilidade a outros projetos de criação de mundos
A metodologia propõe o "rastejar/rastrear" histórias como um compromisso ético e sensorial, buscando ouvir as vozes mais-que-humanas silenciadas e as presenças invisibilizadas que habitam os interstícios do sistema colonial-moderno
Ao longo de três encontros, discutiremos conceitos fundamentais como fricção, assembleia e precariedade(Tsing, te amo), articulando-os com exemplos concretos de indisciplina animal: desde a fuga de vacas de abatedouros até as linguagens secretas de elefantes e a cognição coletiva das aranhas Veremos e entenderemos as perspectivas multiespécie de diferentes origens e terminaremos pensando na aplicação de tudo isso com as alianças selvagens (conceito pensado e praticado por mim e Anahi Gabriela González).
Este não é apenas um estudo sobre animais, mas uma convocação para desaprender o monopólio da linguagem Humana e imaginar futuros plurais, fluidos e fugitivos.
Encontro 1: Fricções e Ruínas — Desconstruindo o Monopólio do "Humano"
A Práxis como Ponto de Partida: "rastejar" e contar histórias como uma metodologia
Crítica ao Ideal Normativo do Humano
Zonas de Fricção e Lacunas: O conceito de fricção (Anna Tsing) como o encontro desconfortável
Plantations e Escalabilidade
A precariedade como condição de vulnerabilidade mútua
Encontro 2: Resistência e Indisciplina — A Animalidade como Sujeito Político
Animalidade e Colonialidade
Biopoder e Necropolítica Animal
Indisciplina Animal: Revisitando o conceito de resistência
Rastreando Histórias de Fuga e Sabotagem: casos de Emily, Tilikum, Molly B, o tigre Hu, as capivaras de Nordelta e mais.
A Arte de Notar a Perturbação
Encontro 3: Mundos Multiespécie, Alianças Selvagens e Poéticas do Comum
Mundos e perspectivas Multiespécie
Aprendendo com aranhas, lulas, baiacus, abelhas e mais.
Alianças Selvagens (Indomesticáveis)
Transfeminismos Antiespecistas e Animalidade Queer: A animalidade como ponto de encontro
F(r)icções Poéticas para Reimaginar o Comum
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Martina Davidson (elu/ela) é sapatão não-binárie, transfeminista decolonial, anarquista e militante em prol da libertação animal. Mestrie (UFF) e doutore (UFRJ) em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva. Professore e pesquisadore nas temáticas de gênero, animalidade, decolonialidade e anticapitalismos. Autore do livro "Repensando o Veganismo", publicado pela editora Ape'ku (2021).
INFORMAÇÕES:
Data horário: 18/05 + 20/05 + 25/05 das 19h às 21h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$60
Opção 02 - Intermediario: R$85
Opção 03 - Ideal: R$110
BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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