10 jun - 2022 • 17:30 > 10 jun - 2022 • 19:30
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Partindo de uma discussão sobre a
atração que a personagem C.G. Jung e o movimento junguiano exercem sobre os
místicos, pretende-se apontar os efeitos deletérios que isso tem para a
afirmação da área não somente frente à Ciência, mas frente às outras abordagens
psicoterapêuticas. Num segundo momento, pretende-se exercitar uma leitura – conduzida
com “aproximação e distanciamento crítico” – da forma religiosa como os
junguianos estabeleceram sua relação com as ideias de Jung. Pretende-se
apresentar uma breve discussão sobre as contribuições dos três heterônimos (metafóricos)
do homem de Zurique (o “cientista, o “ensaísta” e o “terapeuta”) e refletir
sobre o modo como o apego dos junguianos a conceitos e temas como arquétipos,
sincronicidade, Si Mesmo, alquimia, etc. (incluindo a práticas questionáveis como a astrologia,
pseudocientíficas como a homeopatia, e despropositadas como aplicações psicológicas
para a “física quântica” – sempre com a frouxa justificativa do simbólico),
funciona como um limitador para a valorização das reais contribuições
junguianas – como, por exemplo, a teoria dos complexos e a sua original
abordagem dos sonhos e da criatividade. Argumenta-se que muito da prática dos
junguianos hoje se baseia mais em um desejo inconsciente de auto empoderamento
através da fantasia de dominar um conhecimento transcendental do que em, de
fato, construir uma prática e uma epistemologia fundamentadas em evidências. Finalmente,
propõe-se uma reflexão sobre as possibilidades que um investimento sincero em
submeterem-se os conceitos junguianos a confirmações experimentais que as
retirem do mar de justificativas anedóticas que as mantém mergulhadas no “lodo
negro do ocultismo” podem trazer para o campo da Ciência Psicológica.
Claudio Paixão Anastácio de Paula
Atualmente realizando estágio
Pós-Doutoral no “Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia”
(Ibict/RJ), vinculado ao “Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações”
(MCTI). Entre os anos de 2020 e 2021 atuou como Professor Residente no “Instituto
de Estudos Avançados Transdisciplinares” (IEAT) da UFMG. É Doutor em Psicologia
Social pela Universidade de São Paulo (2005), mestre em Ciência da Informação
pela Universidade Federal de Minas Gerais (1999), graduado em Psicologia –
Habilitação em Psicologia Clínica – pela Fundação Mineira de Educação e Cultura
(1994) e possuindo bacharelado e licenciatura em Psicologia pela mesma
instituição (1993). Foi Membro do Comitê Executivo da International
Association for Junguian Studies
(IAJS) por um breve período entre 2006 e 2007. Atualmente é Professor Associado
do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Ciência da
Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde coordena o
Gabinete de Estudos da Informação e do Imaginário (GEDII) – grupo de pesquisa
registrado no diretório de grupos de pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico).
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O Instituto Junguiano de São Paulo-IJUSP, fundado em 02 de janeiro de 1994, é uma entidade sem fins lucrativos, que representa regionalmente a Associação Junguiana do Brasil-AJB, por sua vez filiada à International Association for Analytical Psychology-IAAP, com sede em Zurique, Suíça, matriz do movimento junguiano internacional, que dá a chancela para o curso de formação de analistas junguianos do Instituto.
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