03 ago - 2026 • 19:00 > 04 ago - 2026 • 21:00
03 ago - 2026 • 19:00 > 04 ago - 2026 • 21:00
SOBRE:
Este curso propõe uma investigação crítica dos imaginários coloniais e de seus desdobramentos na constituição da subjetividade e na prática clínica contemporânea. Partindo da crítica ao pensamento moderno-colonial, analisaremos como determinadas concepções de corpo, alma, razão, desejo e diferença foram produzidas historicamente e constroem diferentes formas de escuta e intervenção clínica.
Ao longo dos dois encontros, investigaremos como os imaginários coloniais participam da produção da subjetividade e atravessam as práticas clínicas contemporâneas. Partindo da crítica à divisão moderna entre corpo e alma e às hierarquias de saber produzidas pela colonialidade, discutiremos os efeitos da violência colonial nos processos de subjetivação, articulando contribuições de Frantz Fanon, Grada Kilomba e da psicanálise para refletir sobre branquitude, recalque e defesa do eu. Também analisaremos a construção imaginária colonial por meio de representações como a máscara de Anastácia e das relações entre colonialismo, erotização e fantasia. Em seguida, abordaremos a descolonização como transformação das estruturas que sustentam a colonialidade, debatendo sobre os afetos, o desejo, a raiva e o erótico como dimensões fundamentais para a construção de outros modos de existência e de cuidado. A partir de autoras e autores como Audre Lorde, Gloria Anzaldúa, Shirley Anne Tate e Neusa Santos Souza, refletiremos sobre a clínica como espaço de escuta comprometido com a liberdade, a diferença e a produção de vida.
Por fim, discutiremos os afetos na clínica, o conceito de pulsão sob uma perspectiva esquizoanalítica, a colonialidade como ordem social e a noção de desejo como força de transformação e produção de vida. O percurso culmina na seguinte questão: como produzir uma prática clínica capaz de acolher, sustentar e desejar a diferença?
AULA 1 — IMAGINÁRIOS COLONIAIS E PRODUÇÃO DA SUBJETIVIDADE
1. corpo, alma e a invenção dos dualismos
2. violência colonial e processos de subjetivação
3. erotização, fantasia e imaginário colonial
4. crítica da colonialidade e pluralidade dos saberes
AULA 2 — AFETOS, DESEJO E PRÁTICAS DE LIBERDADE
1. descolonização e transformação social
2. raiva, amor e reconhecimento
3. erótico, desejo e potência de vida
4. clínica, diferença e produção de liberdade
Publico alvo: Pesquisadoras(es), curioses e profissionais interessades nas interfaces entre clínica, subjetividade, colonialidade, raça, gênero e produção de diferenças. Pessoas formadas em psicologia, psicanalistas, terapeutas, estudantes e áreas afins.
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO
Ana Carolina Dias
Psicóloga antimanicomial cuja prática clínica é orientada pela escuta ativa e pela valorização das diferenças, com sólida experiência em liderança de projetos sociais, culturais e intersetoriais com foco no impacto comunitário através da justiça social, equidade racial e de gênero. Atuação em articulação institucional, políticas públicas, gestão de equipe e cuidado interseccional. Mestra em Psicologia Social, professora, pesquisadora e artista com produções voltadas à justiça social e aos marcadores sociais da diferença. Colabora em projetos interdisciplinares que promovem o cuidado integral e a transformação social. Amplo percurso na rede de saúde mental pública, também já atuou no acompanhamento e fortalecimento de organizações de pessoas atingidas por crimes socioambientais.
INFORMAÇÕES:
Data e horário: 03/08 + 04/08 das 19h às 21h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$50
Opção 02 - Intermediario: R$75
Opção 03 - Ideal: R$100
BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://docs.google.com/forms/d/1PgC3ZiV1l3Xba7KJ_0z8rSakIdkPLdLT5E2AMDs0Ksg/preview
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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