23 mai - 2022 • 20:30 > 06 jun - 2022 • 22:00
23 mai - 2022 • 20:30 > 06 jun - 2022 • 22:00
Coordenadores: Vanessa Biscardi e Tiago Alves.
Comissão Organizadora: Juliano Bonfim e Natália Gomes.
Cronograma: 3 encontros às segundas-feiras, de 20:30h às 22h, nos dias 23/05, 30/05 e 06/06
Ementa
Em nossa cultura, a percepção da chegada na velhice mostra-se associada principalmente a aspectos negativos, especialmente entre os mais jovens. O etarismo, preconceito baseado na idade, gera discriminação, restrição de oportunidades e tratamento desigual. Junto a isso, ao longo de décadas a população LGBTQIA+ tem sido marginalizada e precisou transgredir normas socioculturais, romper vínculos afetivos e de suporte social da família biológica, na tentativa de conquistar sua liberdade, autonomia, independência e expressão de sua identidade.
No Brasil, não existem dados precisos quanto ao número de pessoas idosas LGBTQIA+, pois informações sobre a orientação sexual e a identidade de gênero não têm sido recolhidas de forma sistemática nos Censos e pesquisas desenvolvidas. O estigma social e o etarismo também reforçam o silenciamento dessa população que, por vezes, prefere não se identificar em um cenário tão hostil.
Observar o contexto das velhices LGBTQIA+ é se deparar com possibilidades de envelhecimento tão diversas quanto as identidades de gênero e orientações sexuais em um ambiente que insiste em sustentar um discurso simplista de que “somos todos iguais”. Com isso, muitas pessoas idosas, que não se identificam com o ideal heteronormativo e/ou com uma identidade cisgênero são invisibilizadas e sofrem.
O grupo de investigação Velhices LGBT objetiva realizar 3 encontros de estudo exploratório sobre a diversidade de velhices LGBTQIA+, em interface com a psicanálise. Os encontros acontecerão na modalidade on-line e serão norteados por bibliografia básica compartilhada para leitura prévia e discussão conjunta, a fim de se levantar questões que possam fomentar pesquisas sobre a temática, bem como contribuir para uma escuta clínica crítica e sensível ao sofrimento psíquico e ao contexto de vida desses sujeitos.
Cronograma
Lima, Juliana Lang. Qual a idade da pulsão? (reflexões metapsicológicas sobre o envelhecimento). Rev. CEPdePA, 2019, v. 26, pp. 241-252. Disponível em: https://cepdepa.com.br/wp-content/uploads/2020/04/16-Juliana-Lang-Lima-Qual-a-idade-da-puls%C3%A3o-reflex%C3%B5es-metapsicol%C3%B3gicas-sobre-o-envelhecimento.pdf
Matos, Vanessa Biscardi e Belo, Fábio Roberto Rodrigues. Transformações do eu na velhice: consequências psíquicas e para a prática clínica. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental [online]. 2021, v. 24, n. 03, pp. 641-664. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rlpf/a/ctCMT3ZkvWcxv8PdyrS8QhJ/#
Freud, S. (1905). Os três ensaios sobre a teoria da sexualidade. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Edição Standard Brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
Freud, S. (1920). A psicogênese de um caso de homossexualismo numa mulher. Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Edição Standard Brasileira, vol. XVIII, Rio de Janeiro: Imago, 1996.
Laplanche, J. (2015). O gênero, o sexo e o Sexual. In: Sexual: a sexualidade ampliada no sentido freudiano 2000-2006. Tradução: José Carlos Calich et al. Porto Alegre: Dublinense, p. 154- 189.
Medeiros, T. D. (2016). Da solitude do desejo: estéticas homoeróticas na velhice. Conferência apresentada no I Congresso Nacional de Envelhecimento Humano (Natal, RN, Brasil). Disponível em https://www.researchgate.net/publication/339796783_DA_SOLITUDE_DO_DESEJO_ESTETICAS_HOMOEROTICAS_NA_VELHICE
Rebellato, C.; Azevedo, D. L.; Miguel, D. F.; Silva, R. P. (2021). Precisamos falar sobre velhices LGBTI+. Cap. 1, pp. 16-23. In: Rebellato, C.; Gomes, M. C. A.; Crenitte, M. R. F. (org.). Introdução às velhices LGBTI+. Disponível em http://www.sbggrj.org.br/rj/wp-content/uploads/2019/09/Livro-Introducao-as-velhices-LGBTI.pdf
Souza, L. L. (2021). Sexualidade e identidade de gênero de pessoas idosas. Cap. 17, pp. 142-151. In: Rebellato, C.; Gomes, M. C. A.; Crenitte, M. R. F. (org.). Introdução às velhices LGBTI+. Disponível em http://www.sbggrj.org.br/rj/wp-content/uploads/2019/09/Livro-Introducao-as-velhices-LGBTI.pdf
Thamy Ayouch. Da transsexualidade às transidentidades: psicanálise e gêneros plurais. Percurso, Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. 2015, Exigências da clínica e da cultura à psicanálise, pp.23-32. Disponível em https://hal.archives-ouvertes.fr/hal-01498414/document
**Haverá emissão de certificado para os participantes.
Caso a proposta não alcance o número mínimo de participantes para sua realização, os valores pagos serão devolvidos conforme estabelecido pela plataforma do Sympla.
Política de boa convivência para atividades
on-line:
O tempo da proposta será dividido em apresentação e
explicação do conteúdo e breve discussão da temática.
São dos
alunos as seguintes atribuições:
- Ter uma
internet confiável que o possibilite participar das atividades e discussões. O
Nappsi não se responsabilizará por eventuais quedas de conexão ou má qualidade
da mesma ocorridas no ambiente escolhido pelo aluno;
- Entrar na
plataforma selecionada pela instituição no tempo determinado da aula;
- Encontrar
um local adequado para a participação no evento;
- Utilizar
vestimenta adequada para a atividade on-line;
- Manter o
microfone desligado durante a explanação do conteúdo para que não haja
interferência de ruídos externos no momento de exposição. No momento destinado
para trocas e discussões, ter cuidado para não atropelar a fala de outros
colegas;
- Manter a
câmera preferencialmente ligada e direcionada à sua face. Caso necessite
se ausentar, desligar a conexão e se reconectar quando voltar.
São do
Nappsi as seguintes atribuições:
- Fornecer a melhor conexão possível para a transmissão das aulas on-line
** Os encontros não são gravados, por esse motivo só é possível acompanhar a transmissão em tempo real.
Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
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Nappsi -Núcleo de Atendimento e Pesquisa em Psicanálise
O Nappsi – Núcleo de Atendimento e Pesquisa em Psicanálise – foi constituído por um grupo de Psicólogos que, ao longo de suas trajetórias acadêmica e profissional, demonstraram um comum interesse em desenvolver a pesquisa teórica em Psicanálise e realizar atendimento clínico na cidade de Belo Horizonte.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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