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Teatralidades/Identidades: Experiências e perspectivas - MÓDULO 2

Evento encerrado

Teatralidades/Identidades: Experiências e perspectivas - MÓDULO 2

29 mar - 2021 • 19:00 > 03 abr - 2021 • 21:00

 
Evento Online via Google Meet

Descrição do evento

TEATRALIDADES/IDENTIDADES: EXPERIÊNCIAS E PERSPECTIVA - MÓDULO II

Minicurso


Curso online; Módulo II. De 29 (segunda) de março a 03 (sábado) de Abril, das 19h às 21h. Minicurso com 6 (seis) aulas, carga horária de 12 (doze) horas com certificação. Via plataforma Google Meet. Os módulos do curso são independentes. Aulas gravadas e disponibilização do material digital (gravação) aos alunos, por período determinado.


Apresentação:

Em tempos de pandemia e militarismo democrático, quais perspectivas de teatro nos permitimos ou conseguimos visualizar? Em que medida as questões de identidade nacional, mundialismo cultural, tecnologia, classe, gênero e racismo impactam nossas teatralidades/identidades de individualidades/coletividades? 

A Aruanda Mundi reúne nesse minicurso doze profissionais da área do Teatro com experiências pedagógica/prática e de pesquisa nesse campo do saber-fazer contemporâneo, em aulas expositivas e de ‘troca’ de idéias, com o objetivo de trazer um conteúdo acessível e reflexivo sobre Teatralidades/Identidades.


Programação:

DATA

PROFESSOR/A/E

Aula 1 - segunda-feira, 29/03, das 19h às 21h

Rudinei Borgesdos Santos 

“Ouvir o banzeiro - Poéticas, narrativas orais, autobiografias e escrituras dramatúrgicas”

Aula 2 - terça-feira, 30/03, das 19h às 21h


Raphael Garcia

“A personagem negra – superfícies e profundidades, caminhos para uma construção”

Aula 3 - quarta-feira, 31/03, das 19h às 21h


Adriana Paixão

“Teatralidade negra em perspectiva feminina e periférica”

Aula 4 - quinta-feira, 01/04, das 19h às 21h


Miriam Selma

“InspirAção, RespirAção e ReAção em Meio ao Caos”

Aula 5 - sexta-feira, 02/04, das 19h às 21h


Aysha Nascimento

“TEATRO NEGRO E AS TRANSVERSALIDADES DIASPÓRICAS”

Aula 6 - sábado, 03/04, das 19h às 21h


Ave Terrena

“Memória e Presença de Dramaturgias Trans e Travestis no Brasil”


Aulas: 

29/03 - Ouvir o banzeiro - Poéticas, narrativas orais, autobiografias e escrituras dramatúrgicas, com Rudinei Borges dos Santos 

A oficina é um convite à escrita da cena, território de esperanças, atelier onde são narradas e partilhadas lembranças, sonhos e histórias de vida. O campo da escrita cênica surge como lugar de fala das vozes negras, mas também como lugar de reencantamento da vida e instauração da dignidade humana. O direito à literatura implica, aqui, no registro de testemunhos e memórias do povo negro. São as linhas da (re)existência tecidas em relatos autobiográficos, as tantas vidas numa primeira pessoa, a apresentação do rosto negro que, a partir da reminiscência, reinaugura o presente, um mundo mais justo, menos racista e desigual. O atelier será orientado a partir da leitura dos livros “Quarto de despejo”, de Carolina Maria de Jesus,  “Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano”, de Grada Kilomba, e da leitura do texto da peça “Arrimo”, de Rudinei Borges dos Santos, em que o autor narra a trajetória e luta de sua mãe para criar sozinha os filhos na periferia da Amazônia brasileira.


*Rudinei Borges dos Santos. Poeta e dramaturgo. Sua escrita cênica adentra territórios do Brasil profundo e às margens, com registro narrativo de memórias negras e ameríndias. É doutorando e mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), com licenciatura em Filosofia. Autor de mais de 15 peças encenadas no Brasil e em Angola. Autor dos livros "Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores", "Memorial dos meninos", "Dentro é lugar longe" e "Chão de terra batida". Foi finalista do Prêmio Shell de Teatro (SP) com a dramaturgia da peça "Dezuó: breviário das águas" (2016), que versa sobre a resistência de ribeirinhos frente aos megaprojetos de construção de usinas hidrelétricas nos rios da Amazônia. É diretor teatral e artístico do Núcleo Macabéa.



30/04 -  A personagem negra – superfícies e profundidades, caminhos para uma construção, com Raphael Garcia 

Neste encontro, parto de perguntas elaboradas em processos de criação teatral. Tendo como base experiências de sala de ensaio no teatro negro, fricciono referências na tentativa de responder perguntas-chave para atores, atrizes e diretorxs. Quais elementos constituem a personagem negra? Quais os campos de investigação permitidos a atores e atrizes negrxs? Quais espaços de representação corpxs negrxs ainda não habitaram? 


*Raphael Garcia. Um dos fundadores do Coletivo Negro de Teatro, atuou nas peças “Movimento número 1: O silêncio de depois...” e “Revolver”, além de dirigir o espetáculo “Entre”. Ator formado pela Escola de Arte Dramática da USP, onde trabalhou em espetáculos dirigidos por Georgette Fadel, Iacov Hillel e Mário Piacentinni. Por alguns anos desenvolveu parcerias com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Cia. Pessoal do Faroeste, Cia. os Crespos e Grupo Trança de Teatro, onde dirigiu o espetáculo “Corpo Notícia – relatos sobre o amor e a violência”. Integrou o elenco do espetáculo “Navalha na carne negra”, dirigido por José Fernando Peixoto de Azevedo, pelo qual ganhou o prêmio Aplauso Brasil de melhor ator coadjuvante. Pesquisador do Teatro Negro, participou de festivais teatrais em Angola e Costa do Marfim. Bacharel e licenciado em Letras pela USP, também integrou a equipe de arte educadores e formadores em étnico- racialidade da Secretaria Municipal de Educação da prefeitura de São Paulo. Atualmente é artista docente convidado na SP Escola de Teatro.



31/03 - Teatralidade negra em perspectiva feminina e periférica, com Adriana Paixão

Encontro expositivo sobre processos de criação e repertório á partir da experiência de circulação. Traçar paralelos do teatro negro proposto por Capulanas com a compreensão de escola das tradições afro diaspóricas. 


*Adriana Paixão. Atriz, cientista social, arte-educadora em teatro, professora de sociologia, pesquisadora e articuladora cultural, especialista em Gestão Cultural Contemporânea pelo Instituto Singularidades e Itaú Cultural, mestranda em antropologia social pela Universidade de São Paulo. Atua na Capulanas Cia de arte negra desde 2007, a qual é co-fundadora,  integrante do núcleo cênico e atriz-pesquisadora. 



01/04 - InspirAção, RespirAção e ReAção em Meio ao Caos, com Miriam Selma

Este encontro será pautado na relação Arte Periférica X Poder Econômico.

  • Quais são dispositivos que impulsionam o processo criativo nas margens da cidade em meio a crise capital?
  • Como se dá essa produção e por onde perpassa a formação da maioria dos criadores de arte na periferia?
  • A criação periférica está alheia à conjuntura social ou a sua arte é fruto dela?


*Miriam Selma. Atriz, arte-educadora, cenógrafa, figurinista, dramaturga, pesquisadora da cultura afro. Há 25 anos fundou o Grupo Teatral Negro Sim ao lado de Tony Moreno e Débora Carolyne. É diretora da Companhia do Baú Encantado, que produz espetáculos infantojuvenis.

Foi eleita delegada de Cultura de São Paulo na Conferência Municipal de Cultura, pela sociedade civil em 2013.
 Há 20 anos desenvolve um trabalho de pesquisa teatral e produções periféricas com recorte na cultura afro e cultura popular junto à comunidade e ao Grupo Mito na Casa de Cultura do Butantã. É idealizadora da Coletiva Levante Mulher  - 2013, que realiza ações culturais para o enfrentamento do machismo, do racismo e as demandas que atinge a mulher na sociedade.



02/04 - TEATRO NEGRO E AS TRANSVERSALIDADES DIASPÓRICAS, com Aysha Nascimento

A aula visa apresentar de forma suscinta alguns procedimentos de criação teatral partindo das experiências da formadora no Teatro Negro da cidade de São Paulo. A partir de experimentações na oralidade e na construção da imagem, suscitar reflexões cênicas sobre as representações e pontos de vistas, na expectativa de provocar discussões sobre novos imaginários e disputas de narrativas através do de grupo colaborativo.


*Aysha Nascimento. Atriz, dançarina e diretora de Teatro, formada pela Escola Livre de Teatro de Santo André (2007) e licenciada e bacharelada em Dança pela Universidade Anhembi Morumbi (2018). Integrante fundadora da companhia de Teatro de Rua da Cidade de São Paulo Cia. Dos Inventivos (2005). Integrante fundadora do grupo de Teatro Negro Coletivo Negro (2008). Integra como intérprete criadora desde 2016 a companhia de Dança Negra contemporânea a Cia Sansacroma fundada em 2002. Atriz do espetáculo Gota d'água {Preta} com direção e concepção de Jé Oliveira (2019). 



03/04 - Memória e Presença de Dramaturgias Trans e Travestis no Brasil, com Ave Terrena

Partindo de textos da teoria queer em abordagem descolonial, serão apresentadas referências de dramaturgias feitas por ou sobre pessoas transgêneras e travestis brasileiras, que lançam questões relevantes para reflexão sobre a recepção de perspectivas transviadas e sua influência nas artes. O conceito de “dramaturgia” aqui é alargado, e inclui desde textos teatrais até roteiros, desfile de moda, músicas e programas performativos.


*Ave Terrena. Dramaturga, poeta, performer, diretora teatral e professora na Escola Livre de Teatro de Santo André. Entre seus trabalhos recentes, estão “Segunda Queda”, que estreou no Teatro Oficina em 2020, “as 3 uiaras de Sp city”, estreada no CCSP, e “Cartas de uns Travesti Brasileña”, obra cênica híbrida com audiovisual, que estreou nas redes da Coordinación Nacional de Teatro do México em 2020.


TODOS OS ENCONTROS/AULAS POSSUEM BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA, A SER ENCAMINHADA APÓS A INSCRIÇÃO

_Imagem do evento: Capa do livro ”O teatro negro de Aimé Césaire”, de Lilian Preste de  Almeida


Política do evento

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Aruanda Mundi é um coletivo empresa com foco na divulgação de atividades, eventos e trabalhos de artistas que tenham como base, especialmente, a cultura afro-brasileira

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