17 jul - 2021 • 09:00 > 17 jul - 2021 • 12:00
17 jul - 2021 • 09:00 > 17 jul - 2021 • 12:00
Como os homens se relacionam? E as mulheres? Seria possível pensar uma especificidade do masculino e outra do feminino no que se refere ao amor, ao sexo e ao gozo? Mais ainda, seria o homem masculino e a mulher feminina? E quanto aos relacionamentos homoafetivos, estariam pautados em outra lógica que não uma heterossexual? Em que seriam semelhantes? É pra dar conta destas questões que proponho o presente estudo, que tem por objetivo investigar a construção das fórmulas da sexuação (desenvolvidas sobretudo ao longo dos seminários 18, 19, 20 e 21 de Lacan). Por meio da tabela da sexuação (figura abaixo) Lacan postula uma série de posições assumidas pelos seres falantes no campo do amor e do sexo.
No entanto, os matemas de Lacan com frequência assustam os interessados em estudar sua psicanálise, por isso proponho para os "estudos lacanianos" uma abordagem fundamentalmente clínica. Ou seja, que possamos por meio de exemplos concretos da clínica e da cultura (personagens do audiovisual e da literatura) compreender a teoria. Por exemplo: se cada matema presente na tabela corresponde à uma experiência de gozo diferente, quando Lacan fala de $<>a (o gozo fetichista da fantasia fundamental) de qual fenômeno exatamente ele está falando? Uma vez que para a psicanálise a clínica é soberana, como é possível identificar a teoria na experiência das pessoas?
Como podemos nos servir de tais formulações para melhor compreender nossa época e os diversos fenômenos que ela comporta, tais como: a crescente virtualização das relações, os amores líquidos de Bauman, a dita masculinidade toxica, a violência contra a mulher e contra os LGBTQIA+, a sofrência no amor cantada tanto no sertanejo quanto na MPB, dentre outros mais? Em síntese, proponho uma questão centrar para nos nortear: como amam, desejam e gozam os seres falantes? E espero que com tal questão vocês sintam-se instigados à juntos desbravarmos mais este estudo. Aguardo vocês!
ATENÇÃO: NÃO É NECESSÁRIO leitura prévia para participação no estudo, mas será enviada uma lista bibliográfica como recomendação quando a inscrição tiver sido confirmada.

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Henrique Alves Lopes
Sou psicanalista e escritor. Atendo presencialmente e online, com consultório em Goiânia-GO. Minha trajetória com a psicanálise começou na graduação mas extrapolou o espaço acadêmico. A arte sempre atravessou esse caminhar, em especial o cinema e a literatura. Concordo que Lacan é difícil, mas não compactuo com os psicanalistas que querem fazê-lo impossível. Aos que se interessarem, podem me acompanhar mais de perto pelo instagram: @henriquealo. Por lá, psicanálise e vida cotidiana entrelaçados.
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