15 jun - 2026 • 19:00 > 15 jun - 2026 • 21:00
15 jun - 2026 • 19:00 > 15 jun - 2026 • 21:00
SOBRE:
Pessoas trans, lésbicas, sapatonas, bichas. Pessoas mais velhas, negras, indígenas. Esses e outros grupos foram convencidos de que a universidade não era um lugar para estar — e, caso estivessem lá, seriam invisíveis. O modelo de produção e reprodução científica que utilizamos foi estruturado por e para homens brancos, cisgêneros e heteronormativos, e ainda hoje se sustenta através de violências naturalizadas. Parte desse projeto é fazer você acreditar que não consegue escrever por uma suposta falta de comprometimento individual.
A partir das discussões e implementações das ações afirmativas no Brasil, uma onda irreversível trouxe para dentro da universidade pessoas com experiências diversas. Essas pessoas, como pequenas bombas, têm abalado as estruturas da universidade e revelado que o bloqueio da escrita não é falha pessoal, mas sintoma de um processo histórico e cultural. Por isso é necessário discutir os efeitos dessa guerra de narrativas e pensar em conjunto novas estratégias para desviar da rigidez intelectual e escrever os trabalhos com fluidez.
Este encontro é um espaço de reflexão e reconhecimento. A proposta não é ensinar normas ou produtividade, mas compreender como a escrita acadêmica foi construída, quem ela silenciou e quais efeitos emocionais e políticos isso produz em nossos corpos e trajetórias. A partir dessa consciência, buscamos criar condições de autorização de voz e presença no discurso acadêmico.
Estrutura do Encontro
PARTE 1 - Resquícios da guerra:
Porque estamos aqui?
Mitos e crenças sobre a escrita acadêmica
Escrita e adoecimento
O bloqueio como sintoma, não falha individual
2. O Silenciamento:Escrita, Corpo e Bloqueio
Contexto histórico dos processos de escrita
Perfil do “escritor ideal”
Escrita como capital desigualmente distribuído
O bloqueio como sintoma, não falha individual
Apagamento de memórias não brancas e não heterossexuais
3. Fechamento — Autorizar-se a Dizer
Exercício breve de autorização de voz
Dentro de uma sociedade colonial, a escrita é poder.
Reconhecimento da experiência individual como fonte legítima de conhecimento
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Tolegí é um sapatão de São Paulo, mora em Salvador e passou por Florianópolis. Doutor em História pela UFSC. Desenvolve pesquisas nas áreas de estudos de gênero e sexualidade, com foco nos atravessamentos do racismo na produção cultural de mulheres negras. Investiga as relações de poder que permeiam o fazer científico e compartilha estratégias de sobrevivência aos modelos hegemônicos de escrita acadêmica. Atua com assessoria pedagógica, consultorias, oficinas e palestras voltadas ao letramento racial.
INFORMAÇÕES:
Data e horário: 15/06 das 19h às 21h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$30
Opção 02 - Intermediario: R$50
Opção 03 - Ideal: R$70
BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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