20 jul - 2026 • 19:00 > 21 jul - 2026 • 21:00
20 jul - 2026 • 19:00 > 21 jul - 2026 • 21:00
SOBRE:
A construção do conhecimento tem sido historicamente atravessada por estruturas de poder que definem quem pode falar e quais saberes são legitimados. As produções hegemônicas estão intrinsecamente ligadas à autoridade racial, de modo que o privilégio da fala é negado às pessoas negras e seus modos de produção de saberes são frequentemente invalidados. Este curso tem como objetivo apresentar e discutir a perspectiva de pensadoras negras como Denise Ferreira da Silva, Grada Kilomba, bell hooks e Patricia Hill Collins sobre conhecimento, poder e colonialidade. A partir dessas autoras, buscamos pistas teóricas para a descolonização dos saberes e a construção de narrativas que questionem os paradigmas hegemônicos do conhecimento.
Em dois encontros, propomos um mergulho no pensamento crítico afrodiaspórico, explorando suas abordagens teórico-metodológicas e trazendo à tona a importância da experiência vivida na construção do conhecimento. Partimos da compreensão de que o conhecimento dominante branco-colonial-cisheteronormativo tem produzido epistemicídios e deslegitimado existências que não se encaixam nesse paradigma.
Neste curso, problematizaremos a neutralidade científica e provocaremos fissuras no pensamento ocidental. Em todo o território afrodiaspórico, mulheres negras empreenderam lutas pela sua sobrevivência e pela de suas comunidades e, como pensadoras, têm desenvolvido categorias de análise e metodologias que possibilitam a abordagem crítica de temas como ciência, política, economia e sexualidades — um processo que chamamos de ativismo intelectual.
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Marjorie Chaves é oxunista, afrodiaspórica e contracolonial. Benzedeira cerratense, é guardiã da sabedoria do ventre e da saúde integrativa em uma perspectiva afropindorâmica. Atua nos campos do pensamento negro radical, da história social das mulheres negras e dos estudos de gênero, com ênfase em direitos sexuais e justiça reprodutiva. Seu engajamento abrange educação popular em saúde, saúde da população negra e políticas de equidade em saúde, promovendo ações de educação permanente. Coordena o Observatório da Saúde da População Negra, vinculado ao Núcleo de Estudos de Saúde Pública (Nesp/FS-UnB).
INFORMAÇÕES:
Datas e horários: 20/07 + 21/07, das 19h às 21h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$50
Opção 02 - Intermediario: R$75
Opção 03 - Ideal: R$90
BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://docs.google.com/forms/d/1PgC3ZiV1l3Xba7KJ_0z8rSakIdkPLdLT5E2AMDs0Ksg/preview
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesSelecione o evento desejado e toque no botão acessar evento
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
Os dados sensíveis são criptografados e não serão salvos em nossos servidores.

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