17 out - 2022 • 19:00 > 17 out - 2022 • 21:00
17 out - 2022 • 19:00 > 17 out - 2022 • 21:00
SOBRE:
A partir dos entrelaçamentos entre as proposições de Geni Nuñez sobre não-monogamia desde uma perspectiva guarani no artigo “Monogamia e (anti)colonialidades: uma artesania narrativa indígena” e “O espírito da intimidade” de Sobonfu Somé, recortes de falas e registro de tradição oral Dagara, Uarê pretende apontar proposições práticas para construções afetivas éticas pautadas na não-monogamia.
Desde uma perspectiva não-binária presente na obra de Geni, que desarticula a oposição não só entre homem x mulher, mas também humanidade x natureza e outras oposições falaciosas, o grupo partirá das obras citadas para costurar referências e imaginar possibilidades para estabelecer redes e comunidades que rompam com a lógica colonial.
A construção das subjetividades transmaculinas tantas vezes passa por um processo de endurecimento, característico da cismasculinidade hegemônica, e a partir das provocações de Sobonfu sobre a intimidade entre homens para o fortalecimento da comunidade e as dissidências de gênero e sexualidade enquanto guardiões dos portais entre o mundo material e espiritual, pretende-se sonhar maneiras de articular o afeto comunitário entre corpos transmasculinos.
Tópicos:
1. a urgência por comunidades
2. corpo-território e a monocultura dos afetos
3. responsabilidade e autonomia
4. artesanias: ferramentas para construções afetivas
FACILITADOR:
Uarê Erremays é artista por insistência, bicho curioso: transita entre linguagens e geografias como tática de sobrevivência. Sua matéria de trabalho é corpo, osso, músculo, gordura e fluido, movimento: através da pesquisa em dança contemporânea, investiga os contornos do existir. De 2020 a 2022 viveu em uma ilha que está afundando a olhos vistos no Vale do Ribeira. Na solitude da quarentena, passou a estudar o horizonte infinito, o transe obtido pela repetição de movimentos - marés, nuvens, as Grandes Águas que movem as pequenas águas de si. Impelido pela urgência da fuga como sobrevivência à realidade, estuda caminhada para trás, giros, quedas: a transmutação da matéria corpo em oferenda, pedindo pela queda desse mundo.
Apresentação da Revista:
A Revista Estudos Transviades foi criada em 2020 por Bruno Pfeil, Cello Latini Pfeil, Nicolas Pustilnick e Thárcilo Luiz, como uma reação diante da ausência de espaços de publicação de materiais sobre transmasculinidades. Após um ano de atividades, Nathan Victoriano e Uarê Erremays se integraram à equipe.
Hoje, a revista conta com 6 edições completas, 1 livro publicado pela Editora Devires, e participou da construção do mapeamento "A Dor e as Delícias das Transmasculinidades no Brasil", em parceria com o IBRAT e o Instituto Race & Equality.
INFORMAÇÕES:
Data: 17/10, de 19h às 21h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$25
Opção 02 - Intermediario: R$40
Opção 03 - Ideal: R$55
Opção 03 - Fortaleceu demais: R$70
BOLSA INTEGRAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande um e-mail para [email protected] contando um pouquinho de você e como esse conteúdo pode ser importante <3
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Aula gravada e disponibilizada para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação de curso livre para quem assistir às aulas ao vivo.
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A Brava é um espaço dedicado à discussão e compartilhamento de conhecimento e trabalhos feitos por mulheres e pessoas trans. Promovemos cursos de diferentes áreas com trocas horizontais, que subvertem lógicas pré estabelecidas, fomentando um pensamento crítico, atravessado por discussões raça, classe, gênero e sexualidade. Assim movimentamos pessoas, oferecendo um espaço seguro e acolhedor para compartilhamento de saberes em um ambiente pensado para fomentar trocas e expandir conexões.
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