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Curso Afrotrônicos: músicas eletrônicas africanas e diaspóricas |Turma 02

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Curso Afrotrônicos: músicas eletrônicas africanas e diaspóricas |Turma 02

07 jul - 2025 • 19:30 > 28 jul - 2025 • 22:00

 
Videoconferência via Sympla Streaming
Evento encerrado

Curso Afrotrônicos: músicas eletrônicas africanas e diaspóricas |Turma 02

07 jul - 2025 • 19:30 > 28 jul - 2025 • 22:00

 
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Descrição do evento

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Afrotrônicos – Música eletrônica entre África e diásporas


O curso Afrotrônicos propõe uma imersão nos movimentos contemporâneos de música eletrônica que emergem do continente africano e das diásporas negras, a partir de uma abordagem interdisciplinar que cruza crítica musical, filosofia, musicologia, estudos raciais, comunicação, sociologia e tecnologia. Ao longo de quatro encontros online – que podem ser acompanhados ao vivo ou por gravação – investigaremos como artistas de países como Tanzânia, Mali, Angola, Nigéria, Brasil e Portugal estão reinventando as lógicas da música eletrônica a partir de suas próprias estéticas, experiências e invenções tecnológicas.

Por que fazer esse curso?


A visão eurocêntrica de mundo desenhou uma imagem racista de África como um território definido pelo subdesenvolvimento e pela miséria econômica e intelectual. Apesar de movimentos negros combaterem as ideias colonialistas, em determinados setores uma positivação das culturas africanas e sua herança ao redor do mundo foi construída sob uma ótica essencialista, fundamentada na ideia que a África seria uma espécie de raíz ancestral tradicional de diversas expressões culturais negras. Neste curso, seguiremos por outros caminhos: nos aprofundaremos em movimentos musicais que afirmam os artistas africanos e afrodiaspóricos no lugar da invenção contemporânea, como artistas criadores de tecnologias e experimentações artísticas que inventam possibilidades de futuros.

O que você vai aprender?


A cada aula, vamos explorar cenas musicais e estéticas eletrônicas que operam deslocamentos importantes nos modos de pensar a cultura, a modernidade e a raça. Do frenético Singeli da Tanzânia ao explosivo Balani Show do Mali, passando pelo Kuduro angolano e suas reverberações em Lisboa, até as batidas periféricas do Brasil, veremos como cada um desses movimentos surgiu, quais seus principais artistas, como ele dialoga com o contexto local e  como tensiona e reinventa a ideia de música eletrônica.

Como são as aulas?


As aulas acontecem ao vivo, sempre às segundas-feiras, às 19h30 (de 1º a 22 de julho), com possibilidade de acesso posterior às gravações. Em cada encontro, serão apresentados conceitos, análises de músicas e videoclipes, histórias de artistas e movimentos. As discussões são pautadas por filosofias decoloniais e teorias afroperspectivistas. Ao final, haverá espaço para perguntas e troca de ideias com o professor, também disponível para conversas por e-mail ou WhatsApp.

Cronograma e conteúdo das aulas


Dia 7 de julho | 19h30 | Aula 01: Pretitudes sônicas e música eletrônica


Música eletrônica: repensando as origens

O silêncio da história: Halim El-Dabh e o pioneirismo da música eletrônica fora da Europa

Da música negra às pretitudes sônicas: rompendo essencialismos

Balani Show e outras formas do tempo

Em torno de um pensamento sonoro da música eletrônica negra


Dia 14 de julho | 19h30 | Aula 02: Singeli e experiências afro do tempo


Drum & Bass e a quebra pela síncope

Singeli e a batida em 300 BPM da Tanzânia

Ritmanálise: filosofias do tempo

Kofi Agawu, Leda Maria Martins e Fu-Kiau: o ritmo para além da música


Dia 21 de julho | 19h30 | Tecnologias de ruído e sujeira


Racializar as tecnologias: Amiri Baraka, ethos negro e Criação Preta

"Tem que ter sujeira": O tuin e os paredões do funk 

"Parece um ataque de pânico": Balani no Mali, Balani na Inglaterra

"Nosso barulho": repensando a lógica do ruído a partir do pensamento afro-eletrônico


Dia 28 de julho | 19h30 | Sujeira e barulho: manchando o pensamento


O som da "Angolanidade": semba, kizomba, luta anticolonial e identidade nacional

"Sempre a subir": o pós-guerra as políticas do prazer no kuduro

Batida do gueto: a diáspora kudurista em Lisboa e o avesso da club music

Quebrando o luso-tropicalismo: o som como memória da guerra

As aulas serão gravadas?


Sim! As aulas serão gravadas e disponibilizadas caso você queira rever ou tenha perdido a aula ao vivo.

Material complementar

O aluno terá acesso a uma pasta com a bibliografia e material audiovisual relacionados às aulas. 

Quem dá as aulas?

GG Albuquerque é jornalista e doutor em Estéticas e Culturas da Imagem e do Som pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). É criador e editor do site de crítica musical Volume Morto e co-diretor do documentário Terror Mandelão (2024) sobre o DJ K e o funk mandelão de São Paulo. Trabalhou como repórter de cultura do Jornal do Commercio e da Folha de Pernambuco e escreveu matérias sobre música de periferia para o Portal Kondzilla, UOL Tab, Vice Brasil, Bandcamp, Revista Continente, entre outros. Foi jurado do Prêmio Multishow de Música Brasileira, membro do júri oficial da Mostra de Cinema de Tiradentes, curador do edital Natura Musical e membro da equipe de curadoria da Virada Cultural de São Paulo. Horários e datas

Horários e datas


O curso tem quatro aulas, que serão transmitidas por Zoom nos dias 07, 14, 21 e 28 de julho. Sempre das 19h30 às 21h30. 


Todas as aulas serão gravadas e a gravação de cada ficará disponível durante 7 dias para que o aluno reveja ou, em caso de falta, consiga assistir à aula perdida.

Bolsas

Serão ofertadas 15 bolsas integrais para alunos autodeclarados negros com perfil socioeconômico de baixa renda e pessoas trans. Para se candidatar à bolsa, envie até o dia 28 de junho um email com minibio e carta de intenção (veja exemplo) para: [email protected]. Conte o por quê deseja participar do curso e de que forma ele dialoga com seu trabalho ou seus interesses. No assunto do email, escreva: "Bolsa para curso Afrotrônicos". O resultado será enviado por email entre os dias 29 de junho e 07 de julho até o meio-dia.


Quer saber mais? Ainda tem dúvidas?

Mande um email para [email protected] ou confira o Instagram @ovolumemorto.


Política do evento

Cancelamento de pedidos pagos

Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.

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Edição de participantes

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Termos e políticas

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Sobre o produtor

GG Albuquerque

GG Albuquerque é jornalista e doutorando em Estéticas e Culturas da Imagem e do Som pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Escreveu matérias sobre música de periferia para o Portal Kondzilla, UOL Tab, Vice Brasil, Bandcamp, Revista Continente, entre outros. Também apresentou o documentário sobre bregafunk produzido pelo Spotify, em novembro de 2019. Escreve o blog Volume Morto e é co-fundador do Embrazado, podcast e portal de conteúdo sobre música de periferia.

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