PROPOSTA DO CURSO:
Você já percebeu que sempre estamos tentando melhorar nossa comunicação? E que muitas vezes a própria sociedade oferta técnicas para que possamos fazer isso? Esses questionamentos e outros levaram a criação deste curso para possibilitar reflexões acerca dos processos comunicativos e como estes são colonizados ao longo da história brasileira. Este curso tem o objetivo de te ajudar a entender a importância de termos uma comunicação validada através de nossos contextos sociais e, para isso, precisamos decolonizá-la.
Aula 1: Entendendo a Colonização da Comunicação
Nesta primeira aula, iremos conversar sobre como funciona a comunicação nas populações brasileiras desde o início da colonização do Brasil. E por que falar disso? Para entendermos como as relações sociais se deram e se dão através de uma relação de poder, principalmente entre populações oprimidas e opressores, e como nessas relações tais opressores se utilizam de técnicas de comunicação, preconceitos e violências para manter a lógica colonizadora.
- Como acontece o processo de Colonização da Comunicação?
- Pessoas do verbo: colonizador como segunda pessoa falando da primeira pessoa
- Cobrança social por uma comunicação eficaz, assertiva e direta
- Formas de colonização da comunicação
- Espaço para debate
Aula 2: Reflexão acerca de técnicas de comunicação (Comunicação Não-Violenta (CNV))
Na segunda aula, vamos apresentar algumas formas de como a sociedade procura colonizar pessoas através da comunicação. Uma destas é por meio da técnica “Comunicação Não-Violenta (CNV)” que advém de um país imperialista e que precisa ser revista dentro dos contextos para que possa ser utilizada de forma inclusiva, acessível e cuidadosa para com todas as pessoas, não apenas por quem imperializa.
- O que é CNV?/ Bases da CNV?
- Princípios da CNV + exemplos
- Pra que se utilizar da CNV?/ No que ela me ajuda?
- Críticas à CNV / Cuidados ao se utilizar CNV
- Espaço para debate
Aula 3: Construindo uma Comunicação Libertadora
Em nossa terceira aula, depois de traçar sobre a colonização da comunicação e como funciona a técnica da CNV, começaremos a elaborar uma decolonização para nossas comunicações. Para isso, vamos adentrar à ferramenta metodológica revolucionária da Comunicação Libertadora abordando suas bases teóricas e principais autores e autoras.
- Entendendo o fenômeno da violência (obras de feministas negras)
- Entendendo a Liberdade (obras de Paulo Freire)
- Entendendo o contexto para entender a violência (obras sobre América Latina)
- Crítica à não-violência (obra de Domênico Losurdo)
- Espaço para debate
Aula 4: Praticando uma Comunicação Libertadora
Para nossa última aula, o objetivo é repassar por onde caminhamos e frisar uma prática de como podemos explorar nossas histórias e experiências para reconhecermos nossas realidades e, assim, decolonizar nossas comunicações. Será uma aula de fechamento, mas também de aberturas para novas reflexões acerca do tema e eventuais debates que virão a surgir após o curso.
- Incentivando a pessoa a perceber a própria história
- Interseccionalidade de cada pessoa
- Dando espaço para exercer sua voz
- Espaço para debate
FACILITADORA:
Giovanna Nicolau (@ginicolaupsi) é psicóloga clínica e social e pós-graduada em Educação Social e Cidadania. Pesquisadora em psicologia, deficiência, decolonização e comunicação na UFSC, na University of Washington nos EUA e na Western University no Canadá. É também TEDx Speaker e realiza palestras nas áreas de Comunicação Libertadora, Comunicação Não-Violenta e Decolonização da Deficiência. Nos últimos anos trabalhou como facilitadora de Comunicação Não-Violenta, mas percebeu que essa área precisava ser atualizada e modificada para atender populações oprimidas e, por isso, cunhou a chamada Comunicação Libertadora para ajudar as pessoas nesse trabalho.
REFERÊNCIAS:
- Almeida, N. (2020). Comunicação Não Violenta, mais uma teoria branca? Lugar desconhecido. Retirado em 01 de Outubro de 2021: https://medium.com/@natialmsouza/comunica%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-violenta-mais-uma-teoria-branca-4fa09aaad451.
- Césaire, A. (1978). Discursos sobre o colonialismo (1ª edição). Livraria Sa da Costa Editora, 1978.
- Cruz, C. C. (2019). Andrew Feenberg e a teoria crítica da tecnologia. Em A. Feenberg, Entre a razão e a experiência: Ensaios sobre a tecnologia e a modernidade. Inovatec.
- Davis, A. (2018). A liberdade é uma luta constante. Boitempo.
- Davis, A. (2016). Mulheres, raça e classe (trad. de Heci Regina Candiani). Boitempo.
- Freire, P. (2015). Educação como prática da liberdade (1ª edição). Paz e Terra.
- Freire, P. (2020). Pedagogia do oprimido (73a edição). Paz e Terra.
- Harvey, D. (2005). O NEOLIBERALISMO: história e implicações [recurso eletrônico]. Edições Loyola.
- hooks, b. (2010). Teaching critical thinking: practical wisdom. Routledge.
- hooks, b. (2021). Tudo sobre o Amor: Novas Perspectivas. Elefante.
- Lorde, A. (2019). Irmã OutsiderE: Ensaios e Conferências (1ª edição). Autêntica Editora.
- Mano a Mano. (2022). Mano Brown recebe Sueli Carneio. [Locução de]: Mano Brown e Sueli Carneiro. [S. l.]: Mano a Mano. Retirado em 02 de Junho de 2022: https://open.spotify.com/episode/2eTloWb3Nrjmog0RkUnCPr. Acesso em.
- Moreira, A. (2019). Racismo recreativo (1ª edição). Sueli Carneiro; Pólen.
- Nascimento, R. S., & Machado, E. M. (2019). História da Língua Portuguesa no Brasil: do Processo de Colonização às Variantes Linguísticas. V Seminário de Iniciação Científica: Talentos da Ciência e Tecnologia em Ação. https://sic.unifesspa.edu.br/images/SIC2019/ORAL/122_RaianedeSouzadoNascimento.pdf
- Nicolau, G. (2022). Perspectiva sobre a Comunicação Não-Violenta a partir da experiência Autista. TEDx Talk. https://youtu.be/VQxGoYqXa4I
- Nicolau, G., & Assis, P. (2022). Considerações Interseccionais sobre a Prática da Comunicação Não-Violenta.
- Ortegal, L. (2018). Relações raciais no Brasil: colonialidade, dependência e diáspora. Serv. Soc. Soc. n. 133, p. 413-431.
- Penido, A., & Stédile, M. E. (2021). Ninguém Regula a América: guerras híbridas e intervenções estadunidenses na América Latina. Expressão Popular.
- RIbeiro, Stephanie. (2017). “A Seat At The Table” uma comunicação não violenta na perspectiva negra. Revista Capitolina. Retirado em 01 de Outubro de 2021: http://www.revistacapitolina.com.br/a-seat-at-the-table-uma-comunicacao-nao-violenta-na-perspectiva-negra/.
- Rosenberg, M. B. (2006). Comunicação Não-Violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos profissionais e pessoais. Editora Ágora.
- Rosenberg, M. B. (2019a). A Linguagem de Paz em um Mundo de Conflitos. Palas Athena.
- Rosenberg, M. B. (2019b). Vivendo a Comunicação Não-Violenta. Sextante.
- Tuleski, S. (2010). Editorial. Psicologia em Estudo, 15(2), 233–234.
- Veronelli, G. (2021). Sobre a Colonialidade da Linguagem (trad. de Silvana Daitch). Revista X, v. 16, n. 1, 80-100.
PRINCIPAIS INFORMAÇÕES:
- Curso online ao vivo via Zoom
- Dias: 25/03, 01/04, 08/04 e 15/04 (sábados)
- Horário: 10h00 às 12h00
- Valor: 150 reais + 10% taxa sympla até o horário da primeira aula (165 reais + 10% taxa sympla após o início do curso até o final da última aula)
- Desconto para inscritos na Newsletter do Desencaixe e alunos dos últimos cursos
- As aulas acontecerão ao vivo, mas ficarão gravadas durante um mês após a finalização do curso para quem não pôde assistir
- Emissão de certificado de participação
- Público livre, não há a necessidade de conhecimento prévio, nem ser de áreas específicas
- Bolsas sociais disponíveis, acesse: https://forms.gle/6oNfhBWrSJmSYeUZ7
- Atividade sujeita a cancelamento, caso não atinjamos o número mínimo de inscritos
Em caso de qualquer dúvida, entre em contato pelo instagram @odesencaixe ou mande um e-mail para [email protected]