22 jan - 2022 • 10:00 > 22 jan - 2022 • 12:00
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Quando analisamos o espaço como um terceiro educador, que serve à autonomia das crianças, não somente ele se altera, mas também altera o nosso papel enquanto educadores das infâncias.
Toda escola hospeda uma sociedade interessada. O nosso papel, enquanto adultos, é garantir que o ambiente da escola seja tão interessante quanto as crianças.
Quando pensamos neste interesse das crianças, aliado à autonomia, o espaço ganha uma nova esfera de atuação, servindo como um terceiro educador, que possibilita às crianças um determinado aprendizado autoguiado.
(Hoyuelos, 2020, p. 73)
“O ambiente entendido como uma escolha consciente de espaços, formas, relações, cores, vazios e cheios, mobílias, decorações, etc. Um ambiente que deve ajudar a refletir a convivência pedagógica e cultural que se constrói nas instituições educativas.”
Porém, quais são as reflexões que devemos fazer para melhor desenvolvermos estes ambientes?
Confiando na potencialidade das crianças, passamos a pensar imediatamente em como podemos incrementar as possibilidades que atendam a autonomia que desejamos servir.
Para esta autonomia, devemos pensar em como o nosso espaço está organizado para ser permissivo às crianças, garantindo que elas possam transitar, se organizar e desenvolver cultura sem a necessidade da intervenção direta do adulto.
Aqui pensamos a pensar em quais são os princípios que guiam o desenvolvimento destes espaços e quais são os elementos preferíveis para a cultura de um determinado grupo de crianças. A ideia é que possamos dominar os fundamentos para desenvolver flexibilidade, ao invés de replicar o mesmo ambiente ano após ano.
Como sabemos, os cérebros das crianças funcionam em um ritmo diferente dos cérebros adultos, já com uma neuroplasticidade reduzida. Com suas sinapses em seu nível mais alto, as crianças irão sempre buscar estímulos que respondam seus interesses e hipóteses que respondam a estes estímulos.
Ao pensarmos na sala como um conjunto de mini ateliês com um lugar de encontro comum, permitimos aos diferentes grupos da sociedade das crianças que se engajem em diferentes atividades, de acordo com os seus interesses. Isso fortalece o seu senso social, criativo e relacional, já que o espaço irá permitir diferentes interações.
A estética pode ser compreendida muito além do que ela apresenta enquanto valor visual. Para os pensadores da abordagem de Reggio Emilia, a estética implica uma ‘sedução intelectual’ que nos faz desenvolver preferências por certas formas, aromas, texturas e afins. Da mesma forma, essas preferências vão guiar as nossas experiências de aprendizagem, fazendo com que levemos os nossos conhecimentos para um determinado caminho.
Dessa maneira, se torna nossa responsabilidade pensar em ambientes estéticos que possam receber as diferentes e variadas curiosidades das crianças, para que seu engajamento intelectual esteja em contato com um ambiente desenhado para isto.
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