07 ago - 2025 • 19:00 > 07 ago - 2025 • 22:00
07 ago - 2025 • 19:00 > 07 ago - 2025 • 22:00
SOBRE:
Este curso propõe uma reflexão crítica sobre a ausência de um imaginário social referente às transmasculinidades no contexto brasileiro, a partir de uma perspectiva inspirada nos estudos de Donna Haraway. Partindo da metáfora dos aparatos de visão, discutiremos como os dispositivos tecnológicos e sociais que moldam o conhecimento também operam como tecnologias de poder, invisibilizando corpos transmasculinos e dificultando sua representação na esfera pública.
Ao longo do curso, faremos uma revisão bibliográfica com foco no artigo Saberes situados (1988), de Haraway, e articularemos seus conceitos com debates sobre masculinidades, psicanálise, sociologia e os desdobramentos do movimento transmasculino no Brasil. Investigaremos como a falta de um léxico próprio e o desinteresse dos produtores de saber contribuem para a marginalização desses corpos — frequentemente assimilados ao padrão cisgênero, especialmente quando passam por modificações corporais via hormônios.
Com base em estudos contemporâneos e na atuação de instituições como o IBRAT (Instituto Brasileiro de Transmasculinidades), abordaremos também os desafios enfrentados por esses sujeitos, incluindo formas específicas de violência nomeadas como transmasculinofobia. O curso busca, assim, contribuir para a construção de uma visão situada e plural sobre as experiências transmasculinas, questionando os limites e potências da visibilidade.
Parte 1 – Saberes situados e invisibilidade transmasculina
- Introdução à perspectiva harawayana: Saberes situados e aparatos de visão
- A ausência de um imaginário social das transmasculinidades
- Tecnologias de visão como tecnologias de poder
- Dispositivos sociais e produção de saberes cisnormativos
Parte 2 – Masculinidades, transmasculinofobia e resistência
- Masculinidades plurais: contribuições da psicanálise e da sociologia
- A construção do movimento transmasculino no Brasil
- O papel do IBRAT e outras iniciativas na afirmação de direitos
- Violências específicas: o conceito de transmasculinofobia
- Encerramento: estratégias para visibilizar vivências transmasculinas
IDEALIZAÇÃO E FACILITAÇÃO:
Um corpo transmasculino, nipo-descendente, que explora as fronteiras e interpelações que afetam sua vivência entre territórios. Para fins acadêmicos, é formado no Bacharelado em Ciências e Humanidades pela UFABC e mestrando em Filosofia pela USP. Pol Iryo é um devir, transita entres os diferentes campos dos saberes e linguagens. Nas artes tem um foco no corpo, na performance e no audiovisal, recentemente tem se aventurado nos signos e significantes potencializados nas palavras. Se encanta pelas conexões entre diferentes cosmologias, as conexões simpoieticas entre seres e as tentativas - quase sempre fracassadas - de tornar material aquilo que é imaterial. Tem uma (de)formação acadêmica em filosofia e pesquisa as relações entre ficção, gêneros e teorias das ciências humanas. Também atua como articulador social e educador na ONG Rede Amalgamar.
INFORMAÇÕES:
Datas e horários: 07/08, das 19h às 22h
Valores conscientes, você paga o quanto pode no momento!
Opção 01 - Mínimo: R$30
Opção 02 - Intermediario: R$50
Opção 03 - Ideal: R$70
BOLSA INTEGRAL/PARCIAL: se você quer fazer este curso mas não dispõe de recursos financeiros no momento, mande a sua solicitação de bolsa através do seguinte formulário: https://forms.gle/4S8z62sTcsdr9tRV9
Curso online e ao vivo, via plataforma Zoom
Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas para quem estiver inscrite (vídeo disponível no drive por um mês após a realização do curso)
Emissão de certificado de participação para quem assistir às aulas ao vivo.
Classificação indicativa: 18 anos
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
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BRAVA
Um espaço de construção de comunidades a partir do compartilhamento de conhecimentos e à produção de saberes contra-hegemônicos. Os caminhos desenhados pela Brava passam por cursos, oficinas, aulões, rodas de conversa e outras iniciativas educacionais, centradas em discussões sobre raça, classe, sexualidade, gênero, colonialidade e pela formação de um pensamento crítico no geral, idealizadas e facilitadas por sujeites que moldam suas vozes a partir do enfrentamento à esses sistemas.
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