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Colonialidade e saúde mental: atravessamentos subjetivos e produção de sofrimento

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Colonialidade e saúde mental: atravessamentos subjetivos e produção de sofrimento

11 mar - 2023 • 10:00 > 12 mar - 2023 • 12:00

 
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Evento encerrado

Colonialidade e saúde mental: atravessamentos subjetivos e produção de sofrimento

11 mar - 2023 • 10:00 > 12 mar - 2023 • 12:00

 
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Descrição do evento

PROPOSTA DO CURSO:

As influências do período colonial ainda são dominantes mesmo após a independência desses países, nos impondo os padrões coloniais de maneira naturalizada na sociedade. Este curso tem como objetivo acessar pistas dos atravessamentos dessa colonialidade em nossa construção como sujeitos sociais, nossas subjetividades e, consequentemente, na manutenção da nossa saúde mental.

Aula 1: Colonialismo, colonialidade e construção social

  • O processo de colonização
  • Colonialismo e Colonialidade
  • A ideia de raça como validador do poder europeu sobre os demais povos
  • O colonialismo e a construção da sociedade brasileira
  • Colonialidade do Poder, do Ser e do Saber
  • Eugenia e Racismo científico 
  • A lógica manicomial como braço colonial
  • Necropolítica 
  • Epistemicídio 
  • A influência da colonialidade na desigualdade de gênero 
  • Colonialidade da sexualidade
  • Abertura ao debate

Aula 2: Os impactos da colonialidade na construção de subjetividade e possíveis saídas decoloniais 

  • Como somos constituídos? Atravessamentos e construção de subjetividade 
  • A sociogênese e o trauma colonial
  • Racismo à brasileira
  • Branquitude
  • Racismo e sofrimento psíquico
  • Catequização e colonização: os impactos subjetivos 
  • Lgbtqia+fobia e sofrimento psíquico
  • Modernidade e produção de sofrimento subjetivo
  • Descolonização do eu 
  • Caminhos decoloniais: desobediência epistêmica 
  • Abertura ao debate


FACILITADORA:

Juliana Camará é psicóloga clínica e atuante na área da atenção psicossocial (CAPS), especializada
em Saúde mental, atenção psicossocial e em Saúde Pública. Engajada em pesquisar, debater e lecionar saúde mental decolonial, antimanicomial e interseccional, também produz conteúdo no instagram @produzindo_subjetividade e é co-fundadora do coletivo Quizumba Mental.


REFERÊNCIAS:

  • Aparecida Sueli CARNEIRO. A Construção do Outro como Não-Ser como fundamento do Ser. Feusp, 2005. (Tese de doutorado)
  • Fanon F. Os condenados da Terra. Rio de janeiro: Civilização Brasileira; 1979.
  • Moita & Martins. Formas De Silenciamento Do Colonialismo E Epistemícidio: Apontamentos Para O Debate (2018)
  • Tassotti, R. S. Os Manicômios Como Ferramenta Médica E Psiquiátrica Do Processo De Eugenia Racial E Social No Brasil. Salão do conhecimento (2020)
  • Direitos humanos, saúde mental e racismo : diálogos à luz do pensamento de Frantz Fanon organizadoras: Patrícia Carlos Magno, Rachel Gouveia Passos (2020)
  • Clínica do impossível: linhas de fuga e de cura por Lucas Veiga (2021)
  • Frantz Fanon. Pele Negra, Máscaras Brancas (1952)
  • Frantz Fanon. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, (1968)
  • Alienação e liberdade: Escritos psiquiátricos Livro por Frantz Fanon. UBU Editora (2020)
  • Neusa Santos Souza - Tornar-se negro, ou, As vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social (1983)
  • Quijano A. Colonialidade do poder, eurocentrismo e a América Latina. In: Lander E, organizador. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais – perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO; 2005. p. 107-129.
  • Mbembe, Achille. Necropolitica. Public Culture 15.1, 2003
  • Olegario da Costa Maya Neto. Necropolítica da colonialidade no Brasil: segregação e desumanização no Hospital Colônia de Barbacena e na Cracolândia, em São Paulo (2019)
  • Debora Oliveira Ramos. Estado Brasileiro, Dispositivo De Colonialidade E Seguridade Social: entre fazer e deixar morrer a população negra (2019)
  • Tassotti, R. S. Os Manicômios Como Ferramenta Médica E Psiquiátrica Do Processo De Eugenia Racial E Social No Brasil. Salão do conhecimento (2020)
  • Deivison Faustino. O mal-estar colonial: racismo e o sofrimento psíquico no Brasil (2019)
  • Maia & Melo. A colonialidade do poder e suas subjetividades (2019)
  • Grada Kilomba. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano (2008)
  • Fatima Lima. Trauma, colonialidade e a sociogenia em Frantz Fanon: os estudos da subjetividade na encruzilhada (2020)
  • Macedo (2020). Colonialidade Da Sexualidade: Uma Análise Comparada E Colaborativa Sobre Violência Em Relações Lésbicas Em Bogotá, Brasília E Cidade Do México
  • Costa & Mendes. Colonização, Guerra e Saúde Mental: Fanon, Martín-Baró e as Implicações para a Psicologia Brasileira (2020)
  • Silveira et. al. Os desdobramentos do colonialismo na sociedade brasileira (2019)
  • Silva, Jerto Cardoso da, & Garcia, Edna Linhares. (2011). Produção de subjetividade e construção do sujeito


PRINCIPAIS INFORMAÇÕES:

  • Curso online ao vivo via Zoom
  • Dias: 11/03, 12/03 (sábado e domingo)
  • Horário: 10h00 às 12h00
  • Valor: 100 reais + 10% taxa sympla até o horário da primeira aula (110 reais + 10% taxa sympla após o início do curso até o final da última aula)
  • Vagas limitadas
  • As aulas acontecerão ao vivo, mas ficarão gravadas durante um mês após a finalização para quem não pôde assistir
  • Emissão de certificado de participação
  • Público livre, não há a necessidade de conhecimento prévio, nem ser de áreas específicas
  • Bolsas sociais disponíveis, acesse: https://forms.gle/d5ZP3AAjNUnhNSNo9
  • Atividade sujeita a cancelamento, caso não atinjamos o número mínimo de inscritos

Em caso de qualquer dúvida, entre em contato pelo instagram @odesencaixe ou mande um e-mail para [email protected]

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Sobre o produtor

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Desencaixe

O Desencaixe é um projeto que busca incentivar a autonomia do pensar e do fazer de forma crítica e com consciência social. Os cursos oferecidos são sempre em parceria com pesquisadores críticos e responsáveis com domínio dentro de sua área e a proposta é que possamos promover uma troca de aprendizados mútuos entre todos os participantes e colaboradores, acreditando que todos são capazes de formular suas próprias conclusões, questionamentos e conexões. Acompanhe no Instagram: @odesencaixe

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