03 abr - 2021 • 21:00 > 03 abr - 2021 • 22:45
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PARA EVIDÊNCIAS E SUSPEITOS ACESSE O DOSSIÊ
Caso Cabaré Privê volta em cartaz para mais uma temporada on-line em março
A peça dirigida por Pedro Granato, com dramaturgia de Tainá Muhringer e Felipe Aidar levou o prêmio APCA especial da quarentena 2020 na categoria jovem.
O espetáculo Caso Cabaré Privê inovou ao colocar o espectador em cena assumindo o papel de investigador do assassinato do filho do presidente. O texto de Tainá Muhringer e Felipe Aidar, com concepção e direção de Pedro Granato promove uma imersão por um cabaré onde todos são suspeitos de um crime. Vencedor do prêmio APCA na categoria jovem, o espetáculo volta em cartaz de 6 de março a 4 de abril, com sessões aos sábados e domingos às 21h. A montagem também foi destaque pelo Guia da Folha entre as 5 melhores atrações do ano para se ver pela internet.
O espetáculo musical é feito por jovens atores do Núcleo Pequeno Ato, em resposta direta às questões que os afligem no Brasil de 2020, uma característica marcante do processo de pesquisa e criação do grupo junto ao diretor. O elenco é formado por Andressa Lelli, Bella Rodrigues, Bruna Martins, Carolina Romano, Claudia Garcia, Felipe Aidar, Gabriela Gonzalez, Gustavo Zanela, Helena Fraga, Jade Mascarenhas, Letícia Calvosa, Ludmilla Cohen, Luiza Guilien, Isabella Melo, Manuela Pereira, Renan Ramiro. Participação especial de Thiago Albanese. Gustavo Bricks assina como videomarker. A direção musical fica a cargo de Pedro Monteiro e a direção de arte de Renan Ramiro. No figurino Isabella Melo e Gustavo Zanela e na coreografia Ines Bushatsky. E a produção é de Jessica Rodrigues e Victória Martinez (Contorno Produções).
Na trama, o filho do presidente é encontrado morto em um cabaré privativo e o público é convidado a investigar as pistas antes do anúncio oficial para imprensa. Ninguém por sair do estabelecimento e começam as interrogações conduzidas por um delegado. O público é direcionado para cabines privê e pode interrogar as personagens. Os atores fazem a encenação em tempo real, executando as cenas e interagindo com a plateia.
Dessa forma se estabelece um jogo imersivo a partir dos registros do celular do filho do presidente, que funciona como um flashback, para ajudar na elucidação do que aconteceu naquela noite.
O formato já faz parte da pesquisa do diretor, que estreou em 2019 o espetáculo Babylon: Beyond Borders, encenado simultaneamente em quatro países com transmissão ao vivo pela internet. “Como eu já tinha feito uma peça de forma on-line e em países diferentes, me deu uma certa tranquilidade por saber que era possível realizar. O maior desafio de produzir, no único formato possível de se fazer naquele momento, foi buscar novas maneiras para resolver os problemas. Existe a novidade tecnológica que eu já estava experimentando e que a pandemia universalizou permitindo assim uma nova conexão com o público”, explica.
Como possivelmente houve um crime, cada personagem está fechada em sua cabine. Os atores pensaram as ambientações utilizando elementos cênicos e a iluminação que tinham disponíveis em casa para construir o universo de cada interpretação. Mesclando recursos contemporâneos como números de lip sync, que se popularizaram com as drag queens, e a estética de coreografia de videoclipes e redes sociais, a encenação bebe na fonte da realidade e na riquíssima herança musical brasileira.
Inspirado em táticas de ação direta que tem tomado protestos contra o autoritarismo no mundo todo, a ideia do projeto é retrabalhar a visão Brechtiana de musical que se propõe a questionar o funcionamento da sociedade com os elementos de hoje. O objetivo é construir um musical vibrante que dialogue com a nova geração e se posicione de maneira clara contra a onda reacionária que se espalha pelo mundo. “O teatro preserva a comunhão do tempo-espaço, só que agora de forma on-line. O jogo continua com a efemeridade que só fazer teatral pode proporcionar, pois para cada plateia acontece um espetáculo diferente”, conclui Granato.
Sobre Pedro Granato e o Núcleo Pequeno Ato
Atualmente coordenador de Formação da Secretaria Municipal de Cultural, tendo sido Coordenado dos Centros Culturais e Teatros Municipais (2019/2020), em sua gestão em um ano, dobrou o público destes espaços e inaugurou o Centro Cultural da Diversidade, além de participar da criação e execução de Festivais como Verão sem Censura e Palco Presente.
No Pequeno Ato investiga o teatro imersivo e a formação de novos públicos. Essa pesquisa permanente resultou em espetáculos criados colaborativamente que conquistaram a crítica e o público jovem: Fortes Batidas - Prêmio APCA de Melhor Espetáculo em Espaço não Convencional, Prêmio Especial por Experimentação de Linguagem no Prêmio São Paulo e Prêmio Zé Renato para circulação e 11 Selvagens pré-indicado para “melhor texto original” no Prêmio São Paulo entre os 10 melhores espetáculos de 2017 pela Revista Veja e PROAC Circulação para viagens ao interior do estado.
Em 2019, em absoluta sintonia com o momento político do país, o Núcleo estreou Distopia Brasil, indicado ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias “Melhor Arquitetura Cênica” e “Melhor Figurino” para o 1º Semestre de 2019. Foi contemplado pelo Prêmio Cleyde Yaconis realizando 20 apresentações em espaços públicos do centro de são Paulo, tendo os ingressos esgotados em menos de 5 minutos, e 8 apresentações em CEUs.
Os espetáculos são criados por jovens, falando de jovens e para o público jovem. Na cena teatral é difícil definir qual o espaço e qual a margem de idade. O grupo chama de “jovem” pessoas dos 16 aos 30, que muitas vezes não se encaixam entre o teatro infantil e o teatro adulto, sem programas claros, temáticas e estéticas que os atraiam, tendo dificuldades para se firmar na cena teatral.
Os espetáculos do núcleo dão voz a estes jovens e se constroem em processos colaborativos em que os atores, direção e técnica trazem referências atuais como notícias, séries, filmes e músicas e acima de tudo, suas experiências de vida e visão de mundo. Levam para a cena aquilo que os inquieta atualmente com uma linguagem contemporânea. Tema e forma se potencializam e os espetáculos alcançam enorme comunicação com o público.
Ficha técnica:
Concepção e Direção: Pedro Granato. Dramaturgia: Tainá Muhringer e Felipe Aidar. Assistente de Direção: Felipe Aidar. Elenco: Andressa Lelli, Bella Rodrigues, Bruna Martins, Carolina Romano, Claudia Garcia, Gabriela Gonzalez, Gustavo Zanela, Helena Fraga, Jade Mascarenhas, Letícia Calvosa, Ludmilla Cohen, Luiza Guilien, Isabella Melo, Manuela Pereira e Renan Ramiro. Detetive: Felipe Aidar. Convidado Especial: Thiago Albanese. Videomaker e Operador de Zoom: Gustavo Bricks. Direção Musical: Pedro Monteiro. Direção de Arte: Renan Ramiro. Iluminação: Ariel Rodrigues. Figurino: Isabella Melo e Gustavo Zanela. Confecção de Figurino: Haus of Le Blanc. Coreografia: Ines Bushatsky. Fotos: Ana Alexandrino e Gustavo Bricks. Designer Gráfico: Lucas Sancho. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Produção: Contorno Produções e Pequeno Ato. Direção de Produção: Jessica Rodrigues e Victória Martinez.
Este projeto foi contemplado pelo EDITAL PROAC EXPRESSO LEI ALDIR BLANC Nº 36/2020 “PRODUÇÃO E TEMPORADA DE ESPETÁCULO DE TEATRO COM APRESENTAÇÃO ONLINE”.
Serviço:
CASO CABARÉ PRIVÊ
Temporada: De 6 de março a 4 de abril. Sábados e domingos às 21h.
Duração: 90 minutos.
Classificação etária: 16 anos.
Ingressos: R$20 preço único.
Capacidade: 50 espectadores.
Venda ingressos e acesso à transmissão: Sympla.com.br/pequenoato
Especificação técnica: Confira as orientações do seu ingresso. É necessário baixar o aplicativo Zoom, preferencialmente no PC ou notebook. Também é possível assistir por tablet, celular ou emparelhamento com Smart TV.
Você poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesEste evento tem a comodidade e a praticidade de uma transmissão online com a melhor experiência garantida pela Sympla.
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Pequeno Ato
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