Após a estreia do projeto Rapsódia Brasilis, os artistas soteropolitanos, Os Bentos & A Trilhambígua, ingressam em mais uma experimentação temática na música. Em CANÇÕES PARA ADIAR O FIM DO MUNDO, os músicos buscam suas inspirações nos sentimentos que tomam parte do nosso corpo durante períodos políticos turbulentos que permeiam nossa contemporaneidade. Esse conglomerado de canções autorais surgem como um grande manifesto em meio ao caos que o mundo está vivendo, seus atos estão desde dedicatórias de amor até reflexões existenciais sobre o eu jovem moderno. Como dormir sem saber se teremos o dia de amanhã? Esse será o último “boa-noite”? O último “Eu te amo”? Quem está por trás de tudo isso? Tudo está em guerra.
Bento Mota é compositor e guitarrista, nascido no Rio de Janeiro e criado na Bahia. Permeando os cantos do cenário alternativo de Salvador com sua música envelhecida pelas manchas do café diamantino. É membro fundador da banda “O Declínio de Seraphitus”, cujo disco está sendo produzido pelo selo Casa das Máquinas. Suas composições traduzem o som de memórias e relampejos melancólicos que orbitam o aconchego dos sonhos.
Bento Simas (Guitarra e voz) começou a compor frente à necessidade de contar as histórias que guardava para si. Leonino do mês de julho, suas composições com vestígios autobiográficos projetam cenários imaginários quase que familiares, ancorando-se em suas referências do pop-rock e MPB.
O projeto musical Trilha Ambígua se une para encorpar esse show. Bento Mota (guitarra e voz), Tom Firmino (baixo) e JG Almeida (bateria), artistas emergentes do cenário alternativo de Salvador, formam a banda autoral inclinada ao som da MPB, do rock fusionado e da psicodelia tropical, buscando traçar os caminhos sonoros íntimos do experimentalismo e da crueza de um power trio. Das improvisações que bebem do jazz até o som pesado do rock setentista, o grupo emulsiona essas referências e apresenta ao público essa trilha de significados sobre a existência.
A performance do grupo deglute inspirações do tropicalismo sessentista, ao mesclar uma estrutura de espetáculo teatral juntamente com uma proposta de show musical. Reverenciando suas raízes, porém sem perder a autenticidade do seu tempo-espaço.