01 mai - 2021 • 19:00 > 01 mai - 2021 • 21:00
01 mai - 2021 • 19:00 > 01 mai - 2021 • 21:00
sobre:
A exploração e a precarização do trabalho é base da sociedade capitalista. Ok, isso todas sabemos, o que nem sempre conseguimos perceber por conta do processo de alienação e estranhamento, é que a sociabilidade burguesa transformou o mundo a sua imagem semelhança.
O que significa que essa exploração e precarização do trabalho rompeu as barreiras das fábricas e se tornou o fio que costura a nossa vida cotidiana. Por esse fio ser fininho, nem sempre percebemos que nossas relações pessoais estão permeadas por esse modo de ser, e por isso, reproduzimos essa superexploração em nossas casas, mas a chamamos de Amor e Cuidado. Esse Amor e Cuidado, então, são a aparência de ser do modo de produção capitalista, e dessa forma nos mantém na reprodução e manutenção de sua dominação, naturalizando formas de abuso e poderio onde cada mulher mantém a produção e reprodução do capitalismo.
Embora, historicamente tenham transformado o trabalho feminino em não produtivo e inerente a sua condição de gênero desvalorizando-o, o resultado disso é uma ultra precarização, super explorado e não pagamento dessas atividades chamadas de domésticas. É importante compreender que, quando falamos em trabalho doméstico, não estamos tratando de um trabalho como os outros, mas, sim, da manipulação mais disseminada e da violência mais sutil que o capitalismo já perpetuou contra qualquer setor da classe trabalhadora. Óbvio que, sob o capitalismo, todo trabalhador é alienado, manipulado e explorado, e sua relação com o capital é totalmente mistificada. A questão é que em relação ao trabalho doméstico reside o fato de que ele não só tem sido imposto às mulheres como também foi transformado em um atributo natural da psique e da personalidade feminina, uma necessidade interna, uma aspiração, supostamente vinda das profundezas da nossa natureza feminina.
O trabalho doméstico foi transformado em um atributo natural em vez de ser reconhecido como trabalho, porque foi destinado a não ser remunerado. O capital tinha que nos convencer de que o trabalho doméstico é uma atividade natural, inevitável e que nos traz plenitude, para que aceitássemos trabalhar sem uma remuneração.
Vamos pensar sobre essa questão juntas? Vamos desvelar essa cortina de aparência carinhosa e ver que quem segura esse véu é o patriarcado, o racismo e o capitalismo ? Como? Juntas nesse dia do Trabalhador, num grande círculo de cultura e trocas de ideias para construirmos teorias revolucionárias para nossas ações revolucionárias.
quem faz:
Educadora social, professora, comunista, antirracista, feminista, do sertão de Pernambuco, moro em São Bernardo do Campo, não sei se amo mais cuscuz, livros ou café! ah, minha casa é Corvinal e tenho um queda pelos vilões mais incríveis que a humanidade já produziu: Darth Vader e a Akatsuki.
informações:
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Brava
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